O metroviário que ajudou a construir a Trensurb

Luiz Alberto Silva Bastos, 62 anos, é natural de Bagé e trabalha há 34 anos na Trensurb. Hoje, atua no Setor de Sinalização, no turno da noite, fazendo a manutenção das câmeras de segurança. Ele saiu da cidade natal em busca de oportunidades e encontrou na Trensurb a chance de crescimento profissional: “Vim pra Porto Alegre porque Bagé é uma cidade da fronteira onde o emprego era meio complicado, então, em 1978, fui pra Rio Grande e de lá vim pra Porto Alegre, onde ingressei na Trensurb”. Luiz conta com orgulho que, em 1984, aos 28 anos, foi aprovado no processo seletivo da empresa.

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A Trensurb não para, nem no Réveillon

O ano aproxima-se do fim. Chega o momento de refletir sobre os acontecimentos dos últimos 12 meses, fazer o balanço dos pontos positivos e negativos e também de se preparar para as festas. Há quem goste de pular sete ondas na virada de ano, quem se arrume com as melhores roupas para ficar sentado na sala e quem prefira o arroz com uva passa na ceia natalina. Mas a grande maioria concorda: é tempo de celebrar.

Para os metroviários, não é diferente. Porém, como parte dos setores operacionais da Trensurb funciona ininterruptamente, é necessário que se faça uma escala de empregados para manter o funcionamento durante as noites de 24 e 31 de dezembro. Mas isso não faz com que que as festividades passem em branco.

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Foto por Marco Prass (10)

Profissionais do Setor de Energia realizam manutenções noturnas diárias assegurando o funcionamento do sistema

Todos os dias, cerca de 200 mil pessoas utilizam o metrô gaúcho para deslocarem-se entre os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Contudo, muitas vezes, os usuários do metrô não imaginam a quantidade de profissionais que atuam durante a noite para que o serviço possa funcionar normalmente no próximo dia.
Os trabalhos, na maioria de manutenção preventiva e corretiva, são realizados durante todas as madrugadas, de segunda a segunda. Ao todo, mais de 100 funcionários trabalham à noite nos setores responsáveis por manutenção leve de trens, de rede aérea, de via permanente e de sinalização, além das áreas de segurança, de tráfego, nas estações, na limpeza e no centro de controle operacional.

O Setor de Energia

Indispensável para assegurar a tração dos trens, o Setor de Energia (Senerg) garante a distribuição de todo o fornecimento energético da Trensurb, desde suas edificações no pátio administrativo da empresa – oficinas, estações de trabalho, equipamentos, refeitório, etc. – até as estações do metrô e toda a Linha 1 da Trensurb.

De acordo com o chefe do setor, Vinícius Nunes, os serviços de manutenção noturna do Senerg são vitais para a continuidade do funcionamento dos trens e outras instalações auxiliares. “Nossa programação prévia e o correto planejamento são de grande importância, pois as atividades devem ser concluídas em um período de três horas e meia”, pontua Vinícius.

Os principais trabalhos desempenhados pelas equipes de manutenção do Senerg no período noturno são os de manutenção preventiva e programada, e em equipamentos que só estão disponíveis para a manutenção durante a madrugada, pois devem permanecer em operação durante o dia. Entre as atividades realizadas pelos funcionários do Senerg, estão:

· manutenção na rede aérea de tração (conjunto de equipamentos que distribuem a energia elétrica para a movimentação dos trens);

· manutenção das subestações de tração;

· manutenção de outros equipamentos elétricos (demais dispositivos que só podem ser desligados no período noturno).

À noite, a equipe do Senerg é composta por 34 profissionais, entre empregados da Trensurb e da Instaladora Elétrica Mercúrio, empresa contratada para prestação de serviços. Eles também são responsáveis pela manutenção da rede aérea, cuja atuação, por vezes, deve acontecer em dias de fortes tempestades. Tudo para garantir a circulação dos trens e a prestação de serviços à população no dia seguinte. “O Senerg tem como objetivo manter os sistemas de abastecimento de energia elétrica e de rede aérea de tração em perfeito funcionamento, atuando de forma eficiente, com segurança e contribuindo para a satisfação dos clientes internos e da sociedade”, explica Vinícius.

O supervisor da manutenção noturna do Senerg, João Francisco Farias, trabalha na Trensurb há 30 anos.  Ele destaca que a manutenção noturna é importante em função do desgaste natural dos equipamentos, além da necessidade de haver prevenção e correção de falhas. “É função das equipes de manutenção corrigir falhas no menor tempo possível, por isso, o Setor de Energia é de vital importância para as atividades da Trensurb”, diz. “Sem a energia fornecida pelas subestações, os trens simplesmente não andam”, conclui.

Para garantir o funcionamento do trem, entretanto, é preciso minimizar alguns riscos. Vinícius explica que todas as atividades de manutenção possuem riscos em sua execução. “Principalmente na manipulação de equipamentos de grande porte e peso, além das questões elétricas, entre outras”, explica. Em função disso, a empresa segue normas e regulamentos exigidos para garantir a integridade dos empregados. “Todos são treinados para o exercício dessas funções e recebem reciclagem periódica para a revisão desses procedimentos”, afirma. Ainda segundo Vinícius, todos os funcionários são obrigados a usar equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC), como botina para eletricista, capacete, entre outros.

Funcionários da manutenção trabalham à noite para garantir funcionamento diário do metrô

Todos os dias, cerca de 200 mil pessoas utilizam o metrô gaúcho para deslocarem-se entre os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Contudo, muitas vezes, os usuários do trem não têm ideia da quantidade de profissionais que atuam durante a noite para que o serviço possa funcionar normalmente no próximo dia.

Os trabalhos, na maioria de manutenção preventiva e corretiva, são realizados das 0h às 4h, diariamente. Ao todo, mais de 100 funcionários trabalham à noite nos setores responsáveis por manutenção leve de trens, de rede aérea, de via permanente e de sinalização, além das áreas de segurança, de tráfego, nas estações, na limpeza e no centro de controle operacional.

O Setor de Via Permanente

O supervisor de manutenção do Setor de Via Permanente (Sevip) da Trensurb, Uberlan Sá, conta que brinca com os colegas de outros setores da manutenção que “para tudo o mais se dá um jeito, mas, sem trilhos, o trem não roda”. E é por isso que, durante a noite, aproximadamente 52 empregados, divididos entre funcionários da Trensurb e da empresa contratada Prumo Engenharia, atuam na manutenção da via. As principais atividades desenvolvidas por eles são:

  • Substituição ou remoção de peças danificadas que compõem a via, como lastros ou dormentes, por quebras, desgastes ou problemas como contaminação por barro, material orgânico, entre outros;
  • Execução de soldas em função de desgaste ou de rompimento da solda ou dos trilhos. Também é feita a solda de bondeamento, que possibilita a continuidade do sistema de sinalização;
  • Execução de roçada e limpeza de canaletas de drenagem da via;
  • Correção geométrica pesada, que consiste na manutenção dos parâmetros geométricos da via, como alinhamento, nivelamento e socaria;
  • Lubrificação dos aparelhos de mudança de via (AMV’s);
  • Troca de curvas com desgaste acentuado e troca de peças componentes dos AMV’S, bem como manutenção dos aparelhos;

Segundo o chefe do Setor de Via Permanente da Trensurb, Alexandre Morcinek, todos os equipamentos, sistemas e instalações estão sujeitos à degradação das suas condições normais de operacionalidade com o decorrer do tempo em consequência de seu uso natural. Ele explica que “a missão da manutenção do Sevip é repor a operacionalidade desses equipamentos em níveis aceitáveis, proporcionando uma operação contínua e que ofereça segurança aos usuários”. É por isso que a atuação noturna da equipe é tão importante para o bom funcionamento do trem.

Nas palavras do funcionário da Sevip, José Francisco Mendes, “para trabalhar à noite tem que ser apaixonado. Eu sou apaixonado por trilho, por trem”. Ele está na empresa há 30 anos e conta que praticamente sempre trabalhou à noite. “À noite é melhor, mais tranquilo”, diz. Entretanto, na opinião de Francisco, ao mesmo tempo em que há vantagens no trabalho noturno, também existem dificuldades. O frio rigoroso do inverno gaúcho ou a chuva são obstáculos, já que, quando está chovendo, a maior parte dos trabalhos do Sevip nem chega a acontecer. Também há momentos em que a chuva inicia durante o serviço e os empregados precisam concluir os reparos na chuva. “Por isso que tem que gostar”, pontua.

Nas palavras de Alexandre, chefiar o setor é uma tarefa que visa alcançar resultados com responsabilidade, agilidade e muito trabalho em equipe. “Tem sido muito gratificante liderar os funcionários com esse intuito por lidar com técnicos e assistentes de manutenção que possuem conhecimento na área e que são comprometidos com o serviço que realizam, o que pode ser confirmado pelos indicadores de disponibilidade da via permanente no último ano, acima de 99%”.