Churrasco, futebol e música

“Há uns 18 anos, eu e uns colegas iniciamos o ‘clube dos 25’ e, desde então, nos encontramos para jogar bola e fazer um churrasquinho todas as quintas-feiras após o trabalho”, conta João Alberto Bessestil, de 55 anos – destes, 31 são de trabalho na Trensurb. Atualmente, trabalha na área administrativa do Setor de Sinalização (Sesin), mas conta já ter atuado em diversos setores. “Lembro de até ter cadastrado novos funcionários com aquelas máquinas de escrever”, conta.

Outra atividade exercida por João, uma das mais prazerosas pra ele, é a de assador de carne. Devido a uma lesão na perna, ele não consegue mais jogar futebol no “clube dos 25” – o nome vem do número original de participantes, que hoje já passa dos 30. Ao invés de largar os encontros com os amigos, passou a atuar mais próximo da churrasqueira. “Não só durante os jogos. Já teve gente aqui da empresa que me convidou para assar. Teve dias que fiz churrasco duas vezes, de dia e de noite”, fala, orgulhoso, aos risos.

O futebol não o acompanha só no grupo de amigos, em casa, também: ele diz ser fanático pelo Internacional, time do coração. “Não sou sócio por causa dos meus filhos, que são fanáticos e, se eu me associasse, teria que fazer o mesmo por eles e acabaria sendo muito caro”, afirma. A solução encontrada foi contratar um serviço de televisão por assinatura. “Mas vou ao estádio sempre que posso”, destaca.

Pai de um casal – Carol, de 23 anos, e João, de 15 -, o metroviário recorda das lições dadas pelos filhos, principalmente pela garota. Após os almoços, quando pedem só para ela ajudar em casa, a lavar a louça e a arrumar a cozinha, Carol já questionou o porquê de apenas ela ter que ajudar enquanto seu irmão não faz nada. “Ela fala bastante de igualdade e acho que ela está certa. Se queremos um mundo mais igualitário, temos que começar em casa”, afirma João Alberto.

“Lembrei de outra história deles. Quando os amigos vão em casa para um churrasco, uma festinha”, conta, sobre os encontros dos filhos, “sempre começam botando uma música que dizem adorar, mas, no fim da noite, acabam ouvindo até Sidney Magal”, completa aos risos. Em relação ao seu gosto musical, diz ser eclético – ouve do rock à música nativista. “Não vai me ver comprando um CD de samba, mas, se tocar na festa onde eu estiver, não vou deixar de me divertir”.

Mas o sonho relatado por ele remete aos personagens típicos de histórias ligadas ao universo do rock’n’roll: “Já contei pra Rosi, a minha mulher: qualquer dia compro uma moto, faço umas tatuagens e saímos viajando por ai”.

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