O Coletivo Câmeras Passeadeiras e seu olhar artístico sobre a cidade

A Galeria Xico Stockinger, na Estação Rodoviária da Trensurb, está recebendo a exposição fotográfica Cultura Viraliza: Circo e Cidade. A mostra traz registros de intervenções circenses nas ruas de Porto Alegre, comemorativas ao aniversário da capital e ao Dia Nacional do Circo, realizadas em março pela Associação de Circo numa ação proposta pelo Sesc-RS. As imagens foram produzidas pelo coletivo de fotografia Câmeras Passeadeiras. Fotógrafos do grupo estiveram na Galeria na terça-feira (2), para a inauguração da exposição, e aproveitamos a ocasião para conversar com Silvana Morandi, coordenadora do Câmeras Passeadeiras, sobre as atividades do coletivo.

Silvana fundou o grupo para afastar a ideia de sair para fotografar sozinha. Apaixonada pela fotografia e com um entusiasmo por capturar momentos e contar histórias através das imagens, a artista voou alto em seu sonho e aterrissou com os dois pés no chão. Morandi fundou o grupo e logo já se viu rodeada por olhares inquietos e entusiasmados por registrar o mundo do outro através de sua principal ferramenta: o olhar.

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Gilberto

34 anos de paixão pela profissão

Gilberto Nunes da Silva, 57 anos, é natural de Santo Antônio da Patrulha e morador de Esteio. Gilberto é assistente de serviços gerais no Setor de Oficina (Seofi) da Trensurb e atua na supervisão dos trabalhos de manutenção dos veículos ferroviários e rodoferroviários auxiliares, realizados pelas empresas contratadas. Metroviário há 34 anos, iniciou sua história na Trensurb antes mesmo de ingressar na empresa: em 1982, teve a oportunidade de participar das obras de implantação da Linha 1 quando trabalhava na contratada CR Almeida. Graças ao bom trabalho, foi convidado por um empregado da Trensurb para participar da seleção para atuar na empresa e, em 1985, tornou-se parte do efetivo da estatal. Desde então, trabalha na manutenção, na área onde são realizados os serviços preventivos e corretivos principalmente nos veículos auxiliares utilizados na manutenção da via.

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Muito além da segurança

A segurança metroviária da Trensurb tem como suas principais atribuições prestar assistência aos passageiros dos trens, monitorar o sistema, acompanhar pessoas com deficiência, coibir irregularidades e delitos nas dependências do metrô, fazer a interface com os órgãos de segurança pública e acioná-los quando necessário. Mas há também ocasiões em que os agentes da segurança vão além do seu dever para auxiliar os usuários em situações extraordinárias.

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Bebeto Alves e a Arqueologia do Presente

Uma nova exposição já está em cartaz na Galeria Mario Quintana, na Estação Mercado da Trensurb. A mostra é parte do projeto O Voo da Pedra (Arqueologia do Presente), do músico, fotógrafo e artista visual Bebeto Alves. O trabalho, fundamentalmente experimental, tem participação e curadoria do também artista visual Antônio Augusto Bueno e permanece na Galeria até o fim de agosto. A exposição principal está em cartaz no Aberto Caminho de Artes até 1º de julho. A partir de 9 de julho, estará no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

A Galeria Mario Quintana recebe uma das obras que fazem parte do projeto, acompanhada de um poema. No dia 18 de junho, às 14h, o artista e curador Antônio Bueno realizará uma interferência gráfica na peça, promovendo um diálogo do olhar de um artista sobre a obra de outro e transformando-a num trabalho verdadeiramente a quatro mãos.

O Voo da Pedra surgiu “da observação de um material de uma civilização que existiu no litoral norte de Santa Catarina há quase dez mil anos”, conforme afirma Bebeto Alves. “Eu encontrei uma pessoa que me indicou umas pedras onde existiam marcas desse pessoal e que, ali no litoral, nas praias, eles chamam de ‘pedras das dedadas’ porque elas possuem marcas profundas e parece que eles passaram os dedos nelas”, relata.

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Bike + trem

No último domingo, dia 26, as composições da Trensurb receberam um grupo de passageiros diferente: cerca de 40 pessoas embarcaram com suas bicicletas, divididas em dois trens que partiram da Estação Mercado pela manhã, e foram até a Estação Novo Hamburgo. No fim da tarde, os ciclistas usaram novamente o metrô para fazer o caminho inverso. Entre uma viagem de trem e outra, pedalaram por cerca de 40 quilômetros – considerando o trajeto de ida e volta – entre a estação terminal do metrô em Novo Hamburgo e o Núcleo de Casas Enxaimel, em Ivoti, onde visitaram a Feira do Mel, Rosca e Nata.

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Mãe, metroviária e mestranda

Kelen dos Santos Jaboinski Valério tem 29 anos, é natural de Porto Alegre e mora há três anos em Canoas. Graduada em filosofia pela UFRGS, tem pós-graduação em psicopedagogia pela Unilasalle e atualmente cursa mestrado em filosofia para crianças, pela Universidade dos Açores, em Portugal. No final deste ano, irá defender sua tese em Portugal. Em 2012, Kelen prestou o concurso público da Trensurb, para a função de agente metroviária. Em agosto de 2013, ela foi convocada e, desde então, desempenha a função para a qual foi selecionada, atendendo os usuários do metrô.

Foi no primeiro ano de empresa que, trabalhando na Estação Canoas, conheceu seu marido, Júlio Valério, que também atuava no local. Casados há quatro anos, eles adotaram três filhos de quatro patas, os cães Chico, Bruce e Thobias. Mais tarde, pra completar a família, veio o bebê Pietro, que completou um ano em abril. “Ao descobrir que estava grávida do Pietro, fiquei muito contente e, ao mesmo tempo, preocupada. O que me aliviou bastante foi o amparo que recebi dentro e fora da empresa”, relata Kelen. Ela e o marido estavam trabalhando juntos na Estação Niterói antes do nascimento do filho. Hoje, atuam em turnos diferentes para melhor adaptar suas rotinas às necessidades do bebê.

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