A força da mulher metroviária

A Trensurb conta, hoje, com 287 mulheres entre empregadas, estagiárias e aprendizes. Dessas, 21 ocupam cargos de gestão. Entre elas, uma diretora: Maria Cecilia Brum, primeira mulher a assumir um cargo de direção na empresa. Contadora formada pela UFSM, mestre em ciências contábeis pela Unisinos, empregada da Trensurb desde novembro de 2011, ex-gerente de Orçamento e Finanças, ela assumiu a Diretoria de Administração e Finanças em dezembro de 2016. Como muitas mulheres ao longo dos anos, ao redor do mundo, chegou a uma posição antes ocupada somente por homens. Isso só foi possível por causa da luta de muitas mulheres que vieram antes dela, uma luta por igualdade, que segue até hoje. E essa luta é o que se comemora neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Das 287 metroviárias, 32 atuam no Setor de Tráfego da Trensurb. A pioneira entre elas foi Rubia Barros. Há 32 anos, a Trensurb preparava-se para sua viagem inaugural. Entre os diversos possíveis operadores para essa que viria ser a primeira jornada de muitas, quem estava no comando da composição era Rubia. Naquele momento, ela se tornava a primeira mulher a conduzir um trem no país. Hoje, aposentada, ela tem 62 anos de idade, metade dos quais dedicados ao trabalho na Trensurb.

Maria Cecilia e Rubia foram, cada uma a seu modo e a seu tempo, pioneiras. Mas a Trensurb – e a sociedade – também devem muito à força de todas as 287 mulheres que atuam hoje na empresa – e daquelas que as antecederam ao longo dos anos.

Busca pela igualdade

Sistematicamente, a Trensurb participa de campanhas e atividades pela igualdade de gênero e o fim da violência contra as mulheres. Em 2013, a empresa formou um grupo de trabalho com o objetivo de discutir e expandir, em seu ambiente, a promoção da igualdade de gênero e a prevenção e o combate a todas as formas de violência contra as mulheres.

No mesmo ano, a estatal aderiu ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça (Proger), iniciativa do governo federal que busca promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres, e diferentes raças e etnias por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e nas culturas organizacionais. Em dezembro de 2015, a Trensurb foi uma das 68 instituições a receber o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, na quinta edição do reconhecimento, concedido a organizações que adotaram práticas de igualdade de gênero e raça de forma sistemática.

Programação especial
Ilustração por Fabiane Langona
Celebrando a luta das mulheres, a empresa conta com programação especial ao longo do mês de março. Nesta quarta-feira, o Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, na Estação Mercado, recebe a exposição Algumas Mulheres do Mundo, da cartunista gaúcha Fabiane Langona, a Chiquinha. A mostra, em cartaz até 28 de abril, conta com alguns dos quase 200 cartuns e quadrinhos publicados originalmente na internet e reunidos em livro homônimo. A obra retrata de forma bem-humorada os clichês do “universo feminino”, desconstruindo os arquétipos da mulher perfeita. Agora, desdobra-se em exposição e oficina como parte da programação do 5º Sesc Mulher, iniciativa do Sesc-RS.

No dia 14, a comissão interna do Proger, em parceria com a associação de Serviço de Paz (Serpaz), promove o seminário Transformar para paz – mulher e música, uma construção de gênero. A atividade para o público interno terá apresentação da painelista Luciane Linck, filósofa e diretora da escola de música Luarte. A comissão do Proger também está programando para a próxima semana um “aulão” de defesa pessoal para as mulheres metroviárias.

No dia 17, começa a temporada 2017 do Sexta Curta Trensurb, que traz curtas-metragens ao público interno às sextas-feiras. Nos meses de março e abril, o projeto contará com a mostra especial Mulheres na direção.

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