Entrevista: Usina do Trabalho do Ator no Festival Palco Giratório e na Estação Mercado

O 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA traz ao Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, de 4 de maio a 30 de junho, uma nova exposição fotográfica que comemora os 25 anos de atividades da Usina do Trabalho do Ator (UTA). O grupo de teatro e pesquisa realiza trabalhos de criação e pedagogia em Porto Alegre, no Brasil e no exterior desde 1992. As imagens reunidas na mostra Usina do Trabalho do Ator: 25 Anos de Performatividade em Imagem convocam o olhar a muitas formas de ver, a diversas experiências de vida e culturas, mas, sobretudo, ao protagonismo do corpo em cena. As imagens expostas na Estação Mercado são uma extensão da exposição principal no Café Sesc Centro, em Porto Alegre.

Convidamos os integrantes da Usina e o curador da mostra a nos falar sobre a exposição e sobre o trabalho do grupo. Confira o que eles tiveram a nos dizer.

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Galeria Mario Quintana completa 11 anos

Em 21 de março de 2006, a Trensurb batizou o túnel de acesso às plataformas da Estação Mercado com o nome de Galeria Mario Quintana. Desde a cerimônia de inauguração, no ano do centenário do poeta, mais de 100 exposições estiveram em exibição no espaço ao longo desses 11 anos, destacando o trabalho de diversos fotógrafos e artistas, consagrados ou iniciantes.

Já expuseram suas obras na galeria fotógrafos como Cristiano Estrela, Luis Ventura, Eurico Salis, Eduardo Liotti, Ricardo Stricher, Jean Schwarz, Elson Sempé, Jorge Aguiar, Tadeu Vilani, Caio Vilela, Leandro Selister e Marco Nedeff, além de artistas plásticos como Vital Lordelo, Fabiano Gummo e Pablo Aguiar.

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Entrevista: Vila dos Ferroviários em Porto Alegre – uma experiência documental

Até 30 de setembro, a Biblioteca Livros sobre Trilhos, na plataforma da Estação Mercado, recebe a exposição fotográfica Vila dos Ferroviários em Porto Alegre – uma experiência documental, que traz fragmentos de pesquisa desenvolvida no curso de tecnologia em fotografia da Ulbra Canoas.

O objetivo do trabalho foi desenvolver uma descrição da vila por meio da fotoetnografia, buscando provocar o debate em torno das memórias do local e do patrimônio cultural dos habitantes. Os painéis na Biblioteca apresentam parte da pesquisa, contando com imagens do Grêmio Esportivo Ferrinho, da vila e seus moradores. O espaço cultural que abriga a mostra funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h.

Leia a seguir uma entrevista com a professora que coordenou o trabalho de pesquisa e fotografia, Alice Bemvenuti.

Quando surgiu o interesse pela Vila dos Ferroviários?

Em 2009. Procurei o senhor Hélio [Bueno] para conhecer o Grêmio Esportivo Ferrinho, pois havia uma indicação de que ele era uma pessoa muito importante para a história ferroviária. Em 2012, eu comecei a pesquisa com o grupo da Ulbra e, desde então, a pesquisa é feita anualmente e, a cada ano, a pesquisa foca determinado tema, pois são diversos assuntos que podem ser abordados.

O que os alunos pensam sobre a pesquisa?

Quando os alunos começam, não sabem nada sobre a ferrovia, é tudo novidade. Conforme anda a pesquisa, eles começam a se dar conta que possuem até familiares ferroviários e, assim, acabam agregando ainda mais ao trabalho, trazendo, muitas vezes, informações de pessoas próximas que foram ou que são ferroviários.

Qual a importância da pesquisa para a sociedade e para os ferroviários?

Hoje, penso que com a exposição inauguramos um acesso à memória que, talvez, a Trensurb e a sociedade careçam e, com a mostra estando aqui, porventura seja suprida essa carência, sendo importante para a Trensurb, para a população e, inclusive, para o Grêmio Esportivo Ferrinho, nosso principal apoiador.

Qual o teu pensamento sobre a exposição feita dentro das dependências da Trensurb?

Acho uma iniciativa muito legal. Penso que seja fundamental, tudo de bom. Acredito que a exposição vá gerar diversos frutos e, quem sabe, possamos pensar em algo mais permanente sobre a história do mundo ferroviário dentro dos espaços da Trensurb.

O que tu pensa sobre a relação da Trensurb com a cultura?

A Trensurb tem avançado a passos largos quando o assunto é ocupação de espaços culturais e tem feito isso com muita competência. Eu tive a oportunidade me aproximar da empresa enquanto estive como diretora do Museu do Trem, de 2009 a 2012, e percebi o valor que a entidade dá para ações desse tipo.

Foto: Arquivo Trensurb

Estação Canoas mais colorida

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Se você circulou pela Estação Mercado no mês passado, pôde observar na Galeria Mario Quintana a exposição “Vida Paralela”, que reunia imagens de grafites feitos em muros e trabalhos em papel do artista plástico Amaro Abreu. Agora ele empresta sua arte para levar mais cor e vida para a Estação Canoas/LaSalle.

A intervenção fez parte do 1º Canoas Multicultural, realização da prefeitura municipal que coordenou atividades em diversos pontos da cidade. Além de Amaro, outros oito artistas de rua foram convidados a fazer seus traços no muro da Estação. “Cada um traz sua cultura e com isso temos uma grande diversidade artística nesse trabalho”, destaca o artista. Ele ainda ressalta que os desenhos ajudam a descontrair a rotina de quem passa pela Avenida Victor Barreto.

Nós já falamos do Amaro Abreu e da exposição Vida Paralela. Clique aqui para ler.

 

Foto: Arquivo Trensurb

Projeto Em Instantes chega ao fim

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Termina semana que vem as ações de intervenção urbana do artista Leandro Selister, que fazem parte do projeto Em Instantes – Conectar, Colecionar, Compartilhar. Desde o mês de abril, estão sendo disponibilizados QR Codes nas estações de trem, por onde flagrantes fotográficos são divulgados e compartilhados.

Com um smartphone, o usuário pode escanear o código, visualizando, então, belas imagens das seis cidades que fazem parte do percurso diário de quem utiliza a Trensurb como meio de transporte.

Para você, qual foi a fotografia mais marcante do Instantes? Compartilhe sua opinião com a gente!

Foto: Arquivo Trensurb

Vida Paralela – Nova exposição na Galeria Mario Quintana

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Entre os diversos detalhes da vida que não são percebidos, estão os que ainda não foram provados pela ciência. Mas nem por isso, o artista plástico Amaro Abreu, de 24 anos, deixou de exprimir suas percepções, que resultaram na exposição “Vida Paralela”, que pode ser conferida na Galeria Mario Quintana da Trensurb.

Ao passar pelo túnel de acesso às plataformas de embarque da Estação Mercado, em Porto Alegre, os usuários da Trensurb poderão conferir os traços em grafite do artista, bem como trabalhos feitos em papel, com aquarela e nanquim.

De acordo com Amaro, “trata-se de um mundo harmônico, onde plantas orgânicas são irmãs de criaturas com cabeças em forma de círculos perfeitos e monstros de olhar manso, um universo paralelo, quem sabe abrigado dentro de cada um e camuflado pela presa nossa de cada dia”.

Os interessados podem apreciar a exposição, mediante o pagamento da passagem unitária do metrô, no valor de R$1,70, já que a Galeria fica no espaço interno da estação. A bela exposição ficará disponível até o final do mês de outubro.