Entrevista: Ale Maia e Pádua e sua abordagem artística da história

Em cartaz na Galeria Mario Quintana, na Estação Mercado da Trensurb, até 30 de outubro, a exposição VIVER É LUTAR, do artista plástico Ale Maia e Pádua, destaca a pintura digital RIO 1567. A obra propõe uma abordagem artística da Revolta dos Tamoios e da França Antártica, dois episódios históricos importantes para a formação do Rio de Janeiro e do Brasil como o conhecemos.

Natural de Niterói e graduado em design pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de Porto Alegre, Ale Maia e Pádua já assinou duas exposições que passaram pela Estação Mercado: Entre Linhas e Painéis, no Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, em 2015, e Onde Há Dor, Há Vida, na Galeria Mario Quintana, em 2016.

Leia abaixo a entrevista que fizemos com Ale, que nos falou sobre a inspiração para a nova exposição, sua visão dos fatos históricos retratados, os desafios da pintura digital e sua trajetória como artista.

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“Aqui tudo é diferente”: o balanço do trem transformado em arte

Até o dia 30 de abril, o Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre, recebe a exposição Aqui tudo é diferente, da artista plástica Lívia dos Santos, com a curadoria do cearense Carlos Eduardo Bitu Cassundé.

Lívia, que possui bacharelado em artes visuais pela Universidade Feevale e atualmente cursa a licenciatura na mesma universidade, pesquisou o ato performático a partir do deslocamento urbano durante seu mestrado em artes visuais, na área de poéticas, pela UFRGS. Ela tem seu processo criativo realizado dentro do trem, usando o próprio movimento do veículo como pêndulo para seus desenhos. Na exposição, estão presente desenhos, fotografias, vídeos e fragmentos do diário da artista. Materiais esses que, em sua totalidade, foram produzidos no percurso entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, a bordo dos carros da Trensurb.

Para confeccionar suas pinturas, Lívia amarrava um pincel na ponta de um cordão, que por sua vez, ficava em cima de um papel, no chão do trem. A artista segurava a outra ponta do cordão, encharcava o pincel com nanquim e deixava as oscilações, por intermédio das forças naturais da inércia e da gravidade, agirem sobre sua tela, imprimindo assim o balanço do metrô em suas artes.

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