Apaixonado por trens

Rodrigo Radaelli Alves, 33 anos, morador de Canoas, atua há cerca de um ano e meio como técnico em eletrotécnica no Setor de Projetos de Sistemas e Inovação Tecnológica (Seitec) da Trensurb. Antes disso e de passar um tempo longe da empresa, havia trabalhado por quatro anos na área operacional. Ao prestar concurso público aos 21 anos, ele ingressou como agente metroviário do processo de operação de estações, com um sonho de se tornar operador de trens. Em 2010, participou do processo seletivo interno para a função. Teve bom desempenho na primeira etapa do concurso interno, mas infelizmente não conseguiu passar pela segunda fase e seu sonho acabou esquecido por um tempo.

Em 2011, Rodrigo decidiu seguir outros caminhos e saiu da empresa. Formado em eletrotécnica, tomado pelo novo, resolveu mudar. Com espírito aventureiro e paixão por conhecer novos lugares, mudou-se para Arroio do Meio após ser aprovado em concurso para trabalhar na Empresa Gaúcha de Rodovias. Lá, atuou por quatro anos antes de regressar à Trensurb, aprovado em novo concurso.

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Engenheiro por convicção

Willi Paulo Arnold, de 54 anos, natural de Canoas, é formado em engenharia mecânica pela UFRGS e atua no Setor de Projetos de Sistemas e Inovação Tecnológica (Seitec) da Trensurb. Após trabalhar no interior e em funções que exigiam que viajasse muito, o engenheiro decidiu prestar o concurso público da Trensurb no ano de 2006, pois queria ficar mais perto da família. Foi aprovado e convocado em 2008. Ao longo destes dez anos de empresa, Willi diz ter passado por muitos desafios e, segundo ele, são esses desafios que o movem.

Na Trensurb, o engenheiro atuou inicialmente no antigo Setor de Rede Aérea (responsável pela manutenção do sistema de distribuição de energia de tração dos trens), mais tarde, nas obras de instalação do aeromóvel e, atualmente, trabalha na gestão de novos projetos. Willi define a possibilidade de acompanhar um projeto desde o seu princípio como “empolgante”. “A coisa mais legal da profissão e de tudo que eu faço aqui é ver as coisas funcionando”, diz.

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Construindo soluções

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com cerca de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Projetos e Obras Civis (Sepro).

Quem faz? O setor conta com profissionais com diversas formações. São engenheiros civis e eletricistas, arquitetos e técnicos industriais.

O que faz? Elabora, aprova e acompanha a execução de projetos de obras civis, sendo responsável por atender as demandas de vários setores da empresa. Segundo o chefe da unidade, o engenheiro Carlos Alberto Pacheco, “a função do Sepro é elaborar soluções de engenharia civil para as demandas apresentadas”.

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Planejando o aeromóvel do futuro

Para que os trens (e o aeromóvel) operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho da Coordenação de Desenvolvimento de Projetos, Estudos e Pesquisas (CDP) da tecnologia aeromóvel.

Quem faz? A equipe tem três membros: dois engenheiros eletricistas, sendo um especialista em automação industrial e eficiência energética, e um engenheiro civil.

O que faz? A CDP tem como objetivo participar do planejamento e desenvolvimento operacional aplicado à tecnologia aeromóvel. Para tal, desenvolve programas de trabalho para apreciação e aprovação junto ao Centro de Desenvolvimento Operacional aplicado à Tecnologia Aeromóvel (Cedaer) e à Superintendência de Desenvolvimento e Expansão (Sudex), aos quais está subordinada. O intuito é subsidiar a implantação e consolidação da tecnologia aeromóvel no mercado.

Como faz? Para disseminar a tecnologia, desenvolve estudos técnicos de viabilidade contemplando os princípios de funcionamento do modal, como o sistema de propulsão, supervisão e controle, energia, via, estações e veículos. Também apoia planos, estudos e relatórios elaborados pelas demais coordenações do Cedaer: de Desenvolvimento Operacional (CDO) e Desenvolvimento de Manutenção (CDM). Para tal, participa dos projetos de capacitação para a operação e manutenção dos sistemas implantados da tecnologia e supervisiona os trabalhos de desempenho técnico, auxiliando na organização e atualização do arquivo geral de documentação técnica da Trensurb.

De acordo com o coordenador da CDP, Davi Vital, o lema da coordenadoria é “fazer com o que a tecnologia aeromóvel seja sempre aperfeiçoada e totalmente conhecida para os interessados em implantá-la”. Atualmente, o foco da CDP é o aeromóvel que liga a Estação Aeroporto do metrô ao Terminal 1 do Salgado Filho. “Estamos acompanhando a execução do contrato e fiscalizando suas entregas com atenção ao mapeamento dos processos de trabalho das unidades organizacionais compreendidas pelo Cedaer. Em paralelo a isso, desenvolvemos projetos que estejam ligados à tecnologia”, diz.

Recentemente, houve trabalhos junto aos setores de Planejamento e Projetos de Mobilidade Urbana (Semob) e de Projetos e Obras Civis (Sepro) na elaboração do projeto da oficina para o aeromóvel, que garantirá a infraestrutura necessária para que a equipe de manutenção realize as atividades necessárias ao bom andamento do sistema. “Temos feito estudos de consumo energético visando reduzir o impacto financeiro para a empresa e o ambiental para a sociedade. Outras atividades objetivam trazer mais segurança e conforto para os usuários”, conta Davi.

Onde fica? Localizado no pavilhão metálico do pátio administrativo da Trensurb, próximo à Estação Aeroporto do metrô.