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PROJETO ARTE NOS TRILHOS, COM APOIO DA CAIXA, ABRE COM ESPETÁCULOS NAS ESTAÇÕES MERCADO E CANOAS/LA SALLE DA TRENSURB

02.12.2008

As primeiras apresentações do Projeto Arte nos Trilhos de 2008 foram nas Estações Mercado e Canoas/La Salle e teve a participação do violonista Marco Araújo, do grupo de teatro Oigalê e de Gaspo "Harmônica"- Gaitista.

As primeiras apresentações do Projeto Arte nos Trilhos de 2008 foram nas Estações Mercado e Canoas/La Salle e teve a participação do violonista Marco Araújo, do grupo de teatro Oigalê e de Gaspo "Harmônica"- Gaitista.

O Projeto Arte nos Trilhos da Trensurb voltou com tudo nesta segunda-feira, 1º de dezembro, com a apresentação do músico Marco Araújo e do grupo de teatro Oigalê, na Estação Mercado. Cuca Pereira, organizador do evento pela Caixa Econômica Federal (Caixa), patrocinadora do projeto, disse que "é através de iniciativas como essa que o artista tem a oportunidade de crescer. A Caixa tem um papel vital no crescimento cultural no Brasil". O diretor-presidente da Trensurb, Marco Arildo da Cunha, lembrou que o projeto já existia. "De 2000 até 2003, ele funcionou, só que, depois, não tivemos mais verba para ele. Nós nos orgulhamos muito de ter um espaço para as atividades culturais e mostrar aos usuários que, com as apresentações, já chegam no trem com um espírito mais leve, quebrando a rotina do dia-a-dia", ressalta. A partir das 18h, o show foi na Estação Canoas/La Salle, com o Gaspo "Harmônica"- Gaitista, compositor e incentivador do blues gaúcho.

O músico Marco Araújo fez um espetáculo musical voltado para músicas populares no Rio Grande do Sul, como Encontros e Despedidas e Horizontes, mas executou também Asa Branca. Tocando violão e cantando, Marco conseguiu que o público parasse para escutá-lo, e, logo após, eles acompanharam também uma esquete do grupo teatral Oigalê, que atua com os seus componentes com o rostos pintados de branco e com roupas coloridas. Eles cantaram e dançaram músicas de sua peça de teatro.

Marco contou que "não tinha participado do projeto ainda, mas sabia que ele existia, já. É uma ótima iniciativa, faz com que os artistas independentes tenham um espaço que atinja o público, que é coisa muito difícil de acontecer". Rosane Silveira, securitária, estava saindo do trem e viu que a esquete estava ocorrendo, e parou para assistir um pouco: "Muito bacana. As pessoas mais humildes, que não têm condições de pagar para assistir no teatro, mesmo, têm a oportunidade de adquirir cultura aqui na estação", opina.

Na Estação Canoas/La Salle, o show foi do cantor Gaspo Harmônica, que parabenizou a empresa pelo evento e afirmou que "é sempre bom passar num lugar e ouvir música, ainda mais numa estação do metrô. Causa um efeito super interessante em quem está passando por aqui. O trem, naturalmente, tem essa ligação com a música, e o Blues é o símbolo disso". O cantor, compositor, instrumentista e professor de Blues Harmônica, Alexandre Gaspodini, 29, tem sua história musical ligada ao blues gaúcho. Em 10 anos de carreira, realizou mais de 300 shows em cidades do sul do País. Além disso, o artista já participou de grandes festivais de música em São Paulo e Rio de Janeiro, e acompanhou, em turnês, diversos artistas de Chicago que vêm ao Brasil realizar shows. Como na estação do trem, Gaspodini já tocou em lugares bem inusitados. Em seu currículo constam o barco Cisne Branco; o Viaduto do Chá, em São Paulo; e até num Crematório, onde conta que "não foi uma experiência muito legal". Acompanhando Gaspodini no violão, o músico Luis Diogo, 28, estava empolgado com o show. "Tocar aqui traduz a idéia do Blues que é de ser itinerante", diz.

As pessoas que passavam pelo local não resistiam ao chamado da gaita e dos violões. O assistente de operações da Estação da Trensurb, Jonas Mota de Melo, 30, era o exemplo claro do alcance que a música tem. Mesmo no trabalho, Jonas não perdeu a oportunidade de apreciar o evento. "Fico contagiado, pois a minha história com a música começou na escola e continua até hoje com o violão", afirmou. Para o educador social e estudante de música da Faculdades EST, Raoni Nocchi Medeiros, 23, "é maravilhoso ter esse tipo de evento aqui. A arte tem que estar em todos os cantos, e o legal é que tudo aqui é organizado, patrocinado". A estagiária da Prefeitura de Canoas e estudante de música (trombone), Carolina Jung Amaral, 18, disse que "este tipo de evento dá oportunidade de as pessoas conhecerem outros tipos de música". Encantada com a apresentação dos músicos, a auxiliar de fábrica, Itamara Lemes Ribeiro, 41, já havia acompanhado o Projeto nos anos anteriores. "Nos outros anos, quando tinha, eu vinha prestigiar. No finzinho de tarde é muito bom poder ouvir música que acaba tocando no coração", destacou.

A Companhia de Teatro Oigalê é uma cooperativa de artistas teatrais. Originado em 1999, já produziu sete peças. O grupo faz temporadas de teatro em ruas, parques e praças de Porto Alegre, além de apresentações em escolas. Cerca de 300 mil pessoas já assistiram aos espetáculos do grupo. Já o escritor, compositor, poeta, cantor e violinista Marco Araújo, gaúcho de Porto Alegre, gosta de conviver com pessoas simples e inteligentes e, além de ser um artista em atividade, trabalha também com educação formal.

O Projeto Arte nos Trilhos foi criado em 2000 e até 2003 promoveu 1.364 espetáculos, sendo 739 musicais, 190 de teatro e 435 de dança. O objetivo é proporcionar oportunidade tanto para jovens talentos, quanto para artistas já consagrados. Este ano, o convênio para a realização do projeto é com a Caixa Econômica Federal (Caixa).

PROGRAMAÇÃO:

8/12, às 16h na Estação Mercado: Família Sarará - Formada em 2004, a Banda Família Sarará mistura ritmos, essências e culturas. Com influências do black music, realiza shows na cena alternativa de Porto Alegre. Este ano gravou o jingle Campanha do Agasalho 2008 da Trensurb.

8/12, às 18h na Estação Esteio: Afro-Tchê - Foi criado em 1994, na Vila Safira, com realização de oficinas de percussão e dança, em parceria com a comunidade. Desenvolve projetos voltados a crianças e adolescentes.

15/12, às 16h na Estação Mercado: Orquestra de Flautas - A Orquestra de Flautas Villa-Lobos tem por objetivo proporcionar a crianças e jovens da Vila Mapa, em Porto Alegre, a inclusão social através da música. A iniciativa é mantida pela Secretaria Municipal de Educação e o trabalho é realizado há 16 anos e tem o apoio de diversas entidades. A Orquestra de Flautas já realizou mais de 670 concertos, para público superior a 170 mil pessoas.

15/12, às 18h na São Leopoldo: Karen Volkmann & Federico Trindade - Com apresentações na capital e em cidades da região metropolitana, a dupla canta e toca Música Popular Brasileira. Suas influências vêm do samba, tendo como referencial Clara Nunes, Noel Rosa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. A dupla é formada há seis meses, mas ambos trabalham com música há mais de dez anos.

22/12, às 16h na Estação Mercado: Instituto Brasilidades - Criado para desenvolver e fomentar a Cultura Popular Brasileira, sua organização acontece através de três núcleos: educação e pesquisa, manifestações culturais e ação social. Entre os projetos estão a Roda do Samba, cursos de capoeira e dança de salão.

22/12, às 18h na Estação Canoas/La Salle - Filodox - Criada em 2007, a Filodox é uma banda de pop rock brasileiro contemporâneo, composta por quatro jovens. As influências vêm do som do Aerosmith e Three Doors.

29/12, às 16h na Estação Mercado: Família Palhaço - Uma família (pai, mãe e duas filhas) que encanta. Com uma dramaturgia baseada na arte mambembe, no improviso e no palhaço de picadeiro, realiza espetáculos que preservam a tradição circense, através da simplicidade. Desde 2004, a trupe realiza apresentações em Porto Alegre.

29/12, às 18h na Estação Sapucaia: Claudia Quadros – Atriz e cantora, dedica-se à música desde os seis anos de idade. Interpreta clássicos da MPB, samba, jazz, blues em vários espetáculos no Rio Grande do Sul, Brasil e fora do País . Atualmente, trabalha junto à ONG Raízes D"Africa, contando através da música dança e teatro a história do negro no RS, em escolas, empresas e teatros, além de apresentações em diversos locais em Porto Alegre.

Foto: Fernanda Nascimento e Edgar Maciel, da Trensurb

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