O cérebro do metrô

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Controle Operacional (Secot).

Quem faz? Atualmente a equipe do Secot possui 33 membros, todos controladores operacionais. Destes, 29 empregados trabalham em regime de escalas de revezamento dentro do Centro de Controle Operacional (CCO), sendo cinco supervisores. Além deles, existem ainda outros sete empregados em treinamento, sendo três no CCO.

O que faz? O Secot é responsável pelo Centro de Controle Operacional, que monitora todas as demandas provenientes da operação dos trens. Entre suas diversas atribuições é possível destacar as principais funções de controle: acesso às áreas operacionais, da operação do sistema de monitoramento dos trens, do tráfego de trens, de limpeza de trens, de entrada e saída de trens na via, de acesso às pessoas portadoras de deficiência, de tráfego dos usuários nas estações e plataformas de embarque e da programação da manutenção dos veículos.

Segundo o chefe do setor, Jorge Venâncio da Silveira, os controladores podem ser considerados “gestores do sistema tentando fazer com que ele funcione sempre de forma adequada, mas, às vezes, isso não é possível”. Em relação às dificuldades, Venâncio acrescenta que “problemas sempre acontecem, sejam técnicos ou operacionais, e nosso trabalho é reduzir o impacto sobre os usuários”.

Como faz? Através do CCO, o Secot mantém um olhar atento sobre as atividades realizadas nas seis cidades por onde passam os trilhos da Linha 1. Em três turnos diários, de aproximadamente oito horas cada, equipes de controladores se revezam frente aos monitores e painéis que compilam todas as informações provenientes dos sistemas instalados na via. Todas as informações operacionais são centralizadas no Secot.

Tudo é observado através do Controle de Tráfego Centralizado (CTC) por meio de um painel sinóptico, sendo o primeiro desenvolvido pela Escola Politécnica da USP, em 1985. Em 2002, ocorreu a primeira atualização, realizada pela Alstom, e a mais recente modernização, a cargo da Siemens, foi concluída no ano passado. O painel sinóptico atual é formado por seis cubos retroprojetados DLP LED de 80 polegadas. Com o monitoramento dos dados é possível estabelecer padrões de funcionamento e falhas, facilitando a tomada e gerenciamento de decisões que possam interferir diretamente nas vidas dos usuários e empregados.

Onde fica? Localizado no prédio administrativo da Trensurb, no pátio da empresa, em Porto Alegre, no bairro Humaitá.

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