PERFIL: TÉCNICO METROVIÁRIO DECIDIU SEGUIR O SONHO DE SER EDUCADOR FÍSICO

Jean Goulart Neujahr tem 29 anos, é natural de Pelotas, mas reside em Porto Alegre desde 2016. Há sete anos na Trensurb, ele trabalha como técnico em eletrotécnica no Setor de Sinalização (Sesin).

Jean iniciou sua formação profissional em 2008, na Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Novo Hamburgo, com o curso de eletrotécnica. Em 2011 e 2012, Jean realizou seu primeiro estágio em uma empresa de sistemas elétricos em Porto Alegre, tendo a oportunidade de conhecer várias partes do Rio Grande do Sul: “Passei por mais de 40 municípios do nosso estado, grande maioria na parte norte”. Depois disso, ele atuou em um fornecedor de rolamentos e retentores também na capital e, em 2013, concluiu o curso técnico. Nesse mesmo ano, ele prestou o concurso público da Trensurb e trabalhou em uma empresa de construção no município de Portão. Em 2014, chegou a atuar no Polo Petroquímico de Triunfo até que, em março, foi convocado para assumir a vaga no Setor de Sinalização da Trensurb, onde permanece até hoje.

As principais funções de seu trabalho envolvem questões como a responsabilidade pelos equipamentos de comunicação – rádio e telefonia –, da linha de bloqueios das estações e de sinalização. É o trabalho da equipe do Sesin que possibilita a comunicação do Centro de Controle Operacional com os trens e estações, assim como o monitoramento e controle da situação da via de forma remota. Uma curiosidade interessante sobre sua rotina refere-se aos relógios analógicos das estações: “Todos os relógios das estações apresentam o mesmo horário. Há um sistema de sincronismo desses relógios e eles trocam o horário ao mesmo tempo”, conta Jean.

O ambiente na empresa e dentro de sua equipe fizeram com que ele se sentisse livre e confortável para seguir seus sonhos. Jean iniciou uma faculdade de Engenharia Elétrica assim que entrou na Trensurb, mas percebeu que não tinha vontade de seguir o curso. Foi então que, com o apoio dos colegas, ele iniciou a graduação em Educação Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “No ambiente de trabalho em que estou inserido, há pessoas ‘jovens há mais tempo’ que eu e os tenho como amigos. Diversas foram as conversas sobre a vida e a importância de fazermos o que gostamos”, relata. Atualmente, ele está no sexto semestre do curso e tem vontade de atuar como personal trainer e também em algum time de futebol. Seus objetivos profissionais envolvem realizar estudos de longo prazo acompanhando algum time de futebol internacional: “Um sonho que pretendo realizar é trabalhar em algum time da elite do futebol mundial, mais especificamente de algum time europeu”.

No seu tempo livre, o técnico gosta de viajar. Ele já fez, inclusive, um intercâmbio na Irlanda, entre 2018 e 2019, para estudar a língua inglesa. “Nos meus aniversários sempre recebo felicitações me desejando bastante viagens. Espero que consiga realizar tantas quanto eles me desejam (risos)”, brinca Jean. Além de viajar, ele tem paixão por futebol: “Viajar e jogar futebol são duas coisas que eu não pretendo abrir mão de fazer. Seja na hora de escolher algum lugar para morar e algum trabalho que venha fazer, onde quer que eu vá, estarei buscando uma forma de conhecer novos lugares e participar de algum time de futebol amador”. Atualmente, o técnico mtroviário é integrante do time de futebol que representa a Trensurb em campeonatos do Sesi. A corrida também faz parte de sua rotina e é algo que o acalma: “Eu gosto de correr perto de casa, principalmente quando me sinto muito agitado e com a cabeça a mil. Aí eu corro uns cinco ou sete quilômetros e fico mais tranquilo”.

Tocar violão e escrever músicas são hobbies de Jean. Ele até já escreveu uma música sobre uma história um tanto inusitada que viveu na China. Em um ano novo chinês, enquanto estava na Irlanda, decidiu ir para a China visitar uma prima que residia lá, porém acabou viajando sem fazer o visto para entrar no país. “Mas isso só aconteceu devido a uma má interpretação de minha parte com relação ao visto de trânsito em alguns aeroportos”, explica. Viajantes que desembarcam no aeroporto de Guangzhou, cidade próxima a Hong Kong, podem permanecer até 72 horas sem visto, porém tanto o voo de chegada quanto o de saída precisam ser voos internacionais. Caso haja alguma conexão dentro do país, é obrigatório possuir o visto. E foi aí que se deu o mal-entendido: “Eu estava fazendo intercâmbio na Irlanda quando comprei passagens para ficar 72 horas no país, para conseguir visitar minha prima e não precisar de visto, porém, no meu voo de volta, tinha uma escala em outro aeroporto dentro da China. Por causa disso não consegui visitar minha prima na casa dela”. Foi a partir dessa experiência que ele escreveu a música e lançou em seu canal do YouTube. Hoje, Jean está focado em concluir seus estudos para poder voltar a viajar pelo mundo.

PERFIL: CONDUTORA DE TRENS QUER TAMBÉM PILOTAR AVIÕES

Ana Carolina Wolf Gambin tem 33 anos, é natural de Porto Alegre, mas atualmente reside em Canoas. Sua trajetória profissional começou desde muito cedo, quando tinha apenas 14 anos ela foi convidada para ser monitora de um curso de português e matemática que à época ela fazia. Hoje ela é graduada em Engenharia Ambiental pela Universidade La Salle, concluído em 2015, e também é Técnica em Plásticos. Ana realizou o concurso e ingressou na empresa em 2008 e conta que foi convocada pela Trensurb quando estava terminando seu estágio do curso técnico.

Ana Carolina está na empresa há 13 anos e, inicialmente, atuou como Agente de Estações e, em 2010 ela se tornou Operadora de Trens, através do processo de progressão interna e, assim, iniciou sua trajetória no Setor de Tráfego (Setra). Ao comentar sobre o trabalho no novo setor e a empresa, Ana destaca que o tempo de casa de alguns funcionários tornam o ambiente amigável: “como em toda empresa há relacionamentos que são mais difíceis, mas o tempo de casa da maioria dos funcionários cria um ambiente amigável onde se pode rir e brincar e isso é algo que me encanta”. Hoje suas principais responsabilidades são revisar e conduzir os trens de forma que todos tenham uma boa viagem. Das curiosidades em sua rotina de trabalho, Ana cita a operação de um trem série 100, por exemplo: “eu não chego e volto no mesmo trem, eu freio e acelero com “as mãos”, no trem “velho” a buzina é no pé, sou eu que falo as estações e também sou eu que abro e fecho as portas. Isso é parte da minha rotina e são as perguntas que mais escuto. Gosto de me sentir útil no que faço”.

Em sua vida pessoal ela gosta muito de viajar, sendo uma das suas viagens favoritas um tour pela Europa com sua irmã. No seu tempo livre, Ana também gosta de estar com seus amigos e familiares, praticar atividades físicas, descansar e ter um tempo para si própria. Ela também pratica meditação e yoga. Ana possui plantas que são muito especiais para ela: “tenho minhas plantas que são minhas filhas; elas alegram e cuidam da minha casa”. Sua paixão, desde nova, está nas coisas que a fazem se sentir viva, como ela mesmo explica: “gosto de tentar entender um pouco de tudo, mas desde nova dizia que eu iria dirigir tudo que tem motor. Falta um avião. Gosto das coisas que me façam sentir viva”.

PERFIL: DAS ESCOLAS DE PERNAMBUCO PARA A SEGURANÇA DO METRÔ GAÚCHO

Marílis Gonçalves da Silva Pereira tem 34 anos, é natural de Recife (PE) e mora atualmente em Porto Alegre. Graduada em Pedagogia na Universidade de Pernambuco (UPE), ela já trabalhou em três colégios particulares em Recife, como auxiliar de coordenação pedagógica e como coordenadora pedagógica. Em 2017, por meio de concurso público, ingressou na Trensurb, onde atua desde então como agente metroviária, na ocupação de segurança, no Setor de Operações (Seope). Marílis conta como é seu dia a dia na função: “Atuo nas estações mantendo a ordem, acompanhando deficientes até o trem ou saindo da estação, faço rondas noturnas e diurnas de viatura na área externa dos trilhos. Quando necessário, desço na via para retirada de objetos que os usuários deixam cair, dentre outras atribuições. Mas, no momento, estou fazendo serviço administrativo, cuidando do ponto eletrônico de todos os seguranças. Através do sistema TOVTS, eu verifico abonos, horas extras e faltas dos empregados e faço os ajustes necessários”.

Sobre a mudança da pedagogia para a segurança metroviária, Marílis afirma: “No começo, fiquei um pouco travada, pois eram situações bem adversas e totalmente diferentes das minhas vivências anteriores. Mas, com o passar do tempo, fui me familiarizando com as situações e rotinas das estações. A pedagogia me auxiliou muito no dia a dia do trem, pois precisamos atender os usuários com muita atenção e clareza nas informações”. Outra mudança drástica que ela enfrentou foi em relação ao clima. Acostumada ao calor em Pernambuco, a segurança teve que passar a enfrentar as baixas temperaturas do inverno gaúcho. “Vim morar aqui em junho de 2014 e estava muito frio na época”, relata. “Lembro que quando cheguei aqui estava dando 2ºC, quase morri de frio. Foi muito difícil no começo e não nego que ainda não me acostumei e ainda sofro muito com o frio daqui (risos)”.

Marílis diz que adora toda a rotina da segurança. “São atividades diversas e sempre estamos em movimento. Sou muito agitada e gosto de estar sempre em atividade”, justifica. “Quando estava atuando na linha, nas estações, gostava muito de acompanhar as pessoas com deficiência até o trem ou até a saída da estação. Gosto de acompanhar a torcida organizada também”, conta ela. Agora na área administrativa, a agente afirma: “Gosto de organizar minha rotina, manter sempre as coisas no lugar. Costumo organizar minha planilha com todas as informações dos empregados atualizadas para facilitar na hora de verificar no sistema”. A segurança diz que pretende seguir carreira na empresa e seu objetivo profissional no momento é ser aprovada para a progressão interna à ocupação de controle de segurança.

Mas nem só de trabalho vive Marílis. Em seu tempo livre, ela gosta de ir a praças e à orla do Guaíba com o filho Alberto, de cinco anos, para ele brincar e andar de patinete. Por conta da pandemia, no entanto, reduziu muito a frequência dos passeios e também das idas a restaurantes. Ela já tomou a vacina contra a Covid-19 e diz que foi uma sensação incrível: “Me senti muito feliz! Foi uma mistura de sentimentos: alívio, felicidade e tranquilidade. Minha mãe e meu irmão, que moram em Recife, também já se vacinaram”, relata. Além de sair para passear, ela também gosta de assistir séries – as preferidas são Brooklyn 99 e Lucifer. Recentemente, começou a fazer Pilates, atividade oferecida pela empresa, e diz estar “amando”. Sobre seus sonhos, ela diz que já realizou o maior de todos, que era o de ser mãe, mas gostaria de viajar pelo mundo algum dia.

Ao falar sobre a Trensurb, Marílis relembra como se sentiu ao receber a convocação para assumir o cargo e também como é feliz trabalhando na empresa: “Fiz o concurso em 2014, mas só fui chamada em 2017. Achei que não seria mais convocada, mas quando recebi a ligação do Sepes [Setor de Pessoal] fiquei muito feliz. A Trensurb é uma empresa muito boa de se trabalhar. Fiz muitos amigos aqui e fui muito bem acolhida pelos colegas em geral. Todo o esforço que o Seope faz para manter o trem andando e transportar os passageiros de maneira rápida e segura me deixa muito orgulhosa em fazer parte desta equipe”.

37 ANOS DE COOPERAÇÃO NA FAMÍLIA DE METROVIÁRIOS

Irineu Wermuth tem 65 anos e é natural de Candelária. Antes de ingressar na Trensurb, ele trabalhou como eletricista em algumas empresas e como autônomo no Banrisul. Prestou concurso público em 1984 e trabalha na Trensurb desde então, no Setor de Energia (Senerg). Sua função, atualmente, é de assistente de serviços gerais e administrativos. Sobre seu dia a dia na empresa, ele afirma: “O bom do nosso serviço nas subestações é que todos os colegas são treinados para as funções e sempre estamos aprendendo algo novo com as modernizações. Só tenho a agradecer aos meus colegas pela cooperação. Somos uma família de metroviários”. Ele conta que um de seus principais objetivos profissionais é repassar seus conhecimentos adquiridos ao longo dos anos para a próxima geração da Trensurb.

No seu tempo livre, Irineu gosta de viajar para as serras catarinenses e, sempre que pode, vai pescar com o filho e passar um tempo com a família e a neta Taissa, que ele criou como se fosse sua filha: “Eu e meu filho Vinícius somos muito parceiros. Também adoro ver séries e me reunir com minhas duas filhas, a Camila e a Gabriela. Só tenho a agradecer a Deus pela família que tenho e pelos filhos bem encaminhados na vida profissional. A Taissa, minha neta, é um amor de pessoa! Eu amo muito meus netos”. Um sonho que aspira muito realizar é o de viajar para Portugal.

Irineu diz que é muito grato à Trensurb: “Quase tudo que adquiri foi graças ao tempo de serviço na Trensurb. No meu setor, só tenho a agradecer aos meus colegas pela boa convivência e pela liberdade que temos para decidir sobre os serviços a serem executados”.

Orgulho de ser metroviária

Jubira Teresinha Alves de Abreu é natural de Porto Alegre e ingressou na Trensurb em 1986, através de concurso público. Ela trabalha como operadora de trens já há 35 anos e fala sobre uma das coisas preferidas em sua função: “Quando estou pilotando adoro passar pelos meus amigos na via e acenar para eles! Sempre vou fazer o que fiz de melhor, adoro o que faço”.

Quanto ao seu tempo livre, Jubira afirma: “Antes gostava de me reunir com meus amigos, o que agora, por conta da pandemia, está sendo impossível, então passo o tempo escutando muita música boa, lendo e assistindo séries. Meu gênero preferido é drama e romance”. Ela tem um filho e diz que seu sonho é ter um neto.

Sobre o Setor de Tráfego (Setra), onde trabalha, a operadora afirma que é maravilhoso e que os colegas são muito divertidos: “Adoro o que faço, o meu setor. Sou muito orgulhosa por fazer parte desta família”. Ela fala ainda do quanto é grata à empresa por tudo que proporcionou em sua vida: “Eu tenho muita gratidão, pois tudo o que tenho devo à Trensurb, porque, através dela, eu conquistei tudo o que tenho. Eu tenho orgulho de ser metroviária, aqui é minha segunda família”.

UM HOMEM DE MUITAS FUNÇÕES

Jeferson Machado tem 53 anos e é natural de Esteio. Técnico em eletrotécnica, também cursou Administração e Engenharia Mecânica na Ulbra (Campus Canoas), mas não chegou a concluir. Prestou concurso em 2012 para ingressar na Trensurb, onde atua há quase sete anos.

Jeferson já trabalhou em empresas dos mais diversos ramos, desde o metalúrgico e siderúrgico ao alimentício, prestadoras de serviço, refrigeração, controle de qualidade, serviços elétricos e indústria. Na Trensurb, ele sempre atuou no Setor de Oficina (Seofi), no planejamento, programação e controle de manutenção dos trens.

O técnico se diz muito feliz com seu trabalho: “Gosto muito da função que exerço, desde os gráficos indicadores e até mesmo a programação em si, além do controle dos patrimônios. Tudo o que fazemos com a manutenção dos trens no Seofi reflete diretamente na segurança dos usuários”.

Em seu tempo livre, Jeferson gosta de cultivar hortaliças orgânicas para consumo e também de criar tenébrios, insetos usados na alimentação de peixes e aves. Além disso, ele assiste a muitas séries e filmes e também gosta de pesquisar novas artes e decorações para se inspirar.