O bom filho a casa torna

A história de Ana Paula Pinheiro Almada na Trensurb começou meio “sem querer”. Ana graduou-se em História no IPA e, na época, sonhava em lecionar em universidades. Buscando preparar-se para essa atividade, cursou mestrado em Letras pela Universidade do Porto, em Portugal. Quando retornou ao Brasil, Ana Paula percebeu que a docência não era para ela e decidiu prosseguir nos estudos, mas com foco em concursos.

O objetivo era trabalhar em um banco, mas enquanto não era chamada, fez diversas provas e, em 2010, foi convocada pela Trensurb para trabalhar como agente metroviária, na operação de estações. Ana conta que foi uma “experiência incrível”, que durou pouco mais de um ano. Mesmo sendo muito feliz na empresa, não pensou duas vezes quando foi chamada pelo banco para o qual tinha prestado concurso.

A etapa de sua vida profissional dentro do banco não foi como Ana Paula esperava e ela decidiu ingressar no DAER, órgão em cujo processo seletivo também tinha sido aprovada. Mesmo com todas essas vivências no campo profissional, ela sentia falta do movimento, das pessoas e da energia que o trabalho na Trensurb proporcionavam. Então, decidiu que gostaria de voltar para a empresa e, em 2014, fez um novo concurso, para a função de agente da segurança metroviária.  Enquanto esperava ser convocada , tornou-se mãe da pequena Joana.

Ana retornou à empresa em 2017, “bem contente e faceira”, segundo ela, como integrante da primeira turma de novos seguranças que contratados à época. Conforma explica Ana, embora também atue para coibir e responder a ocorrências de delitos no metrô, a segurança metroviária tem função essencialmente operacional, de assistência aos usuários do trem, auxiliando deficientes visuais e pessoas com dificuldades de locomoção, por exemplo.

Sobre seus objetivos profissionais, Ana Paula, hoje com 34 anos, fala que quer se aposentar na Trensurb: “quero crescer dentro da empresa, crescer com ela, ir conforme o rumo que ela tomar ou a forma em que ela vá se desenvolvendo daqui para a frente, pretendo acompanhá-la”. Sobre o setor onde atua, Ana se diz muito bem acolhida e afirma ter uma boa relação com seus colegas, tanto os que começaram com ela, quanto os mais experientes.

A metroviária afirma que sua paixão é a sua família. Quando não está na Trensurb, é a ela que mais dedica seu tempo. Deixa aflorar seu lado professora para fazer atividades com a filha e também adora os churrascos com a família do marido. Em seus momentos sozinha, como historiadora que é, segue com muitas leituras e não dispensa um bom filme. Também faz serviços manuais e, junto com a cunhada, realiza a decoração de festas, fazendo trabalhos em biscuit e montando todos os adereços manualmente. Ana ainda sonha em levar a filha para passeios que fez enquanto morou na Europa e conta que foi durante esse ano que passou fora que descobriu sua paixão por pessoas: “Acho que foi nesse momento, na verdade, que despertou em mim a paixão de como é interessante lidarmos com pessoas diferentes, como é interessante conversarmos com elas, mesmo que discordem, mesmo que não vivam nossa realidade, enfim, eu acho isso engrandecedor”. Ana Paula, uma apaixonada por seu trabalho e por pessoas, pretende seguir com um sorriso no rosto, fazendo seu serviço da melhor forma possível e sempre auxiliando os usuários da Trensurb.

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