Lucas Quadros (18)

Engenheiro, músico e artesão

Lucas Rodrigues Protti, de 32 anos, trabalha como engenheiro eletricista na Coordenação de Desenvolvimento de Projetos, Estudos e Pesquisas (CDP) da tecnologia aeromóvel. Na Trensurb desde julho de 2015, ele pretende continuar na empresa até sua aposentadoria. Isso porque, de acordo com Lucas, atuar em uma organização onde o foco não é o lucro, mas ajudar as pessoas o faz “dormir tranquilo à noite”. Atualmente, o engenheiro mora em Porto Alegre com sua namorada e o gato de estimação.

Uma das suas grandes paixões é a música. Foi ela inclusive que o motivou a iniciar seus estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde obteve a formação em engenharia. “Entrei na faculdade com a ideia de fazer um amplificador de guitarra.” No final do curso, o trabalho de conclusão foi o amplificador. “Cheguei para apresentar o projeto aos professores e toquei a guitarra o mais alto possível. Eu tinha 30 minutos para enlouquece-los em troca dos oito anos que eles ficaram me enlouquecendo”, brinca.

Lucas foi guitarrista da banda de rock Superguidis entre 2002 e 2011. “Mas eu resolvi sair dessa vida de música, porque eu não gostava muito da rotina de viajar para diversas cidades e fazer shows”, comenta. Entretanto ele não desistiu de fazer música, buscando aprender a tocar os mais diversos instrumentos: guitarra, baixo, bateria, viola caipira, piano e até o didjeridu – instrumento de sopro dos aborígenes australianos semelhante a uma grande flauta.

Assim como o amplificador, o instrumento de origem australiana foi feito pelo engenheiro, mais uma prova de sua outra paixão: criar. Outro artefato produzido por ele foi sua bicicleta, confeccionada com peças de bambu e de bicicletas convencionais. “Como as peças são coladas com resina vegetal, o dano ao meio ambiente é praticamente zero. Além disso, o bambu absorve o impacto da estrada, tornando o passeio com ela bem mais fácil”, explica.

E os projetos criativos de Lucas não param por aí: ele está aprendendo a costurar para fazer suas próprias roupas. “Pago menos por elas e ainda tenho certeza de que não foi utilizado trabalho escravo para fazê-las”. A primeira peça foi uma calça que, segundo o engenheiro, ficou um pouco torta. Mas é assim que ele gosta: “Como é feita por uma pessoa, tu consegues ver a diferença entre ela e as roupas vindas das fábricas, porém o bom é isso: notar a mão do artesão na peça costurada”.

Recentemente, Lucas foi nomeado membro do Comitê de Gestão Ambiental da Trensurb. Ele conta que a oportunidade, além de aproximá-lo de mais colegas da empresa, será útil para trabalhar de forma diferenciada as questões ambientais. “Buscaremos ser criativos para utilizar a menor quantidade de investimento possível buscando conscientizar os funcionários no que se refere ao meio ambiente”.

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