O engenheiro campeão

Felipe Voelcker, de 37 anos, nascido e morador de Porto Alegre, é engenheiro civil no Setor de Via Permanente (Sevip) da Trensurb desde 2015. Graduou-se no segundo semestre de 2006 e resolveu empreender com um amigo no ramo imobiliário, onde atuou por seis anos. Após enfrentar dificuldades, decidiu prestar concurso público. Entre 2012 e 2013, ingressou em processos seletivos do Detran/RS e da Trensurb. Aprovado no Detran, trabalhou por lá durante quase dois anos. Ambientado e feliz, sequer pensava em sair. Curtia férias em Gramado quando foi chamado pela Trensurb e optou por voltar à capital para atender à convocação. Gostou do que viu e escutou na empresa e, então, resolveu encarar um novo desafio.

Em agosto de 2015, iniciou seu trabalho no Sevip. Teve uma passagem de três meses pelo Setor de Manutenção Predial até retornar à área onde atua hoje. O que mais gosta em sua rotina profissional é de não ficar preso a um computador, poder circular pela via, inspecioná-la e participar da manutenção dos trilhos. Seu principal objetivo na Trensurb é claro: “Deixar a via bem próxima de como era quando inaugurada. Olhamos as fotos, ouvimos relatos falando sobre como era impecável”. O engenheiro destaca que no Sevip existe muita união e entrosamento, o que facilita a execução das tarefas.

Extremamente competitivo, Felipe pratica vários esportes, como corrida, natação, remo e ciclismo. Durante a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da Trensurb, promovida em junho, atividades esportivas foram realizadas como forma de estimular hábitos saudáveis. E foi Felipe quem venceu a corrida da Sipat. Essa foi apenas uma de suas diversas vitórias, afinal, entre outras conquistas, já foi campeão sul-americano de remo, modalidade que praticava diariamente até 2006. Atualmente, tem como objetivo correr ultramaratonas (distâncias maiores que 42.195 metros) e utiliza inclusive o trajeto de casa até a empresa para treinar. No dia em que conversou conosco, Felipe correu 11 quilômetros até o trabalho, em um trajeto que levou cerca de 45 minutos.

Muito apegado à esposa e os dois filhos, o engenheiro conta que um dos motivos pelos quais o esporte é importante para ele é proporcionar momentos de reflexão e solidão: “Às vezes, com duas ou três horas de treino no remo, estava no meio do Rio Guaíba e era o tempo que utilizava para pensar, refletir sobre a vida, era minha ‘caixa do nada’. Sou muito envolvido com a minha família, ajudo muito, e não tenho tempo para mim, criança suga muita energia da gente. O tempo que tenho é quando estou correndo, remando, isolado das pessoas”.

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