Os 77 anos de Canoas

Na próxima segunda-feira, 27 de junho, a cidade de Canoas completa 77 anos. O município é considerado um dos maiores polos industriais do Brasil e possui o terceiro maior PIB do Rio Grande do Sul, atrás apenas de Porto Alegre (1°) e Caxias do Sul (2°), segundo publicação de dezembro de 2015 da Fundação de Economia e Estatística (FEE) do RS.  Conforme o Censo 2014 do IBGE, a área de Canoas compreende 131 quilômetros quadrados com uma população de 339.979 habitantes.

Mobilidade urbana

Caracterizada por ser constituída somente por zona urbana, a cidade conta já há 31 anos com seis estações da Trensurb: Niterói, Fátima, Canoas, Mathias Velho, São Luís e Petrobras. O total de usuários do metrô que embarcaram nessas estações em 2015 foi de 16,6 milhões, sendo 5,5 milhões apenas da Estação Canoas e 4,3 milhões da Estação Mathias Velho. Entre as estações com maior número de usuários, Canoas e a Mathias Velho ocupam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, atrás somente da Estação Mercado.

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Porto Alegre: 244 anos de história, 31 anos com o metrô

No dia 26 de março, é comemorado o aniversário da capital gaúcha, Porto Alegre. Há 244 anos, em 1772, era fundada como Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. Em 1821, ganhou o status de cidade graças ao imperador Dom Pedro II. Atualmente, Porto Alegre integra o pólo turístico do Estado e, sob diversos aspectos, é considerada modelo para o país. A Trensurb opera na capital há 31 anos, ligando-a hoje a outros cinco municípios. Atualmente, a população da capital gaúcha é de 1,47 milhão de habitantes, em uma área que se estende por de 496,7 quilômetros quadrados. Com sete estações do metrô gaúcho (incluindo o aeromóvel) localizadas na cidade, a estação terminal Mercado foi a que mais teve acessos de usuários em 2015 dentre todas que integram o sistema metroviário, com 8,95 milhões de passageiros.

Banhada pelo Lago Guaíba, circundada por dezenas de morros, terra de Inter e Grêmio, de domingos ensolarados nos parques e tema de canções e poemas, “Porto Alegre é demais”. Atrai cada vez mais pessoas em busca de oportunidades, de um lugar para viver, ou mesmo turistas e moradores de outras cidades e países em busca de lazer e/ou momentos e lugares únicos que só a capital gaúcha oferece.

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Porto Alegre, 243 anos de história e 30 anos de parceria

Em março de 2015, a Trensurb completa 30 anos de operação comercial e, no mesmo mês, a capital dos gaúchos está completando 243 anos de histórias. Ao longo de três décadas de funcionamento de metrô, Porto Alegre se destaca como principal origem e destino dos usuários do sistema. Somente em 2014, 20.241.599 de passageiros embarcaram nas seis estações existentes na capital. Mas antes de falar um pouco mais da relação entre a empresa e a cidade, vamos elucidar alguns fatos importantes para a construção desta metrópole que a todos encanta.

Se você lembra das aulas sobre a história do Brasil, deve recordar do famoso Tratado de Tordesilhas que, em 1494, definia a localidade onde se estabeleceria a cidade de Porto Alegre como domínio espanhol. Diversos tropeiros se radicaram na Província de São Pedro, transformando-se em estancieiros e solicitando a concessão de sesmarias ao governo português. A primeira delas foi concedida a Manuel Gonçalves Ribeiro somente em 1732, na Parada das Conchas, onde hoje é Viamão. Em 1737, a corte portuguesa autorizou o embarque de cidadãos das ilhas de Açores e Madeira para colaborar na colonização da Capitania do Rio Grande de São Pedro. Entre 1748 e 1756, cerca de seis mil ilhéus desembarcaram na então Ilha de Santa Catarina, hoje Florianópolis, mas ao contrário da pretensão de colonizar o interior, os imigrantes se instalaram no litoral por conta do clima semelhante ao de seus locais de origem. Em 1751, foi ordenado ao então governador de Santa Catarina, Manoel Escudeiro de Souza, que selecionasse e enviasse 60 casais ao Porto de Viamão, local estratégico geograficamente. Os açorianos se instalaram próximo ao porto e que por esse motivo passou a ser conhecido como Porto dos Casais.

Com a tomada da Vila de Rio Grande pelos espanhóis em 1763, o governo da Capitania do Rio Grande de São Pedro teve que se mudar às pressas para Viamão e lá estabeleceram a sua nova sede. Logo, o Porto de Viamão foi elevado à freguesia, se chamando Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, em 26 de março de 1772, data em que se comemora a fundação da cidade. Um ano após, o governador da capitania, Marcelino de Figueiredo, determinou a transferência da capital de Viamão para lá, quando a freguesia já tinha cerca de 1.500 habitantes e seu nome alterado para Freguesia da Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre. Com a paz instaurada entre Espanha e Portugal através do Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, a posse da terra foi regularizada, passando a ser propriedade portuguesa. Em 1808 a freguesia foi elevada a categoria de vila e em 1812 tornou-se sede da recém criada Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, encabeçando a comarca de São Pedro do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Em 1822 a vila ganhou foro de cidade e passou a receber imigrantes alemães que se instalaram na região do Vale do Sinos. Em 1835, com a Revolução Farroupilha, a capital foi tomada pelos revolucionários, comandados por José Gomes de Vasconcelos e Jardim e Onofre Pires. Em 1836, o legalista Major Manoel Marques de Souza, conhecido posteriormente como Conde de Porto Alegre, conseguiu retomar a posse da cidade. Muitas batalhas foram travadas nas cercanias da capital e devido à resistência, em 1841, recebeu de Dom Pedro II o título de “Mui Leal e Valerosa”, lema que permanece no brasão da cidade até hoje.

Transporte público histórico

A história do transporte coletivo da capital não é tão antiga, mas tem suas origens em 1864 quando o cidadão Estácio Bitencourt contratou a construção de uma linha de carris de ferro tracionados por mulas. Estes veículos foram batizados pela população de maxabombas, porém com custos elevados a empresa não se sustentou.

Em 1872, foi criada a Companhia Carris de Ferro Portoalegrense, que substituiu a empresa de Estácio Bitencourt e as maxabombas vendidas para a cidade de Rio Grande. Em 1873, começou a circular o primeiro bonde, ainda tracionado por mulas, fazendo a linha Menino Deus até 1914. Já em 1893 surge a Companhia de Bondes Carris Urbanos, que se fundiria, em 1906, com a empresa já existente e formaria a Companhia de Força e Luz Portoalegrense, responsável pela implantação de bondes elétricos na cidade. Somente em 1908 é que começaram a circular os 37 bondes britânicos, veículos de um e dois andares. Em 1926, começou a circular o primeiro ônibus na cidade, propriedade de Amador dos Santos Fernandes e Manuel Ramires.

Durante o ano de 1928, o controle acionário da Companhia Carris passou a ser da Bond & Share, propriedade da General Eletric. Devido a uma série de greves e desinteresse dos norte-americanos em manter o serviço de bondes em Porto Alegre, a Prefeitura interviu na companhia em 1952. Foi definido como interventor José Antônio Aranha, irmão do ministro Oswaldo Aranha. A empresa foi encampada pela Prefeitura em 29 de novembro de 1953, durante o governo de Ildo Meneghetti.

Em 1929, Amador fundou a Empresa Amador que fazia o transporte de passageiros entre a Capital e São Leopoldo, dando origem a atual Central Transportes. Neste mesmo ano começaram a circular os primeiros ônibus da Companhia Carris, tendo seus serviços interrompidos em 1956 e retomados somente em 1966. No mesmo período, os bondes continuaram circulando pelas ruas da capital e seguiram assim até 8 de março de 1970, data em que o último bonde percorreu as vias de Porto Alegre. Um ato solene foi realizado com a presença de autoridades locais e toda a população pôde viajar gratuitamente até às 20h30, quando o bonde foi recolhido ao depósito.

Ainda na década de 50 foi projetado o serviço de trólebus, espécie de ônibus alimentado por energia elétrica, que só entrou em operação em 1964. Somente duas linhas foram instaladas para auxiliar no transporte, Gasômetro e Menino Deus, e a extensão máxima da rede elétrica era de 10km. Em maio de 1969, o serviço foi desativado por problemas de adaptação voltaica da rede elétrica e porque os veículos apresentaram problemas recorrentes nos freios.

Nos trilhos do progresso

A partir de 1976 começou a ser idealizada uma empresa que, através de estudos desenvolvidos pelo GEIPOT (Grupo Executivo de Integração da Políticas de Transportes), da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes, justificou o projeto de um modal ferroviário baseando-se na redução do fluxo de veículos na BR-116, já saturada à época, e pela oferta à população de uma alternativa de transporte com baixo custo e com maior rapidez, segurança, conforto e capaz de absorver uma demanda prevista que poderia chegar aos 300 mil passageiros por dia.

Em 1980, através do Decreto nº 84.640, foi criada a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A., conhecida como Trensurb. Entre 1980 e 1985, foram realizadas as obras de implantação do sistema, com a construção da Linha 1. Para apresentar um modal que atendesse as necessidades de uma população que sofria com um trânsito congestionado, atravessamos o mundo e buscamos tecnologia japonesa. Um consórcio entre diversas empresas do Japão construiu os trens em solo nipônico e transportou-os até a capital gaúcha por meio de navios.

Em 1984, desembarcaram em Porto Alegre os 25 trens unidades elétricas Série 100. Em março de 1985, foi inaugurado o primeiro trecho, com 27 quilômetros de extensão e 15 estações, ligando Porto Alegre a Sapucaia do Sul, cruzando os municípios de Canoas e Esteio.

Em 1997, a Trensurb chegou à cidade de São Leopoldo, com a inauguração da Estação Unisinos, e, em 2000, foi aberta a Estação São Leopoldo. Em julho de 2012, começaram a operar comercialmente mais duas estações: Rio dos Sinos, também em São Leopoldo, e Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Em maio de 2014, iniciou-se a operação comercial em outras três estações no município hamburguense: Industrial/Tintas Killing, Fenac e Novo Hamburgo. Assim, a linha alcançou uma extensão de 43 quilômetros.

Em janeiro de 2011, o metrô gaúcho ultrapassou a marca de um bilhão de passageiros transportados, representando uma economia de mais de R$ 2,2 bilhões para a sociedade. Atualmente, transporta uma média diária de aproximadamente 200 mil usuários por dia útil. Com os novos trens da Série 200, dotados de climatização, sistema de comunicação multimídia e gasto energético 30% inferior aos veículos originais, o conforto e eficiência tendem a aumentar.

Dos 243 anos que Porto Alegre completa, nos orgulhamos de estar presentes nos últimos 30, atendendo a população com um índice de satisfação de 90,53% entre os usuários, muitos deles porto-alegrenses de nascimento e outros tantos que adotaram a cidade como seu lar.

Parabéns Porto Alegre! Feliz 243 anos! Que possamos manter essa parceria por muitos outros anos de história.

Inauguração da Linha 1

30 anos de histórias sobre os trilhos

Em 2015, no dia 2 de março, a Linha 1 da Trensurb completou a marca de 30 anos de inauguração. A ideia de uma empresa de transporte metroviário na região havia surgido muito tempo antes, em 1976, quando estudos desenvolvidos pelo Grupo Executivo de Integração de Políticas de Transportes da Empresa Brasileira de Planejamento de Transporte (GEIPOT) justificaram o projeto como uma alternativa para reduzir o fluxo de veículos na BR-116, que, naquela época, já era grande. A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. nasceu, então, em abril de 1980. Os trens iniciaram a operação comercial, porém, no dia 4 de março de 1985 – dois dias após a cerimônia de inauguração.

O papel fundamental da Trensurb é conectar Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Também ligados à empresa estão empregados que viram seu desenvolvimento e crescimento durante essas décadas de atendimento a população. Pessoas com vidas que se misturam com a história da empresa e podem contar um pouco dos acontecimentos dessas três décadas.

Para Valdinei Nascimento, ingressar na Trensurb era uma forma de estar em uma empresa com muitas inovações

Para Valdinei Nascimento, ingressar na Trensurb era uma forma de estar em uma empresa com muitas inovações

Em 1984, grandes navios chegaram a Porto Alegre, trazendo uma valiosa encomenda do oriente. Os 25 trens elétricos, comprados do Japão, desembarcaram na capital gaúcha e causaram grande curiosidade na população. Alguns dos funcionários que começaram a trabalhar na Trensurb chegaram à empresa justamente por essa curiosidade de estar em algo tão diferente para a época. Uma dessas pessoas é Valdinei Nascimento, na empresa há 31 anos. Anteriormente, ele trabalhava como estagiário de engenharia no Ministério de Educação e, por indicação, resolveu iniciar na Trensurb. “Falaram-me que era uma oportunidade de entrar em uma empresa que traria muitas inovações”, comenta.

No primeiro momento da operação comercial, os trens iam de Porto Alegre até Sapucaia do Sul, passando por Canoas e Esteio. Quando as estações foram abertas ao público, “muitas pessoas nunca tinham visto ou ouvido falar em trens, portanto aquilo causava certo medo nas pessoas”, declara Francisco Schreinert, na Trensurb também há 31 anos. Francisco entrou na empresa para participar de uma equipe que tratava das negociações para integrar as linhas de ônibus e o metrô. Esse serviço se iniciou na Estação Mathias Velho, de Canoas.

Quando os trens entraram em funcionamento, a curiosidade foi tamanha que algumas pessoas vinham das cidades do interior para a capital apenas para andar no novo veículo. Quem relembra é Eliani Pereira, que tem 31 anos de serviços prestados à Trensurb. Para ela, a Trensurb teve um papel fundamental. “Uma de minhas duas filhas nasceu com necessidades especiais. Ela passou, ao longo dos anos, por várias cirurgias e graças a Deus e ao plano de saúde que a empresa proporciona, que sempre foi muito bom, ela teve todos os recursos necessário para hoje ter uma vida saudável”, afirma.

Assim como a família de Eliani aumentou ao longo dos anos, a Trensurb expandiu seu alcance, e São Leopoldo viu o trem chegar em 1997, com a inauguração da Estação Unisinos. Três anos depois, a Estação São Leopoldo foi aberta ao público. Doze anos depois, a Trensurb chegou a Novo Hamburgo e, em 2014, foi concluída a expansão até o Centro do município, completando o projeto original da Linha 1.

Clésia

Clésia Vieira diz que ver os trens circulando nos primeiros testes era quase como assistir um filme

As ampliações da linha no decorrer desses 30 anos foram, na visão de Clésia Vieira – há 31 anos na Trensurb –, “uma injeção de ânimo para todos os funcionários e ver tantos projetos sendo concluídos foi empolgante; e, também, pensar que fizemos parte destes processos, cada um a sua maneira, renova a sensação de pertencimento, tão importante para qualquer funcionário”, diz. Clésia conta que, quando iniciou na Trensurb, a sede ficava ao lado da Estação Rodoviária, junto aos escritórios da Rede Ferroviária Federal. Naquela época, assim como agora, a empresa atraía profissionais devido à inovação que trouxe para a região. Então, cada etapa dos processos iniciais da empresa, desde a chegada dos trens, à colocação dos trilhos ou à abertura das estações “era um evento”. Clésia lembra que até os testes dos trens eram momentos incríveis de serem acompanhados. “Corríamos todos para a janela do prédio para ver as composições passando. Era como um filme”, comenta.

Enquanto os passageiros usam os trens para irem de uma cidade à outra, a Trensurb já levou seus empregados para lugares mais distantes. Muitos metroviários viajaram a trabalho para outros estados do Brasil. Paulo Vieira, há 31 anos na empresa, trabalhava como gestor de um contrato com o SENAI e isso fazia com que ele precisasse representar a Trensurb em diversas regiões. “Fomos para Brasília, Aracaju, Curitiba, Salvador”, lembra. Talvez conhecer diversos estados seja o sonho de muita gente, porém o de Paulo era outro: “Meu sonho sempre foi trabalhar em alguma empresa pública, então, quando consegui entrar na Trensurb, foi ter meu sonho realizado”.

Quando os novos empregados ingressavam na empresa, muitos não sabiam como trabalhar com o sistema metroviário. Portanto foram necessários vários treinamentos para cada um aprender o necessário. O jeito de ter essas aulas era indo a locais do país onde o metrô já estava implementado. Então os funcionários que chegaram foram enviados ao Rio de Janeiro, onde conheceram pela primeira vez um trem. Depois, foram a São Paulo para aprender a trabalhar com um sistema metroviário.

Assoprando as velinhas

No mês de março, a Trensurb promove uma série de eventos em comemoração aos 30 anos de operação. Hoje (4), foi a vez de um ato comemorativo na Estação Mercado, em Porto Alegre, com direito a inauguração da exposição fotográfica Trabalho da Noturna, de Carlos Latuff, na Galeria Mario Quintana. A mostra retrata o trabalho das equipes de manutenção noturna do metrô, cuja atuação é fundamental para garantir o funcionamento diário do sistema. Ao longo do mês, outras ações ocorrem em estações de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo.