Unidade e expectativas na nova segurança da Trensurb

Os novos seguranças contratados pela Trensurb para qualificar e ampliar o efetivo já começaram a atuar nas estações. Até o momento, 54 já foram contratados: 30 deles já estão atuando normalmente em estações e trens, 12 estão em treinamento operacional (realizado também nas estações e trens) e mais 12 iniciaram treinamento técnico na semana passada.

Após passar por uma série de treinamentos, incluindo aulas teóricas, palestras e exercícios práticos, os seguranças têm suas primeiras experiências em atuações supervisionadas. “Acho que chegamos na hora certa. Viemos para somar com o pessoal que já está aí na linha há mais tempo para, juntos, dar qualidade e segurança ao transporte do usuário”, declara Simone Dalmolin. Ela e Helton Milton Silva trabalhavam juntos na Estação Farrapos quando conversamos com eles. “Basicamente somos assistencialistas”, explica Helton. “E, quando é necessário, colaboramos com os colegas das estações”, completa. Supervisionados por Antônio Moacir Figueiredo, que há 33 anos trabalha na segurança da Trensurb, os agentes fizeram ronda entre as estações para atender a ocorrências. Na Estação Niterói, buscaram um objeto que havia caído nos trilhos e o devolveram a sua dona. Na Estação Canoas, retiraram do trem um ambulante que praticava comércio ilegal.

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Novos seguranças recebem treinamento de jiu-jitsu

A Trensurb está em processo de convocação, contratação e treinamento de 59 agentes da segurança metroviária. Recentemente, a primeira turma de novos agentes, com 30 integrantes, foi até a Academia Alex Tchaka/Michel Maia BJJ, em São Leopoldo, para receber treinamento em artes marciais. A iniciativa da excursão foi de Gilberto Santos, controlador de segurança da Trensurb e instrutor no curso de defesa pessoal dos agentes. A aula teve foco no jiu-jitsu, que, segundo Santos, “não é uma luta tão agressiva e foca na imobilização”.

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Antonio Marcos 1200

Simplicidade, trabalho e família

Antônio Marcos Almeida Alves, de 38 anos, é segurança da Trensurb há um ano e sete meses, e trabalha desde o ano 2000 na área, quando começou a atuar como porteiro. Após servir no exército por um ano, percebeu que queria seguir trabalhando no setor de segurança, auxiliando as pessoas. Iniciou sua especialização no ano de 1999, com um curso de vigilante. Desde então, fez diversos cursos de extensão na área, na qual pretende se especializar ainda mais.

Almeida, como é conhecido, trabalha na Estação Novo Hamburgo, auxiliando na condução de deficientes físicos, atendendo a eventuais situações de mal súbito de usuários, coibindo a prática da mendicância e comércio indevido nos trens e estações, além de intervir em ações delituosas, estando preparado até mesmo para deter indivíduos e conduzi-los à delegacia. Leia mais →

Atuando por uma operação segura

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Sinalização (Sesin).

Quem faz? 30 técnicos (eletrotécnicos, eletrônicos, mecânicos e de telecomunicações), 16 assistentes de serviços de manutenção, três engenheiros (eletricistas e eletrotécnicos), um assistente de serviços administrativos e uma estagiária.

O que faz? As atividades desenvolvidas pelo Sesin incluem a manutenção dos sistemas: de sinalização e segurança do trem, que monitoram e comandam todas as movimentações dos veículos, controlando sua performance de velocidade; de telecomunicações – toda a rede de telefonia da empresa, com 753 ramais; de radiocomunicação, entre o Centro de Controle Operacional (CCO) e os trens; de telecontrole de energia, que propicia o comando dos equipamentos das subestações e cabinas de energia; de sincronismo horário em todas as estações e CCO; de sonorização, que faz a comunicação com os usuários através de alto-falantes nas estações; de circuito fechado de TV (CFTV), com monitoramento por câmeras nas estações; de bilhetagem eletrônica, com atendimento de primeiro nível nas estações; e de cabeamento da rede de computadores.

Como faz? De acordo com o chefe do setor, Antonio do Valle, a atuação do Sesin “é indispensável para a operação segura de trens, controle operacional de tráfego, energia e estações, e das atividades administrativas, como rede e telefonia”. Atuante 24 horas por dia, a unidade distribui suas ações em: plantão de manutenção corretiva, que atua para que os sistemas e equipamentos em falha estejam rapidamente disponíveis para operação; manutenção preventiva noturna, com as atividades periódicas de revisão e foco em evitar ações corretivas; laboratório, responsável pelo conserto de equipamentos eletroeletrônicos do setor numa gama diversa de equipamentos, além de desenvolver soluções mais baratas para dispositivos fora de linha, como lâmpadas de sinaleiro (substituídas por LEDs); alterações e instalações de pontos de telefonia e de rede de computadores, bem como de manutenção em câmeras e monitores do sistema de CFTV, além de apoio técnico, programação e planejamento, distribuindo as atividades entre as equipes com suas prioridades. Simão Waschburger, técnico em eletrônica, atua há sete anos no Sesin. Para ele, é um ótimo local para quem atua na área técnica: “É muito bom, um desafio”.

Onde fica? No prédio da Gerência de Sistemas, no pátio de manutenção da empresa, no bairro Humaitá.

Segurança há mais de 30 anos

O agente metroviário Paulo Edison da Silva Lima, de 50 anos, ingressou na Trensurb em novembro de 1984, na antiga segurança patrimonial. Hoje, trabalha na segurança metroviária e, há seis anos, está lotado na Estação Niterói.

Antes de chegar à empresa, Lima alistou-se nas forças armadas e passou um ano no exército. Depois, participou da seleção para ser vigilante da Rede Ferroviária Federal. Foi convidado a fazer o teste para trabalhar na bilheteria da Trensurb, porém acabou ingressando na área de segurança, onde está até hoje. “Sinto-me um profissional realizado”, diz. Lima conta que ajuda a mesma cadeirante a entrar no sistema há 30 anos: “Isso pra mim é muito gratificante”.

Em 2007, a Trensurb lhe ofereceu o curso de ensino médio e, atualmente, ele se prepara para cursar graduação em gastronomia na Unisinos. Gosta de ler e seu último livro foi O Vendedor de Sonhos. É fã de filmes de ação e comédia romântica. Recentemente, passou um final de semana assistindo a saga Star Wars.

Natural e residente de Porto Alegre, Lima conta que adora cozinhar para seus amigos e sua esposa, Rafaela, com quem é casado há três meses. Aos finais de semana, joga bola com os amigos. Costuma ouvir pagode, MPB e música gauchesca com os amigos. “Eles vão ao meu pagode e eu vou à festa deles”, conta.