Uma trajetória de amadurecimento

José Eurico Reis Pinto tem 58 anos, é natural de Porto Alegre e trabalha há 33 anos na Trensurb. Começou em 11 de março de 1985, poucos dias após o início da operação comercial do metrô, em 4 de março. Reis, como é chamado pelos colegas, ingressou como agente de estação e, a partir de 1987, passou a atuar como operador de trens. Em 2010, foi aprovado no processo seletivo interno para trabalhar no Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa, onde atua até hoje.

Sobre o trabalho que realizou por 23 anos na Trensurb, Reis destaca a sensação de liberdade, mas ao mesmo tempo de solidão: “Eu considero a função de operador de trem algo solitário, mas também te dá muita liberdade, lá é você e Deus o dia todo”. Ele compara essa experiência ao sentimento de coletividade no Centro de Controle e ao foco necessário para desempenhar sua função atual: “No CCO, você não pode perder o foco e você nunca está sozinho. Eu entro de manhã e, durante o expediente, sempre tem gente comigo”. Reis conta que, depois de tanto tempo atuando na operação de trens, ele já sentia um certo desgaste e que a ida para o CCO foi um incentivo para continuar gostando do seu trabalho. Com a nova função, veio também uma oportunidade de capacitação: “Logo que entrei no Centro de Controle, tive um curso sobre logística. De cara, já gostei do assunto e me senti confortável naquela função. Era isso que eu gostaria de fazer a partir daquele dia”. Segundo ele, essas mudanças na vida profissional combinaram com o seu amadurecimento como ser humano. “Antigamente, quando pilotava o trem, era libertador pra mim, mas, hoje, meu hobby é junto dos livros, gosto de trabalhar com planilhas e estudar finanças”, afirma.

Para o futuro, Reis espera viajar mais. Ele explica que os dois filhos, um de 26 anos e outro de 16, ainda moram com ele e dependem dele, mas a cada ano que passa, cresce cada vez mais a possibilidade de realizar as viagens que deseja.  “Já fui para Foz do Iguaçu e Florianópolis, nunca fui para fora do país, mas meu desejo mesmo é fazer uma viagem de cruzeiro junto da minha esposa”, conta.

Reis declara ainda que é grato à empresa e que foi através do seu trabalho na Trensurb que pôde dar sustento a sua família, recebendo, aliás, um salário consideravelmente superior ao do emprego anterior. Aos 19 anos, logo após cumprir o serviço militar, Reis explica que queria fazer algo bom, que lhe desse estabilidade financeira: “Quando completei 25 anos, trabalhava em uma empresa de relógio-ponto, foi quando decidi sair e prestar concurso para a Trensurb. Desde então, nunca mais saí”.

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