Os Remanescentes

100 anos de samba

Com o tema Ary! Isto Aqui, O Que É?, a edição 2016 do Arte nos Trilhos homenageia um dos maiores compositores da história da música brasileira, Ary Barroso. Mas a iniciativa também comemora o próprio samba e os seus 100 anos. São seis apresentações do grupo Os Remanescentes nas estações da Trensurb ao longo do mês, uma em cada município atendido pelo metrô – a primeira delas foi no Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, na Estação Mercado.

2016 pode ser considerado o ano do centenário do samba, ritmo tipicamente brasileiro que Ary Barroso ajudou a popularizar. Sua “certidão de nascimento”, por assim dizer, é uma partitura manuscrita para piano, assinada por Pixinguinha, de Pelo telefone. Esse samba carnavalesco de Ernesto Joaquim Maria dos Santos, mais conhecido como Donga, foi grande sucesso no carnaval de 1917. Mas foi em 6 de novembro de 1916 que Donga entregou uma petição de registro de sua canção no Departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, efetuado pela instituição 11 dias depois.

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Ary! Isto aqui o que é?

“Brasil/Meu Brasil brasileiro/Meu mulato inzoneiro/Vou cantar-te nos meus versos”, escreveu Ary Barroso nas primeiras linhas da letra de Aquarela do Brasil. Os versos de Ary de fato cantaram – e encantaram – o Brasil não só com sua canção de maior sucesso, uma das músicas mais conhecidas no mundo todo, mas com diversas outras composições que exaltaram o país e suas qualidades. É celebrando o samba e a obra deste que é um dos maiores compositores da história da música brasileira que chega a edição 2016 do Arte nos Trilhos, com o tema Ary! Isto aqui o que é? e a participação do grupo Os Remanescentes, de São Leopoldo. São seis apresentações nas estações da Trensurb ao longo do mês de dezembro, uma em cada município atendido pelo metrô. A primeira delas foi no Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, na Estação Mercado. A próxima é na sexta-feira (9), na Estação Esteio. Mas você sabe quem foi Ary Barroso?

Para o músico Betinho, d’Os Remanescentes, Ary Barroso “foi o compositor mais representativo da era do rádio e o maior nome do samba-exaltação”. O tema do Arte nos Trilhos 2016 faz referência a outro de seus sucessos que exaltava os valores autenticamente nacionais. Em Isto aqui o que é?, Ary fala do “remelexo” da “Morena boa/Que me faz penar/Põe a sandália de prata/E vem pro samba, sambar”. E fala também “Desse Brasil que canta e é feliz/Feliz, feliz/É, também, um pouco de uma raça/Que não tem medo de fumaça, ai, ai/E não se entrega, não”.

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Entrevista: Antonio Villeroy, músico que abriu o Arte nos Trilhos 2015

Ao longo desta semana, a Trensurb promove apresentações musicais na Estação Mercado, sempre às 17h, como parte do Arte nos Trilhos 2015. O cantor e compositor Antonio Villeroy abriu a edição deste ano, acompanhado do baterista Marquinhos Fê, apresentando canções de seu sétimo e mais recente álbum, Samboleria (vencedor do Prêmio Açorianos de Música 2015 como melhor disco), além de obras famosas na voz de outros artistas como Ana Carolina. Em 35 anos de carreira, Villeroy fez seu primeiro show em uma estação de trem. Confira nossa entrevista com o artista.

O que tu achas de te apresentar em um lugar público?

Estou completando, neste ano, 35 anos de carteira da Ordem dos Músicos, então, fiz muita coisa na minha vida. Só não me lembro de ter tocado assim, no metrô, com a plateia em movimento. Observei muito isso, principalmente no exterior, como Europa e Estados Unidos, mas não é um projeto, né, é só um cara tocando e passando um chapeuzinho. Aqui em Porto Alegre, no início da carreira, lembro que me apresentei na frente do Chalé da Praça XV, foi bem legal. Aqui, especificamente no trem, é diferente, pois as pessoas não estão aqui para te ver tocar, elas estão indo para casa e, na maioria das vezes, grande parte delas nem imagina quem eu sou.

Acha que esse projeto ajuda a levar música para mais pessoas?

É interessante, mas depende muito do grau de atenção das pessoas, porque, às vezes, elas olham, mas isso não significa que elas vão se ater ao que está acontecendo. Para, ouve uma música e sai, e isso promove uma rotatividade de público.

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