Uma visita especial

Thiago Gonsalves tem 34 anos, um a mais que o metrô operado pela Trensurb, e, desde pequeno, acompanha com interesse a evolução da empresa. Ele convive com o transtorno do espectro autista, mais conhecido como autismo. Durante uma visita no dia de ontem (12), ele pôde conhecer um pouco mais sobre a rotina e o funcionamento do sistema metroferroviário que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo.

Sua viagem partiu da Estação Esteio, na cidade onde mora, até a Estação Aeroporto, onde ficam o pátio e a sede administrativa da Trensurb. Durante o caminho, ele acompanhou atento o movimento das pessoas no vai e vem das estações e as paisagens por entre as três cidades percorridas de trem.

Acompanhado da mãe e da terapeuta, Thiago observou com atenção as explicações dos empregados da Trensurb sobre o funcionamento dos sistemas do Centro de Controle Operacional, com todas as suas câmeras e monitores. Ele também realizou um passeio no aeromóvel, aprendeu sobre a manutenção dos trens e, até mesmo, como se pilota um trem série 100. Tudo isso sob a orientação dos nossos colegas metroviários.

A mãe de Thiago, Ana, conta que, desde pequeno, ele tem interesse pelos trens, que adora viajar no metrô e tinha o sonho de conhecer o estacionamento onde ficam as composições. Segundo ela, a visita representou uma oportunidade para o filho conhecer um mundo ao qual nem sempre se tem acesso, além de lhe proporcionar a sensação de vê-lo mais incluído.

Camila Nobre, terapeuta ocupacional de Thiago, que o acompanhou na visita, destaca que foi uma oportunidade para conscientizar tanto ele quanto a empresa sobre a importância da inclusão das pessoas autistas no sistema metroviário. “A visita foi para mostrar tanto para ele que tem que ter acesso, mas também para a empresa poder fazer esse vínculo de mostrar que também precisa ter um cuidado especial com esse público, que também merece atenção”, explica Camila.

Conforme a terapeuta, apesar de Thiago não se expressar através da fala, sua alegria com a visita podia ser percebida: “Mesmo ele não esboçando, nós que convivemos, que trabalhamos com isso, conseguimos perceber os trejeitos, as características de corpo, o olhar de felicidade”.

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