Metroviária, fotógrafa e motociclista

Lorilene Kopplin Dal’Ago, controladora operacional da Trensurb, é natural de Canoas e mãe de dois filhos, Cassiano, de 23 anos, e Indianara, de 18. Lorilene, ou Lori, como é conhecida na empresa, trabalha no Centro de Controle Operacional, o CCO, monitorando, auxiliando e controlando todo o tráfego nas ferrovias. Sua função é controlar a movimentação de trens no pátio, nas vias, supervisionar as manutenções durante a noite, observar a iluminação da via e tudo mais que corresponda à área operacional.

Na Trensurb há 31 anos, Lorilene passou por diversos setores dentro da empresa. Antes de trabalhar no CCO, atuou como operadora de trens durante 12 anos. “Era bem legal trabalhar nos trens, ao menos conseguia ver o dia passando, já aqui dentro, quando vemos já é quase noite”, conta. Apesar de gostar de operar os veículos, Lori afirma que, dentre todos os setores que passou, o CCO é o que mais combina com ela: “Passei por muitos setores, mas penso que nesses quase cinco anos que estou aqui, estou gostando mais do atual, acho que combina mais comigo”. Por mais que seja um setor tranquilo, segundo ela, quem trabalha no CCO “precisar ter quatro ou cinco ouvidos, seis ou sete mãos e uns dez olhos, afinal, quando acontece alguma emergência, precisamos estar preparados e, acima de tudo, atentos”.

Lori fala também de suas paixões: motos e fotografia. Adepta da vida sobre duas rodas, ela participa de um clube de motociclistas na capital gaúcha. “Lá no grupo, faço parte da diretoria e também sou a fotógrafa oficial em todos os passeios, jantas e viagens”, relata. Mas para quem pensa que a fotografia é apenas um hobby, Lorilene conta que estudou o assunto e tinha a intenção de continuar na área. “Fiz alguns cursos de fotografia e, no princípio, a ideia era investir na profissão. Porém, pelo fato das escalas e da falta de tempo, acabei ficando mais no hobby, mas esporadicamente faço alguns eventos”, afirma.

Ela e seu marido, Álvaro Dal’Ago, que também trabalha na Trensurb, possuem uma Harley-Davidson – moto que, há apenas um ano com o casal, já viajou diversas vezes, inclusive para o Uruguai. “Já viajamos para vários lugares, dentre eles, fomos para a Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina e, por último, para o Uruguai, onde nós e mais um casal rumamos até Colônia de Sacramento, de moto, só para passear, já que ainda tínhamos mais dez dias de férias”, conta Lori. Quando questionada sobre o que vai fazer em sua aposentadoria, sua resposta é categórica: “antes de tudo, descansar, depois vejo o que vou fazer”.

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