Entrevista: Galegos & Frangalhos, Laboratório-Escola e a arte-educação

Até o final de outubro, a unidade Mercado do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos (EMLsT), da Trensurb, recebe a exposição fotográfica Laboratório-Escola de Arte Popular: arte-educação (des)construindo corpos. O Laboratório-Escola é um espaço de desenvolvimento humano criado pelo Coletivo de Artes Galegos & Frangalhos. Busca oferecer experiências artístico-culturais transdisciplinares, tomando as artes como ponto de partida para caminhos alternativos na educação e na aprendizagem. O espaço conta com mais de 15 oficinas descentralizadas, gratuitas e/ou com preços populares e mais de 100 alunos. A Trensurb apoia a iniciativa por meio da divulgação das ações do Laboratório-Escola nos monitores do Canal Você e nos murais das estações. A exposição em cartaz traz fotografias do espaço e de sua história, suas oficinas e metodologias, além de expor alguns figurinos. As fotos da mostra são de Amanda Guimarães, João Pedro Lima, Marília Dias e Max Leidemer.

Na última semana, a plataforma da Estação Mercado recebeu uma intervenção artística do Coletivo Galegos & Frangalhos/Laboratório-Escola, que buscou chamar a atenção para a exposição e para o EMLsT. Novas intervenções similares devem ocorrer no local nos próximos meses.

Conversamos com o artista e arte-educador Bruno Flores, um dos fundadores do Coletivo, sobre a exposição, a parceria com a Trensurb, as atividades do grupo e do Laboratório-Escola. Leia a entrevista a seguir.

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Dos trilhos para as telas

Duas mulheres com uma longa rivalidade. Esse embate é levado ao extremo quando, na noite em que ambas dão à luz, um crime ocorre no hospital. Esse crime modificará a vida de muitos personagens. Essa é a trama central da série Juízo Final, que conta em seu elenco com o operador de trens Kauê Santos, da Trensurb.

Kauê tem 32 anos, é morador de Porto Alegre e trabalha na Trensurb desde 2008. Ele iniciou atuando como agente metroviário na Estação Mercado, onde explica que teve a oportunidade de ter contato com uma variedade de pessoas e que esse contato o ajudou no teatro. A ideia de trabalhar como ator surgiu de amigos, conta Kauê. Cerca de seis anos após ser aprovado num concurso interno realizado em 2010, para tornar-se operador de trens, o metroviário afastou-se do trabalho por conta de uma depressão. Depois de muita insistência de amigos, que destacavam sua personalidade extrovertida, resolveu começar a fazer aulas de teatro no início do ano passado. Já nos primeiros dias apaixonou-se por atuar.

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Entrevista: Usina do Trabalho do Ator no Festival Palco Giratório e na Estação Mercado

O 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA traz ao Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, de 4 de maio a 30 de junho, uma nova exposição fotográfica que comemora os 25 anos de atividades da Usina do Trabalho do Ator (UTA). O grupo de teatro e pesquisa realiza trabalhos de criação e pedagogia em Porto Alegre, no Brasil e no exterior desde 1992. As imagens reunidas na mostra Usina do Trabalho do Ator: 25 Anos de Performatividade em Imagem convocam o olhar a muitas formas de ver, a diversas experiências de vida e culturas, mas, sobretudo, ao protagonismo do corpo em cena. As imagens expostas na Estação Mercado são uma extensão da exposição principal no Café Sesc Centro, em Porto Alegre.

Convidamos os integrantes da Usina e o curador da mostra a nos falar sobre a exposição e sobre o trabalho do grupo. Confira o que eles tiveram a nos dizer.

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Foto: Arquivo Trensurb

O Natal chegou mais cedo na Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

 

Entre uma viagem e outra de trem você já deve ter pensado em algum momento no Natal. Principalmente nas compras, nos presentes, na ceia… Mas já parou para aproveitar as coisas boas que a data pode proporcionar, como um momento de lazer ao ouvir uma apresentação musical ou uma peça de teatro?

 

Para trazer um pouco da magia do Natal aos usuários, prefeituras e comunidades dos municípios de CanoasEsteioSão Leopoldo e Novo Hamburgo, com o apoio da Trensurb, organizaram diversas iniciativas culturais que irão acontecer nos trens e nas estações. São espetáculos de dança, música e teatro. Confira a nossa programação, faça uma pausa antes de ir para casa e aprecie:

– 10/12

17h30 – Folia dos Reis – Estação Mathias Velho.

19h – Estação da Música, com apresentação do Coral Amigos da Câmara, iniciando na Estação Santo Afonso, com deslocamento de trem até a Estação Rio dos Sinos.

– 11/12

17h30 – Folia dos Reis – Estação Canoas/LaSalle

– 12/12

20h30 – Esteio em Canto – Estação Esteio

– 13/12

19h30 – Apresentação de teclado de Rejane Rothemann – Estação São Leopoldo

20h30 – Coral e orquestra da escola Liberato – Estação São Leopoldo

– 14/12

10h30 – Estação da Música, com apresentação do Coral Amigos da Câmara, iniciando na Estação Santo Afonso, com deslocamento de trem até a Estação Rio dos Sinos.

 

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Dos trilhos para a cultura

Legenda: Fundação Cultural de Canoas, antiga estação de trem. Crédito da foto: Sunriser

Legenda: Fundação Cultural de Canoas, antiga estação de trem. Crédito da foto: Sunriser

Perto da Estação Canoas/La Salle está localizada a Fundação Cultural de Canoas, um centro cultural que realiza atividades nas áreas de Literatura, Artes Plásticas, Teatro, Folclore, música e dança.

Pouca gente sabe, mas ali, onde hoje acontecem exposições e aulas, já passou muita gente que tinha como destino outras cidades. Isso porque o prédio foi, em 1874, uma das estações de trem da The Porto Alegre and New Hamburg Brazilian Railway – a primeira linha férrea do Estado.

O prédio foi construído nas terras da antiga Fazenda Gravataí. Alguns trabalhadores aproveitavam as árvores derrubadas durante as obras para produzir canoas, resultando também no nome da vila que se formara: Capão das Canoas.

A estação resistiu ao tempo e manteve-se em operação até os anos 70, quando foi desativada e utilizada apenas para embarque e desembarque de passageiros da antiga linha, que se manteve operante até 1982. No ano seguinte, a Trensurb recuperou a antiga sede, que hoje abriga cultura em seu interior. O prédio foi tombado pelo município em 14 de abril de 2010.

A Fundação Cultural fica em funcionamento de segunda a sábado, das 9h às 18h, na Av. Victor Barreto, 2301. A entrada é gratuita.

A história da estação foi uma dica do querido Luciano Streilaiev. E você? Conhece histórias semelhantes a esta? Conta pra gente!