Geman

Trens, trilhos, prédios e equipamentos

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com cerca de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 49 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores, um órgão de auditoria interna e uma ouvidoria. Conheça o trabalho da Gerência de Manutenção (Geman).

Quem faz? A equipe da Geman é constituída por um gerente, formado em engenharia mecânica, um assistente de serviços gerais, uma técnica de gestão e uma estagiária de ensino médio. Estão subordinadas à gerência três unidades organizacionais: os setores de Manutenção Predial e Equipamentos (Semap), Oficina (Seofi) e Via Permanente (Sevip).

O que faz? A Gerência de Manutenção é a área responsável pela orientação, coordenação, planejamento e controle da execução das diretrizes estabelecidas pela Diretoria de Operações para as atividades de manutenção do material rodante, via permanente, edificações e equipamentos eletromecânicos.

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O engenheiro campeão

Felipe Voelcker, de 37 anos, nascido e morador de Porto Alegre, é engenheiro civil no Setor de Via Permanente (Sevip) da Trensurb desde 2015. Graduou-se no segundo semestre de 2006 e resolveu empreender com um amigo no ramo imobiliário, onde atuou por seis anos. Após enfrentar dificuldades, decidiu prestar concurso público. Entre 2012 e 2013, ingressou em processos seletivos do Detran/RS e da Trensurb. Aprovado no Detran, trabalhou por lá durante quase dois anos. Ambientado e feliz, sequer pensava em sair. Curtia férias em Gramado quando foi chamado pela Trensurb e optou por voltar à capital para atender à convocação. Gostou do que viu e escutou na empresa e, então, resolveu encarar um novo desafio.

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Sorriso constante

Antonio Remi de Oliveira Rodrigues ou apenas Remi, como é conhecido, tem 60 anos, nasceu em Cacequi, interior do estado, e mora em Sapucaia do Sul. É agente metroviário de estações na Trensurb, onde trabalha há mais de 32 anos. Sua história na empresa começava em 1984, quando atuou como segurança nas obras de implantação do sistema metroviário, cuidando do maquinário de construção das estações. E em 14 de fevereiro de 1985, entrava de vez para a equipe da Trensurb.

Começou como artífice de linha no Setor de Via Permanente, onde permaneceu até 2000 – com um hiato entre 1990 e 1999, quando esteve fora da empresa. Em setembro de 2000, passou a fazer parte do Setor de Operações, como agente de estações, na Estação Sapucaia. Após a inauguração das estações em Novo Hamburgo, Remi passou a atuar na Estação Industrial/Tintas Killing, onde trabalha na maioria dos dias. Estava destinado a passar uma vida toda próximo aos trilhos, conforme ele conta: “Sou filho de ferroviário, nasci em cima da linha, no interior de Cacequi, e hoje sou metroviário aqui na Trensurb. Nasci e vivi em cima dos trilhos”.

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Manutenção segura da via

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Via Permanente (Sevip).

Quem faz? O setor é composto por 23 empregados: três engenheiros civis, quatro técnicos em estradas, uma técnica em administração, uma auxiliar de serviços gerais e 14 assistentes de serviços. Também fazem parte da unidade dois estagiários, um de nível superior, estudante de engenharia civil, e outra de nível médio. A equipe do Sevip divide-se em dois turnos, alguns trabalham em horário administrativo (turno dia) e os demais à noite, das 23h às 5h, de segunda a sexta-feira.

O que faz? A equipe do Sevip é responsável pela manutenção da via permanente, garantindo a disponibilidade e segurança para a circulação dos trens. Os funcionários planejam, programam e fiscalizam os serviços contratados, tais como: substituição de lastro localizado, complementação de lastro (descarga, regularização e acabamento), nivelamento e socaria manual, correção geométrica, substituição de trilhos continuamente soldados, substituição de soldas com defeitos, substituição de dormentes (madeira, bi-blocos de concreto e low vibration track), correr e repregar dormentes, duplar pregação, correção de bitolas, substituições e reapertos de fixações em geral, limpeza e lubrificação de aparelhos de mudança de via, entre outros.

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Funcionários da manutenção trabalham à noite para garantir funcionamento diário do metrô

Todos os dias, cerca de 200 mil pessoas utilizam o metrô gaúcho para deslocarem-se entre os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Contudo, muitas vezes, os usuários do trem não têm ideia da quantidade de profissionais que atuam durante a noite para que o serviço possa funcionar normalmente no próximo dia.

Os trabalhos, na maioria de manutenção preventiva e corretiva, são realizados das 0h às 4h, diariamente. Ao todo, mais de 100 funcionários trabalham à noite nos setores responsáveis por manutenção leve de trens, de rede aérea, de via permanente e de sinalização, além das áreas de segurança, de tráfego, nas estações, na limpeza e no centro de controle operacional.

O Setor de Via Permanente

O supervisor de manutenção do Setor de Via Permanente (Sevip) da Trensurb, Uberlan Sá, conta que brinca com os colegas de outros setores da manutenção que “para tudo o mais se dá um jeito, mas, sem trilhos, o trem não roda”. E é por isso que, durante a noite, aproximadamente 52 empregados, divididos entre funcionários da Trensurb e da empresa contratada Prumo Engenharia, atuam na manutenção da via. As principais atividades desenvolvidas por eles são:

  • Substituição ou remoção de peças danificadas que compõem a via, como lastros ou dormentes, por quebras, desgastes ou problemas como contaminação por barro, material orgânico, entre outros;
  • Execução de soldas em função de desgaste ou de rompimento da solda ou dos trilhos. Também é feita a solda de bondeamento, que possibilita a continuidade do sistema de sinalização;
  • Execução de roçada e limpeza de canaletas de drenagem da via;
  • Correção geométrica pesada, que consiste na manutenção dos parâmetros geométricos da via, como alinhamento, nivelamento e socaria;
  • Lubrificação dos aparelhos de mudança de via (AMV’s);
  • Troca de curvas com desgaste acentuado e troca de peças componentes dos AMV’S, bem como manutenção dos aparelhos;

Segundo o chefe do Setor de Via Permanente da Trensurb, Alexandre Morcinek, todos os equipamentos, sistemas e instalações estão sujeitos à degradação das suas condições normais de operacionalidade com o decorrer do tempo em consequência de seu uso natural. Ele explica que “a missão da manutenção do Sevip é repor a operacionalidade desses equipamentos em níveis aceitáveis, proporcionando uma operação contínua e que ofereça segurança aos usuários”. É por isso que a atuação noturna da equipe é tão importante para o bom funcionamento do trem.

Nas palavras do funcionário da Sevip, José Francisco Mendes, “para trabalhar à noite tem que ser apaixonado. Eu sou apaixonado por trilho, por trem”. Ele está na empresa há 30 anos e conta que praticamente sempre trabalhou à noite. “À noite é melhor, mais tranquilo”, diz. Entretanto, na opinião de Francisco, ao mesmo tempo em que há vantagens no trabalho noturno, também existem dificuldades. O frio rigoroso do inverno gaúcho ou a chuva são obstáculos, já que, quando está chovendo, a maior parte dos trabalhos do Sevip nem chega a acontecer. Também há momentos em que a chuva inicia durante o serviço e os empregados precisam concluir os reparos na chuva. “Por isso que tem que gostar”, pontua.

Nas palavras de Alexandre, chefiar o setor é uma tarefa que visa alcançar resultados com responsabilidade, agilidade e muito trabalho em equipe. “Tem sido muito gratificante liderar os funcionários com esse intuito por lidar com técnicos e assistentes de manutenção que possuem conhecimento na área e que são comprometidos com o serviço que realizam, o que pode ser confirmado pelos indicadores de disponibilidade da via permanente no último ano, acima de 99%”.