Orgulho de ser metroviária

Jubira Teresinha Alves de Abreu é natural de Porto Alegre e ingressou na Trensurb em 1986, através de concurso público. Ela trabalha como operadora de trens já há 35 anos e fala sobre uma das coisas preferidas em sua função: “Quando estou pilotando adoro passar pelos meus amigos na via e acenar para eles! Sempre vou fazer o que fiz de melhor, adoro o que faço”.

Quanto ao seu tempo livre, Jubira afirma: “Antes gostava de me reunir com meus amigos, o que agora, por conta da pandemia, está sendo impossível, então passo o tempo escutando muita música boa, lendo e assistindo séries. Meu gênero preferido é drama e romance”. Ela tem um filho e diz que seu sonho é ter um neto.

Sobre o Setor de Tráfego (Setra), onde trabalha, a operadora afirma que é maravilhoso e que os colegas são muito divertidos: “Adoro o que faço, o meu setor. Sou muito orgulhosa por fazer parte desta família”. Ela fala ainda do quanto é grata à empresa por tudo que proporcionou em sua vida: “Eu tenho muita gratidão, pois tudo o que tenho devo à Trensurb, porque, através dela, eu conquistei tudo o que tenho. Eu tenho orgulho de ser metroviária, aqui é minha segunda família”.

UM HOMEM DE MUITAS FUNÇÕES

Jeferson Machado tem 53 anos e é natural de Esteio. Técnico em eletrotécnica, também cursou Administração e Engenharia Mecânica na Ulbra (Campus Canoas), mas não chegou a concluir. Prestou concurso em 2012 para ingressar na Trensurb, onde atua há quase sete anos.

Jeferson já trabalhou em empresas dos mais diversos ramos, desde o metalúrgico e siderúrgico ao alimentício, prestadoras de serviço, refrigeração, controle de qualidade, serviços elétricos e indústria. Na Trensurb, ele sempre atuou no Setor de Oficina (Seofi), no planejamento, programação e controle de manutenção dos trens.

O técnico se diz muito feliz com seu trabalho: “Gosto muito da função que exerço, desde os gráficos indicadores e até mesmo a programação em si, além do controle dos patrimônios. Tudo o que fazemos com a manutenção dos trens no Seofi reflete diretamente na segurança dos usuários”.

Em seu tempo livre, Jeferson gosta de cultivar hortaliças orgânicas para consumo e também de criar tenébrios, insetos usados na alimentação de peixes e aves. Além disso, ele assiste a muitas séries e filmes e também gosta de pesquisar novas artes e decorações para se inspirar.

Uma mulher de superação

Luana Maciel Bruxel tem 40 anos e é natural de Porto Alegre. Formou-se em Administração pela UniRitter – Campus FAPA (2007), especializou-se em Gestão Pública Contemporânea pela UFRGS (2014) e prestou o concurso em 2006 para entrar na Trensurb.

Ela iniciou na empresa atuando na Gerência de Planejamento (Gepla) – antigo Setor de Marketing Comercial (Semac), que transformou-se no Setor de Novos Negócios (Senov) -; foi para a Superintendência de Desenvolvimento Comercial (Sudec), onde foi gestora da unidade por quase oito anos; fez uma curta passagem pela Superintendência de Desenvolvimento e Expansão (Sudex) auxiliando o superintendente na administração da área, e retornou à Gepla em junho de 2018, onde está há mais ou menos dois anos atuando como consultora interna de Planejamento Corporativo.

Luana diz que seu trabalho a permite aprender muitas coisas novas, não só de sua área, mas também a de seus colegas: “Sou muito curiosa, tenho necessidade de entender o todo e ver que meu trabalho contribui de alguma forma. Assim, atuar na área de planejamento me proporciona isso, desenvolver minhas atividades para a perpetuação da empresa, além de propiciar contato com os colegas de outras áreas”. 

No momento, ela diz que está satisfeita no seu cargo atual e que ajudar seu marido em seu negócio também é desafiador: “hoje estou satisfeita com minha atuação profissional, sou inquieta e assim estou sempre me atualizando e tentando ampliar meus conhecimentos, mas venho trabalhando também nas minhas atitudes, tentando aperfeiçoar. Além de trabalhar na Trensurb, atuo junto com meu esposo na empresa dele. Administrar um pequeno negócio é desafiador, coloca a prova a capacidade de desempenhar a profissão que escolhi”.

Luana gosta de passar o tempo livre com a família, curtir o marido, a filha, seus pais, sua irmã e sobrinhos. Assistir filmes e séries é seu hobbie preferido. Brinca com as suas cachorras, Mel e Belinha, e, no verão, gosta de curtir o mar, já que ama a praia. Um esporte que gosta de praticar é o pilates, com o qual ela pode cuidar da saúde física e mental.

Se tem uma coisa que ela ama fazer é cuidar de suas plantas: “Sou apaixonada por plantas, elas me desestressam, me acalmam. Tenho em casa uma pequena horta e muitas, muitas suculentas, elas me ajudaram quando tive que me afastar das atividades do dia a dia para tratar um problema de saúde”. Um sonho que aspira muito realizar é o de viajar para conhecer outros países. 

Quando se trata de superação, Luana é exemplo: “Consegui superar alguns desafios que a vida me impôs, fui mãe adolescente e tive um câncer. Ambos, cada um com sua importância, me proporcionaram evoluir como pessoa e, hoje, meu maior orgulho é minha filha e a família que construí”.

Sobre a Trensurb, ela diz que gosta de seu trabalho e é muito grata à empresa. “Para mim, a Trensurb é uma satisfação, além de ser meu empregador, é uma empresa que traz inúmeros benefícios à sociedade que, além do transporte, contribui para a mobilidade da região e gera externalidades positivas”. (Externalidades positivas é um termo voltado para os efeitos positivos que a produção de um bem ou a execução de um produto causam a terceiros, indivíduos que em nada estão envolvidos com a cadeia produtiva, da fabricação ao consumo.) 

Mãe de primeira viagem e metroviária no controle das estações

Letícia Nardão da Silva tem 37 anos, é natural de Canoas e atualmente mora em Esteio. Graduada em gestão de segurança privada pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), possui MBA em gestão de pessoas no setor público, pela Faculdade de São Vicente, de São Paulo. Em junho de 2010, após ser aprovada no concurso público, iniciou na Trensurb como agente metroviária do processo de operação de estações. Desde o início de 2020, é controladora da Estação Mercado. O que mais a motiva em sua função no trabalho são as possibilidades de organizar as coisas. “Eu gosto de ver os ambientes bem organizados e as coisas funcionando. Tenho orgulho de alguns feitos, como por exemplo, com ajuda da Liderança [empresa de limpeza contratada], do Seram [Setor de Responsabilidade Socioambiental] e do administrador da Estação Farrapos, conseguimos remover todo o entulho que existia embaixo da plataforma de embarque da Estação Mercado”.

Antes de ingressar na Trensurb, Letícia trabalhou cinco anos em um escritório de representação de marcas esportivas, como responsável pelos envios e pedidos para as fábricas. Também trabalhou como vendedora em uma loja, vendedora de cursos de informática e até em um bingo. No momento, a metroviária está em licença-maternidade e, quando retornar ao trabalho, tem como objetivo aprender novas ferramentas de controle para poder melhorar o monitoramento de falhas nas estações.

Letícia é mãe de primeira viagem. Sua filha Isadora nasceu em 27 de janeiro. “Tornei-me mãe no meio de uma pandemia e, por complicações da doença em familiares, eu e meu marido tivemos que nos virar sozinhos, não tive rede de apoio física”, conta. Ela relata que a mãe cuida de seus avós, que contraíram Covid-19. Por conta do novo coronavírus, seus pais e sua sogra só foram conhecer a neta com quase um mês de vida. A metroviária passou a fase mais difícil da maternidade, segundo ela, “de dúvidas e inseguranças”, tirando dúvidas na internet e fazendo videochamadas com a pediatra e o obstetra. Seu marido é guarda municipal em Esteio e programou as férias próximo ao nascimento da filha. “Ele foi meu pilar de sustentação nesse período tão difícil”, afirma.

No momento, com pouco tempo livre, se divide entre as tarefas da casa, estudar para o concurso interno da empresa e buscar informações sobre o desenvolvimento e aprendizagem dos bebês. Nos finais de semana, gosta de assistir filmes e séries, já que os passeios foram prejudicados pela pandemia. Antes da gravidez, entre seus hobbies, estavam patinar na orla do Guaíba e correr nas ruas. Letícia confessa que está ansiosa para ensinar a pequena Isadora a patinar para praticarem juntas. Seu sonho é conseguir ser uma boa mãe, dar uma base sólida para ela se tornar uma boa pessoa, com respeito, educação, conhecimento e muito amor. Quando sua filha já tiver idade o suficiente, quer gastar o tempo e dinheiro, viajando o mundo com o marido: “Quero fazer umas viagens em família com um motorhome”.

Sensação de dever cumprido

Maria Madalena Alonso Fonseca tem de 61 anos, é natural de Porto Alegre e trabalha como agente metroviária, na ocupação de controle operacional geral, no Setor de Controle Operacional (Secot). Ela começou sua vida profissional em 1978, em uma empresa de processamento de dados. Depois de um tempo, Maria mudou totalmente de carreira e ingressou na área de turismo, onde ficou por quatro anos. Começou, então, a trabalhar numa empresa que atuou na construção da via da Trensurb. Foi quando Madalena conheceu a estatal e decidiu prestar concurso.

Ela foi admitida na Trensurb em outubro de 1984 como agente de estação. Em 2010, realizou o concurso interno para o Centro de Controle Operacional (CCO), onde ingressou em 2014. Em outubro deste ano, ela completará 37 anos de empresa.

Atuando há sete anos no controle operacional, Maria Madalena diz que adora exercer a função: “Eu gosto muito do que faço, é muito diferente do que fazia há 30 anos, quando chefiava a equipe que trabalhava comigo. Como controladora de tráfego, eu oriento os pilotos e controlo a saída e entrada dos trens no pátio. Estas são tarefas que requerem muita atenção e responsabilidade e acabam nos ocupando o turno inteiro”. Hoje, aposentada e em um cargo no topo da carreira, ela sente que já cumpriu seus objetivos profissionais.

No seu tempo livre, a metroviária gosta de assistir a séries, filmes, novelas antigas e programas de culinária. Gosta muito de pescar, embora não tenha muita oportunidade para fazê-lo. Um momento inesquecível para ela foi sua viagem à Europa, em janeiro de 2017, quando conheceu Portugal, Espanha e Itália. Agora, deseja voltar para visitar a Croácia e a Toscana. Maria tem dois filhos, dos quais tem muito orgulho. Seu filho mais novo, Andrey, de 26 anos, é formado em Economia e sua filha Mayce, de 28 anos, irá graduar-se em Enfermagem.

Para ela, o Centro de Controle Operacional é o “coração da empresa”, por lá passa tudo o que acontece: “Quando estive nas estações, o CCO sempre foi o nosso chefe maior, que nos orientou e comandou nossas ações para melhor atender o usuário, pois tudo o que acontece nas estações o CCO deve ser o primeiro a saber. Somos o ponto que liga a operação de trens, segurança e estações. É muito importante termos a consciência do grande serviço que podemos oferecer ao nosso usuário”.

GARANTINDO A ENERGIA QUE NOS TRANSPORTA

Natural de Pelotas, Cristiano Insaurriaga Gularte saiu da cidade natal em 1995 para trabalhar fora do estado e, depois, fora do país. O engenheiro trabalhou por 16 anos na área de distribuição de energia elétrica em empresas como a AES Sul e RGE. Em 2014, ingressou na Trensurb após aprovação no concurso público e, desde então, trabalha do Setor de Energia (Senerg). Cristiano é técnico em eletrotécnica e, anteriormente, obteve a licenciatura em matemática.

Aos 45 anos e prestes a completar sete de empresa, o metroviário trabalha no plantão do Senerg desde 2015, tendo já atuado como técnico responsável tanto da energia, como de rede aérea. “O que mais gosto no meu trabalho é a liberdade que nos é dada para a busca de soluções de dificuldades enfrentadas pelas nossas equipes de manutenção e, no meu caso, com foco na rede aérea. O fato de poder dar apoio a meus colegas que atuam focados na parte da energia, é outro fator que contribui para um acréscimo profissional”, conta Cristiano. “A troca de experiências entre os colegas é algo importante durante as jornadas de turnos”, complementa.

A rotina do Senerg tem as suas peculiaridades. Uma das tarefas que Cristiano realiza é uma revisão nos trechos feita a pé: “Caminhamos na via, entre duas estações, revisando todos os equipamentos que compõem nossa rede aérea. Essa vistoria procura anomalias as quais são resolvidas no turno da madrugada pelas equipes de manutenção aérea. Nesta atividade, sempre desempenhada por dois colegas, temos que ter atenção redobrada pois, além da revisão, temos o risco de acidentes provocados pela circulação dos trens na via”.

Para o futuro, Cristiano tem planos de crescer na empresa: “Meu objetivo mais palpável é chegar ao posto de supervisor do Senerg”. Fora do trabalho, o metroviário se considera alguém de hábitos caseiros: “Gosto de assistir séries e telenovelas antigas. Além disso, antes da pandemia, praticava alguns esportes como voleibol, futebol e futebol de mesa, semanalmente. Mas com o avanço da pandemia, tive que abrir mão”.

Antes de iniciar sua carreira na empresa, Cristiano teve a oportunidade de trabalhar fora do país por algum tempo: “Já trabalhei em dois países da América do Sul, Argentina e Chile, na construção de linhas de transmissão. A comunicação com colegas que falavam outra língua, a alimentação diferenciada e condições de moradia, formaram um pacote de dificuldades enfrentadas. Experiências únicas que trago em meu currículo profissional. Coisas que me ajudaram a ver com outros olhos algumas dificuldades as quais me deparo em minha rotina”.

Para o futuro, Cristiano ainda tem dois sonhos a realizar – um pessoal e outro de cunho profissional: “O pessoal é ver a minha filha, Tuanne, encaminhada na vida, na profissão que ela optar em seguir, estando feliz e realizada naquilo que gosta de fazer. Outro sonho é, daqui a alguns anos, continuar trabalhando numa Trensurb pública, bem administrada. Uma empresa que seja sempre motivo de orgulho a todos que nela têm o privilégio de trabalhar. Fazer parte desta empresa e deste setor, para mim, será sempre uma grande honra”.