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TURMA DE MONITORAS RECEBE CERTIFICADOS EM NOVO HAMBURGO DO PROJETO DA TRENSURB "FUXICANDO NA COMUNIDADE"

28.11.2008

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Com entrega de certificados, a segunda edição do Projeto Fuxicando na Comunidade teve encerramento nesta sexta-feira, 28, às 15h. com uma comemoração no local onde foram realizadas as aulas, em Novo Hamburgo.


O Projeto da Trensurb Fuxicando na Comunidade, que teve sua segunda edição realizada em Novo Hamburgo, foi concluído nesta sexta-feira, 28, com a entrega de certificados de participação para os 15 alunos que se formaram. Eles realizaram uma pequena comemoração, preparada por eles próprios, com comida e bebida, e um amigo secreto improvisado com os materiais produzidos, que foram expostos no local, na Secretaria da Cidadania e Assistência Social de Novo Hamburgo, às 15h. Do dia 3 ao dia 26 de dezembro, os artesanatos produzidos estarão à venda na Estação São Leopoldo. As aulas tiveram a duração de três meses e foram dadas às terças e sextas-feiras, às 14h30min, pela professora Maria Elizabeth di Pietro, madrinha da Campanha do Agasalho 2008 da empresa e presidente da Associação Voluntárias Maria José, de Esteio. Ela ensinou a fazer fuxico a partir de roupas inservíveis doadas à Campanha, além de outras técnicas de artesanato. A voluntária disse, na cerimônia de encerramento, que "é uma grande satisfação ver essa mesa de fuxicos colorida, bonita, ver que todo mundo se esforçou. Nós vamos mandar fazer a carteirinha de artesão para todos que fizeram o curso. Artesão pode não ficar rico, mas constrói amizades, avança junto".

O curso realizado em Novo Hamburgo foi diferente do que aconteceu na Vila Justo, Bairro Santa Teresa, em São Leopoldo, pois preparou instrutoras, que vão levar o curso para os bairros, mas teve outra novidade: não se inscreveram apenas alunas. João dos Reis encontrou um anúncio no mural do Centro da Cidadania sobre o projeto e se interessou. "Sempre gostei desse tipo de trabalho, tanto que eu faço tapeçaria com linhas de algodão e trançados na aba das colchas. Já tinha visto alguns fuxicos e achei bonito", conta o aluno, que, por motivos de saúde, não pode trabalhar. Ele acrescenta que "para ocupar o tempo, sou voluntário em uma igreja, ajudo crianças carentes. Tenho vontade de levar esse aprendizado para elas. Outras empresas deveriam tomar iniciativas como esse projeto, porque, além de possibilitar uma nova fonte de trabalho e renda, gera a integração na comunidade".

A aposentada Alminda Borges dos Santos Duarte soube do Projeto Fuxicando na Comunidade quando ele já havia começado, e, por isso, participou apenas de dois meses das atividades. "Esse curso foi muito bom, porque, mesmo que a gente já soubesse alguma coisa de artesanato, aprendemos a fazer o que não sabíamos", afirma. Ela confeccionou uma boneca, um Papai Noel, um sapo e um pano de prato com a estampa de sininhos. Sua colega no projeto, Maura Zimmermann, freqüentou desde o início: "Me inscrevi no último dia, sem a idéia de vender o que eu produzisse; só a de repassar o que eu aprendesse para as pessoas carentes que eu atendo no meu trabalho voluntário", diz Maura, que é voluntária na Associação do Bairro Santo Afonso, uma região de Novo Hamburgo com alto índice de pobreza. "Nós levamos atividades pra lá de tempos em tempos. É como uma terapia para eles, além de uma fonte de renda. A Trensurb já nos ajudou com isso, com dois ranchos, e foi extremamente importante", salienta. Antes do curso, ela nunca fizera fuxico, e descobriu que adora trabalhar com tecido.

Maria da Graça da Silva Abreu, coordenadora do projeto e funcionária do Setor de Relações Comunitárias (Serel), falou que "acaba o curso, mas não a vontade de ficarmos juntos e de construirmos coisas cada vez melhores". A chefe do Serel, Maria Christina Pinto, acrescentou: "O projeto nasceu pequeno lá no setor e dá muito orgulho de ver que ele toma proporções maiores. O importante, agora, é pensar na feira de Natal nas estações, que vocês vão participar", disse Maria Christina às formandas.

A diretora de Trabalho e Cidadania da Prefeitura de Novo Hamburgo, Ana Luiza Marques Abreu, representou a cidade no evento, e agradeceu ao projeto. "É uma oportunidade, um incentivo para as pessoas procurarem outras coisas", enfatiza. Os certificados foram entregues à professora Maria Elizabeth Di Pietro e aos alunos, junto com um diploma. Após, os formandos ofereceram presentes para a coordenadora Maria da Graça e ao filho que ela aguarda, e deram lembrancinhas à professora e à sua auxiliar, Dalva. Maria Christina também foi agraciada com um boneco em forma de boneco de neve.

O amigo secreto foi um momento de troca: a pessoa sorteada recebia uma criação artesanal de quem a sorteou, mostrando que os três meses de curso surtiram muito efeito no aprendizado das mulheres e de João. A turma demonstra união, e, depois dos sorteios, todos se divertiram e conversaram, comendo doces, salgados e refrigerantes que eles mesmos fizeram e trouxeram de suas casas.

VENDAS NA ESTAÇÃO SÃO LEOPOLDO - As duas turmas formadas no projeto, a de São Leopoldo e a de Novo Hamburgo, irão comercializar os produtos criados durante o curso entre os dias 3 e 26 de dezembro, numa Feira de Natal, na Estação São Leopoldo, pela manhã e à tarde. O fuxico, também conhecido como patchwork, tem sua criação associada à cultura africana dos escravos que vieram para o Brasil, além da própria diversidade cultural existente em nosso País. Esse tipo de artesanato se constitui em um pequeno círculo com suas extremidades costuradas e franzidas, que podem ser usados na confecção de pequenos enfeites e adereços, ou de grandes peças, como colchas e cobertores, e, hoje, com a customização feita em roupas, passou a ser ainda mais valorizado. Maria Christina disse que "a intenção desse tipo de ensinamento é promover uma atividade auto-sustentável às comunidades de baixa-renda que estão próximas das estações Trensurb, proporcionando uma nova fonte de trabalho e renda às famílias".

Fotos: Emílio Martins, da Trensurb

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