Foto: Arquivo Trensurb

Um quiosque entre cidades, um coração entre paixões

Foto: Arquivo Trensurb

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Quem desce na Estação Luís Pasteur acaba sempre cruzando pelo quiosque do Osvaldo Santos. Isso porque a loja fica na passarela, em frente à entrada da estação. Conhecida ou desconhecida, a pessoa logo é atendida com animação e sorriso no rosto pelo vendedor. É pelo balcão que ele as idas e vindas das pessoas que circulam pelos carros da Trensurb e acompanha o dia a dia de duas cidades ao mesmo tempo – curiosamente seu quiosque fica na divisa das cidades de Sapucaia do Sul e Esteio. “Quando tem feriado em Sapucaia, sou obrigado a trabalhar porque não é feriado em Esteio e vice-versa”, brinca.  Mas esta não é a única dualidade na vida dele.

Osvaldo morava em Capão da Canoa, onde trabalhava em um supermercado. Há cerca de um ano e meio seu pai, dono do quiosque, teve um problema cardíaco, o que o levou a repassar o negócio para o filho. Quer dizer, nem tanto: “Hoje eu trabalho aqui para meu pai. De vez em quando ele me pergunta como está o movimento, quer saber como andam as coisas… Ele fica em cima mesmo”, conta. O vendedor deixou a brisa da praia e veio com a mulher e a filha para Sapucaia. “Da praia eu não tenho saudades. Sinto falta mesmo é dos amigos que ficaram por lá. Agora a saudade a gente mata pelo Facebook”, explica.

No lugar dos amigos que ficaram no litoral, surgiram os amigos que circulam diariamente na estação. É possível perceber isso pelos muitos cumprimentos que Osvaldo recebeu durante a entrevista. “Às vezes as pessoas estão com a cara amarrada, tão de mal com a vida, e tudo que querem ouvir é um ‘bom dia’. Aí você vai criando o hábito que antes não existia, e elas vão ficando mais leves”, conta.

Foto: Arquivo Trensurb

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Para o vendedor, pontualidade é a alma do negócio. “Tem gente que sai de casa em cima da hora, atrasado para pegar o trem, contanto que vai chegar aqui e fazer um lanche ou tomar um cafezinho antes de embarcar. Pra essa pessoa eu não posso falhar. Eu tenho que me garantir aqui para ela poder garantir o dela”, explica Osvaldo, que trabalha das seis da manhã às seis da tarde.

Além de o quiosque estar na divisa de duas cidades, o seu coração é dividido entre duas paixões: o comércio e a arbitragem. “Eu atuo como árbitro de campo desde jovem. Meu sonho era ser jogador de futebol, mas eu sofri um acidente onde quase perdi a perna. Depois de recuperado, os joelhos estouraram. Aí me encontrei na arbitragem. É lindo ir para uma cidade do interior para apitar um jogo, porque não tem briga, não tem xingamento. O espetáculo é o jogo e a arbitragem. Agora, chegando quase aos 45 anos, eu estou fazendo o curso para virar árbitro de futebol de salão”.

Se Osvaldo tivesse que escolher entre os cartões do campo e os produtos do quiosque, ele não pensa duas vezes: “Eu ficaria com os dois. Por que eu gosto dos dois. Eu aprendi com minha mãe que a gente tem que fazer as coisas como se fosse a primeira, a única e a última vez. Este é o segredo para se fazer um bom trabalho, além de fazer o que se gosta”.

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Aeromovel é inaugurado em Porto Alegre

“Ele é silencioso, rápido e não polui o meio-ambiente”. Esta foi a declaração dada por uma das primeiras passageiras do Aeromovel, inaugurado no último sábado, dia 10, em Porto Alegre. Por acaso, a passageira que deu esta declaração foi a presidente da República, Dilma Rousseff, que esteve presente na cerimônia e ressaltou as qualidades do veículo em seu discurso.

“O Aeromovel é uma tecnologia 100% nacional e que carrega todas as características da sustentabilidade, tornando-se uma alternativa econômica e de qualidade para aprimorar os serviços de mobilidade urbana pelo país”, afirmou a presidente.

Foto: Arquivo Trensurb

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A tecnologia desenvolvida por Oskar Coester, nos anos 70, utiliza a propulsão do ar para mover os carros, que não são motorizados, até o seu destino.  Hoje ela interliga a Estação Aeroporto da Trensurb ao terceiro andar do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O veículo, com capacidade de 150 passageiros, percorre o trajeto de pouco menos de um quilômetro em uma viagem suave que leva dois minutos.

Durante seu discurso, a presidente Dilma afirmou que parte dos investimentos do PAC Mobilidade Urbana serão aplicados na construção de outras linhas de Aeromovel, citando o projeto de expansão em Canoas como uma de suas prioridades.

Foto: Arquivo Trensurb

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Nos próximos 90 dias, o Aeromovel opera em sistema assistido durante os dias úteis, das 10h às 16h. Até o fim deste período, um segundo veículo com capacidade para 300 passageiros será integrado ao serviço. Para dar uma volta nele é só pegar o trem, descer na Estação Aeroporto e embarcar no veículo sem custo algum.

Quem vem do Aeroporto precisa adquirir a passagem da linha do metrô (R$ 1,70) para pegar o Aeromovel rumo à estação.