Tudo ótimo

“Tudo que eu tenho, devo à empresa”, afirma o operador de trens Lino Roberto Andrade dos Santos, de 56 anos. É expressando esse sentimento de gratidão que ele começa sua entrevista com nossa equipe. Natural e morador de Porto Alegre, Lino está há 33 anos na empresa, trabalhando com satisfação e alegria.

O metroviário conta que, antes de ingressar na Trensurb, teve experiências profissionais atuando em gráficas e como auxiliar administrativo. No tempo em que era proprietário de uma gráfica, em sociedade com seu cunhado, sua mãe soube que havia um processo seletivo para trabalhar na Trensurb e sugeriu que ele se inscrevesse. Após participar do processo, ser aprovado e contratado, iniciou sua trajetória na empresa trabalhando nas estações. Por três décadas, Lino seguiu atuando nas estações, porém ele afirma que só encontrou a função com a qual mais se identifica há três anos, quando passou a atuar como operador no Setor de Tráfego (Setra). “Trabalhei durante 30 anos nas estações e lá adquiri muitas experiências. Mas quando eu vim para o Setra foi quando me encontrei na empresa”, declara.

Leia mais →

Dos trilhos para as telas

Duas mulheres com uma longa rivalidade. Esse embate é levado ao extremo quando, na noite em que ambas dão à luz, um crime ocorre no hospital. Esse crime modificará a vida de muitos personagens. Essa é a trama central da série Juízo Final, que conta em seu elenco com o operador de trens Kauê Santos, da Trensurb.

Kauê tem 32 anos, é morador de Porto Alegre e trabalha na Trensurb desde 2008. Ele iniciou atuando como agente metroviário na Estação Mercado, onde explica que teve a oportunidade de ter contato com uma variedade de pessoas e que esse contato o ajudou no teatro. A ideia de trabalhar como ator surgiu de amigos, conta Kauê. Cerca de seis anos após ser aprovado num concurso interno realizado em 2010, para tornar-se operador de trens, o metroviário afastou-se do trabalho por conta de uma depressão. Depois de muita insistência de amigos, que destacavam sua personalidade extrovertida, resolveu começar a fazer aulas de teatro no início do ano passado. Já nos primeiros dias apaixonou-se por atuar.

Leia mais →

Patrícia

Das missões para a capital

Patrícia

“Vim para a Trensurb com o objetivo de ser operadora”. A declaração é de Patrícia Crestani, 27 anos, operadora de trens. Natural de São Luiz Gonzaga, pequena cidade da região das Missões, a funcionária precisou deixar sua família em busca de formação acadêmica. “Lá não temos muitas oportunidades de estudo”, conta. Decidida, fez as malas rumo a Canoas, onde se formou em publicidade e propaganda pela Ulbra. Em 2007, foi aprovada no concurso da Trensurb e contratada como assistente operacional. Em 2010, passou à função de operadora de trens.

A atividade geralmente é associada à imagem masculina, mas Patrícia conta que nunca sentiu preconceito vindo dos colegas. “A maioria é de homens, mas não vejo dificuldades nesse sentido. Nosso relacionamento é muito bom”, pontua.

A Trensurb também ajudou a construir a vida sentimental de Patrícia. Foi na empresa que ela conheceu seu marido. “Ele era da bilheteria e nós trabalhamos juntos”, lembra. Ela conta que os novos empregados reuniam-se fora do ambiente de trabalho e foi assim que, aos poucos, construiu seu relacionamento. Hoje, ambos operam trens. Patrícia considera positivo trabalhar com seu marido: “A gente fica na mesma escala. Conseguimos nos programar e tiramos folga juntos”. Nas horas vagas, a operadora gosta de viajar, ir a festas e visitar a família.