Usuários do metrô aprovam o projeto Livros Livres

Em janeiro, a Trensurb retomou o projeto Livros Livres, que consiste na disponibilização de livros aos usuários do metrô em caixas localizadas nas estações Mathias Velho, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Os livros podem ser retirados gratuitamente sem a necessidade de qualquer cadastro ou compromisso, mas a ideia é que eles voltem a ser compartilhados e que as caixas dessas cinco estações também sejam utilizadas para que os próprios usuários deixem livros que já leram – sejam os que já fazem parte do projeto ou quaisquer outros.

O projeto Livros Livres foi lançado originalmente em 2015, numa ação que buscou ampliar o raio de alcance das ações de incentivo à leitura do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, biblioteca localizada na Estação Mercado do metrô. Retorna neste ano com a parceria do Banco de Livros, parte da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, instituída pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O Banco disponibiliza 300 livros mensais à iniciativa e os novos exemplares são distribuídos pelas caixas das estações duas vezes por semana.

A ação já ganhou adeptos: Rose Ribeiro, por exemplo, mora em Esteio, é agente educadora em um abrigo de Porto Alegre e utiliza o metrô todos os dias há sete anos. Ela conta que, desde criança, gosta muito de ler e estudar. “Lá em casa temos muitos livros, gostamos de todo tipo de leitura; eu compro desde gibis até livros didáticos. Já tenho uma vasta coleção de livros infantis para ler para os meus futuros netos”, diz. Sobre os Livros Livres, ela afirma que se trata de “uma iniciativa bacana, pois, no geral, os livros são artigos de luxo, não são todas as pessoas que podem comprá-los, por isso o projeto, além de atender quem já gosta de ler, incentiva as pessoas que muitas vezes não leem por causa do baixo poder aquisitivo”. Entre os títulos com os quais Rose já se deparou na caixa dos Livros Livres na Estação Esteio, ela destaca clássicos como Senhora, de José de Alencar, e Poesia Completa de Alberto Caiero, de Fernando Pessoa.

Outro usuário do metrô que tem se beneficiado do projeto é Luiz Carlos Oliveira. Morador de São Leopoldo e estudante de música na UFRGS, ele costuma usar o trem para ir à faculdade em Porto Alegre. Luiz conta que lê diariamente e tem uma biblioteca pessoal, com livros de aperfeiçoamento pessoal, filosofia, psicologia entre outros. “Conheci o projeto nas estações São Leopoldo e Novo Hamburgo, fiquei curioso para saber o que tinha naquela caixa vermelha”, relata. Ele diz ainda que já doou e pegou livros do projeto. “Lembro-me de encontrar às 8h da manhã o livro Poder sem limites, de Tony Robbins, o que me deixou muito animado, me fez começar o dia muito bem”, conta. E acrescenta: “Gosto do projeto e sempre dou uma espiada pra ver se já pegaram algum livro que doei – às vezes, na mesma hora ele já se vai! E também para ver se tem alguma novidade que me interessa”.

Além da responsabilidade com o transporte de pessoas, a Trensurb tem como um de seus valores a integração com a comunidade. Para o diretor-presidente  da empresa, David Borille, esse projeto atua exatamente na busca do bem-estar da comunidade. “Essa iniciativa vai ao encontro da nossa visão de empresa, socialmente responsável e que tem tido diversas ações nas áreas social e cultural, buscando melhorar a vida das pessoas”, afirma.

Por sua vez, o gerente de Comunicação Integrada da Trensurb, Jânio Ayres, destaca a importância da parceria com o Banco de Livros para a retomada do projeto. Segundo ele, a participação da instituição “deu novo fôlego à iniciativa, disponibilizando mais livros para a circulação dos Livros Livres”.

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