Estagiária premiada!

Estagiária da Ouvidoria da Trensurb, Luana de Oliveira tem 27 anos e cursa o sétimo semestre da graduação em Jornalismo da UniRitter. Recentemente, junto de sua colega Marjorie Paula, ela conquistou o prêmio Expocom – Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação na categoria charge/caricatura/ilustração. A Expocom é uma exposição e um prêmio destinado aos melhores trabalhos experimentais produzidos por estudantes no campo da comunicação, organizado pela Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. A premiação foi entregue no último dia do 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado pela Intercom na Universidade Federal do Pará, em Belém, entre 2 e 7 de setembro.

O trabalho inscrito por Luana e Marjorie foi um artigo produzido a respeito de uma ilustração (reproduzida ao lado) feita por Fernando Siqueira, estudante de Publicidade e Propaganda na UniRitter. Fernando criou a obra para acompanhar uma reportagem de autoria de Luana e Marjorie, desenvolvida na disciplina de Grandes Reportagens e publicada na terceira edição da Revista Dossiê. A matéria trata da Operação Condor, ação coordenada entre os regimes militares de países sul-americanos, iniciada nos anos 1970 com o objetivo de reprimir e eliminar opositores. A ilustração contextualizou e ajudou a contar a história junto à reportagem, que foi produzida a partir de entrevistas com historiadores e sobreviventes da Operação. De acordo com o artigo submetido à Expocom, a imagem contou com elementos semióticos que simbolizam a perseguição, a vigilância, a frieza dos comandantes, a violência e o luto pelas vítimas. Conforme o resumo do trabalho: “O objetivo da imagem a ser ilustrada é ser clara, direta e bem literal, a mostrar o Condor como a ave que ela realmente é, gigante, imponente e assustadora. Ao transformar em ilustração, demonstra-se que a ave da Operação Condor não nos devora com a boca e sim com sua rede de vigilância, com seus olhos de câmera. E a caça que seria devorada são as pessoas vítimas dessa atrocidade, jogadas ao chão em seu último momento de vida”.

Sobre o momento em que soube que havia vencido o prêmio, durante a cerimônia da Expocom, Luana afirma: “Senti uma emoção que mal posso descrever”. Anteriormente, ela e seus colegas haviam vencido a etapa regional da Expocom e a estagiária já se sentia uma vencedora. “Retratar um tempo sombrio como o da ditadura militar e fazer ciência teve seu reconhecimento merecido”, afirma. “Não se pode fechar os olhos para um tema tão presente em nossa realidade atual”, completa Luana.

Em Belém para o congresso nacional, a estagiária ainda pôde aproveitar um pouco da cidade e a viagem superou suas expectativas. Foi uma “experiência incrível”, como ela mesma define, dizendo também que pretende voltar um dia. “Uma das melhores coisas que me aconteceu nessa viagem foi ter conhecido parte da Amazônia”, conta. “Poder ver de perto como vive parte da população ribeirinha foi algo que me emocionou muito”.

Antes de ter seu trabalho premiado na Expocom, Luana já havia conquistado, em duas ocasiões, outro reconhecimento acadêmico, oferecido pela UniRitter: o Prêmio Inquieto de Jornalismo Universitário. Em 2017, ela venceu na categoria de fotorreportagem ao abordar a situação de extrema pobreza dos moradores da Vila Conquista, comunidade localizada no município de Cachoeirinha. Em 2018, ela voltou a ser premiada na categoria de fotorreportagem, dessa vez, ficando em segundo lugar pela cobertura de uma manifestação popular. No mesmo ano, conquistou a primeira colocação na categoria de jornalismo impresso, com uma reportagem sobre tráfico de pessoas, publicada no jornal universitário UniPautas.

Apaixonada pelo jornalismo impresso, a estagiária pretende seguir sua carreira no jornalismo literário e escrever livros-reportagem. “Amo ser repórter”, afirma. “Para mim, trabalhar dentro da comunicação, na parte da Ouvidoria da Trensurb, tem o seu valor, pois, ao mesmo tempo em que reportamos as notícias nas redes sociais aos usuários, também trabalhamos de forma a ajudá-los em qualquer questão que esteja ao nosso alcance”, declara ela sobre seu estágio. “Uma das coisas que mais me deixa animada, é estar trabalhando em parceria com a Gecin [Gerência de Comunicação Integrada da Trensurb] na produção de notícias para o informativo [interno], site ou blog. Contar histórias, para mim, através da palavra escrita, é transcrever toda minha sensibilidade e empatia dentro do factual, de uma literatura da vida real”, completa.

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