Antologia Digital da Poesia Gaúcha: Cristina Macedo

Por meio do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos (EMLsT), a Trensurb está desenvolvendo o projeto Antologia Digital da Poesia Gaúcha, buscando levar mais cultura ao cotidiano da comunidade. Nesta semana, o projeto lança quatro vídeos com poemas declamados pela escritora Cristina Macedo, todos de sua autoria – LuaAindaCrueldade Náusea. Clique aqui para conferir.

Nessa primeira fase, a Antologia promove a veiculação quinzenal de vídeos curtos de poetas declamando poesias, nas redes sociais e nos monitores do Canal Você (presentes em trens e estações). O projeto tem apoio da Academia Rio-Grandense de Letras, do Instituto Estadual do Livro e do Canal Você.

Nascida em Santa Maria, Cristina Macedo é escritora, poeta, tradutora, mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela UFRGS e membro da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Em 2015, lançou seu livro solo de poesia, do arrebatamento. É idealizadora e apresentadora do Sarau Literário Zona Sul, realizado em Porto Alegre, e, há três anos, lê poesia todos os sábados no Momento IEL, do Instituto Estadual do Livro, na Rádio FM Cultura. Confira a seguir a entrevista que fizemos com ela a respeito da participação no projeto e de sua trajetória na literatura.

Como avalias o projeto da Antologia Digital da Poesia Gaúcha?

Cristina – É uma iniciativa excelente da Trensurb para divulgação da poesia feita por nós, gaúchos.

O que pensas de fazer parte do projeto?

Cristina – Estou feliz por fazer parte deste projeto. Parabéns à Trensurb! Precisamos espalhar poesia, a arte é bálsamo que atenua dores e transcende o cotidiano.

Qual impacto acreditas que a Antologia terá nos usuários do metrô?

Cristina – Creio que ler poesia ou escutar poesia faz bem ao leitor/ouvinte; traz emoção, conhecimento, desperta significados, acrescenta qualidade ao dia-a-dia apressado e corriqueiro. No momento em que convivemos com essa terrível pandemia, parece-me que a arte se revela mais claramente fundamental.

Como se deu a tua trajetória na literatura?

Cristina – Sempre tive ligação com Letras, meu curso na graduação. O mestrado foi dedicado a Literaturas de Língua Portuguesa, com dissertação sobre a personagem feminina em O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo. Há cerca de vinte anos, comecei a escrever contos e traduzir poesia, como o livro Ariel, da norte-americana Sylvia Plath, publicado em 2007, que já tem várias edições. A tradução foi uma parceria com o poeta paranaense Rodrigo Garcia Lopes. Finalmente, depois de criar o Sarau Literário Zona Sul, em Porto Alegre, e receber incontáveis poetas gaúchos e nacionais para discutir e ler poesia, senti a necessidade de escrever meus próprios poemas. Meu livro solo do arrebatamento foi lançado em 2015 e neste ano de 2020 teve sua primeira reimpressão.

O que motivou a escolha dos poemas para os vídeos? O que esses poemas significam para ti?

Cristina – A maioria dos meus poemas tem um eu lírico apaixonado e arrebatado pelo amor, daí o título do meu livro, do arrebatamento. Três dos poemas trazem esta declaração de amor, como LUA, AINDA e CRUELDADE. Um quarto poema que apresento é NÁUSEA, que fala de cansaços, premências, vertigens que são, ao fim e ao cabo, sentimentos e sensações inescapáveis. Espero que as pessoas gostem!

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