Mantendo a Trensurb nos trilhos

Vinícius Link, de 35 anos, nascido e morador de Porto Alegre, é supervisor de manutenção leve no Setor de Oficina (Seofi) da Trensurb desde 2015. Vinícius começou sua carreira profissional no comércio, atuando como vendedor por dez anos. Porém, antes da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, enxergou outras possibilidades entre as vagas que surgiriam. Fez um curso técnico de eletrotécnica e passou a trabalhar com manutenção predial em shoppings da capital, exercendo cargos de auxiliar de elétrica, eletricista e supervisor de equipe, até prestar concurso para ser técnico metroviário na Trensurb, em 2012.

“O que me atraiu para eletrotécnica na verdade foi a parte de projetos, de desenvolvimento de cabos, projeto elétrico de casas e de prédios”, afirma Vinícius a respeito da escolha da área na qual já trabalha há quatro anos. “Acabei vendo o projeto de um amigo, me inscrevi na escola e gostei muito da área. Só que acabei não me encaminhando muito para o lado de projetos, a vida foi me levando para outros lados, acabei na parte da manutenção predial”, relata.

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Na escola ou nos trilhos, guiando pessoas

André Gilberto Bouffet Prado, de 35 anos, nascido e morador de Canoas, é operador de trens na Trensurb desde dezembro de 2010. André iniciou sua carreira profissional com 17 anos, na indústria. Em 2006, passou no concurso para trabalhar como agente metroviário no metrô gaúcho. Em 2010, participou de seleção interna para fazer parte do Setor de Tráfego (Setra), tornando-se então operador.

Formado em matemática, André fez estágios em uma escola do ensino fundamental e uma do ensino médio, ambas em Canoas, no ano de 2007. Após a formatura, optou por continuar na Trensurb em vez de seguir carreira na nova profissão. Ele explica sua escolha: “Na época o professor não estava tão valorizado, como ainda não é. As pessoas não têm a cultura de valorizar a profissão de docente. E como tinham muitos problemas, até mesmo de violência contra professores, acabei desgostando um pouco da situação e deixando de lado”. Sobre a possibilidade de voltar a lecionar, o operador afirma: “No momento não penso ainda, mas não sou taxativo, não descarto”.

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O cérebro do metrô

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Controle Operacional (Secot).

Quem faz? Atualmente a equipe do Secot possui 33 membros, todos controladores operacionais. Destes, 29 empregados trabalham em regime de escalas de revezamento dentro do Centro de Controle Operacional (CCO), sendo cinco supervisores. Além deles, existem ainda outros sete empregados em treinamento, sendo três no CCO.

O que faz? O Secot é responsável pelo Centro de Controle Operacional, que monitora todas as demandas provenientes da operação dos trens. Entre suas diversas atribuições é possível destacar as principais funções de controle: acesso às áreas operacionais, da operação do sistema de monitoramento dos trens, do tráfego de trens, de limpeza de trens, de entrada e saída de trens na via, de acesso às pessoas portadoras de deficiência, de tráfego dos usuários nas estações e plataformas de embarque e da programação da manutenção dos veículos.

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Novas tecnologias

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Projetos de Sistemas e Inovação Tecnológica (Seitec).

Quem faz? O contingente do setor é dividido em dois. No prédio administrativo ficam nove funcionários e no prédio do Setor de Oficinas, mais cinco. São oito engenheiros (quatro engenheiros eletricistas e quatro mecânicos), cinco técnicos (um mecânico e o restante elétricos) e um analista de sistemas. Dois estagiários também trabalham no setor, um cursa engenharia mecânica e o outro de produção.

O que faz? O Seitec atua de maneira ampla dentro da Trensurb, sendo responsável por assuntos técnicos de vários sistemas da empresa como: energia, sinalização de via, circuito fechado de TV, trens, radiocomunicação. Sempre com foco em modernização, inovação tecnológica e eficiência energética, trabalhando em equipe com as diversas unidades da empresa.

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Parte da equipe do Setor de Oficina

Garantindo a circulação dos trens

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Oficina (Seofi).

Quem faz?  A equipe do Seofi conta com sete empregados na manutenção pesada, 12 na manutenção leve e planejamento de controle de manutenção (PCM), 11 na manutenção corretiva e quatro na manutenção de veículos rodoferroviários e máquinas auxiliares, totalizando 34 empregados. A equipe da área também tem quatro estagiários.

O que faz? O setor é responsável pela manutenção preventiva e corretiva dos trens das séries 100 e 200. As de pequeno porte são executadas na oficina da manutenção leve. Manutenções de grande porte são realizadas nas instalações da oficina de manutenção pesada, incluindo a revisão geral dos veículos. A unidade faz a coordenação e fiscalização dos trabalhos de manutenção prestados por empresas especializadas contratadas. A própria equipe do Seofi é, ainda, responsável ainda pela manutenção corretiva dos novos trens, série 200. O planejamento e controle da manutenção, dos materiais e insumos necessários também são atribuições do setor.

Como faz? A manutenção preventiva está alicerçada no PCM. Os serviços são programados conforme a quilometragem que os trens percorrem na via, sendo executadas revisões quando cada trem atinge referenciais de distâncias percorridas que vão de 12,5 mil quilômetros até 600 mil quilômetros. Cada uma dessas revisões contempla uma série de atividades. Já as manutenções corretivas corrigem falhas ocorridas nos trens em operação.

As atividades executadas na oficina de manutenção pesada têm em grande parte a marca de 270 mil quilômetros como referência para sua execução. Para a revisão geral, a programação é de realização a cada 600 mil quilômetros rodados por um trem.

Há ainda atividades de manutenção de locomotiva, trackmobile, empilhadeiras, veículos rodoferroviários, pontes rolantes, máquinas operatrizes e compressores de ar. A execução da manutenção preventiva e corretiva da série 100, dos equipamentos rodoferroviários, da planta industrial do Setor de Oficina, pontes rolantes, compressores de ar, entre outros está a cargo da empresa contratada CAF Brasil. Já a Alstom do Brasil foi contratada para realizar a manutenção preventiva dos trens série 200.

Onde fica? Localizado no pátio de manutenção da Trensurb, em Porto Alegre, englobando as instalações das oficinas de manutenção leve e pesada, além de uma terceira oficina chamada de Seofi II.

Crédito da foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Segurança na Copa

Crédito da foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Crédito da foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Ano que vem teremos a realização da Copa do Mundo no Brasil. Porto Alegre será palco de cinco jogos da competição. Se depender da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS), eles querem estar preparados para qualquer situação. Tanto que contaram com a ajuda da Trensurb para isso.

No início de dezembro, o trem foi palco de um exercício entre as estações Aeroporto e Anchieta. Atores simularam o sequestro de um turista na saída da linha do Aeromovel. Na Estação Anchieta, o trem foi bloqueado na via para que se iniciassem as negociações. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi avaliado durante o treinamento, que durou 2h15. Além disso, uma unidade do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) foi montada na sede da Trensurb. Durante a Copa, serão três centros em operação: Um na SSP, um no estádio Beira-Rio, e um móvel.