O metroviário que ajudou a construir a Trensurb

Luiz Alberto Silva Bastos, 62 anos, é natural de Bagé e trabalha há 34 anos na Trensurb. Hoje, atua no Setor de Sinalização, no turno da noite, fazendo a manutenção das câmeras de segurança. Ele saiu da cidade natal em busca de oportunidades e encontrou na Trensurb a chance de crescimento profissional: “Vim pra Porto Alegre porque Bagé é uma cidade da fronteira onde o emprego era meio complicado, então, em 1978, fui pra Rio Grande e de lá vim pra Porto Alegre, onde ingressei na Trensurb”. Luiz conta com orgulho que, em 1984, aos 28 anos, foi aprovado no processo seletivo da empresa.

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Fé e superação

Omar Slaviero tem 58 anos e é natural de Flores da Cunha. Formou-se técnico em eletrônica pela Escola Técnica Federal de Pelotas no ano de 1982. Dois anos depois, ingressou na Trensurb por meio de seleção pública.

Trabalhando no Setor de Sinalização (Sesin), ele atua diretamente com a correção de falhas nos bloqueios eletrônicos das estações. “É um sistema complexo e interessante, então não caímos na rotina de fazer sempre a mesma coisa. Cada vez tem um defeito diferente e um efeito diferente. É como um quebra-cabeça, nunca fica naquela monotonia”, afirma. Um dos pontos que considera positivos no seu dia a dia é a oportunidade de interagir com diversos colegas que atuam nas estações.

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Supervisionando a manutenção de sistemas e energia

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com cerca de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho da Gerência de Sistemas (Gesis):

Quem faz? A equipe da Gesis é constituída por quatro pessoas: o gerente, que tem formação em engenharia, uma técnica em administração, um assistente de administração e uma estagiária de nível médio. A gerência está ligada à Diretoria de Operações e subordinam-se a ela dois setores: o de Energia (Senerg) e o de Sinalização (Sesin)

O que faz? As atividades desenvolvidas pela Gesis dizem respeito a orientação, supervisão, controle e execução da manutenção de sistemas que asseguram condições para que a operação da Trensurb transcorra de modo rápido e seguro.

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Atuando por uma operação segura

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Sinalização (Sesin).

Quem faz? 30 técnicos (eletrotécnicos, eletrônicos, mecânicos e de telecomunicações), 16 assistentes de serviços de manutenção, três engenheiros (eletricistas e eletrotécnicos), um assistente de serviços administrativos e uma estagiária.

O que faz? As atividades desenvolvidas pelo Sesin incluem a manutenção dos sistemas: de sinalização e segurança do trem, que monitoram e comandam todas as movimentações dos veículos, controlando sua performance de velocidade; de telecomunicações – toda a rede de telefonia da empresa, com 753 ramais; de radiocomunicação, entre o Centro de Controle Operacional (CCO) e os trens; de telecontrole de energia, que propicia o comando dos equipamentos das subestações e cabinas de energia; de sincronismo horário em todas as estações e CCO; de sonorização, que faz a comunicação com os usuários através de alto-falantes nas estações; de circuito fechado de TV (CFTV), com monitoramento por câmeras nas estações; de bilhetagem eletrônica, com atendimento de primeiro nível nas estações; e de cabeamento da rede de computadores.

Como faz? De acordo com o chefe do setor, Antonio do Valle, a atuação do Sesin “é indispensável para a operação segura de trens, controle operacional de tráfego, energia e estações, e das atividades administrativas, como rede e telefonia”. Atuante 24 horas por dia, a unidade distribui suas ações em: plantão de manutenção corretiva, que atua para que os sistemas e equipamentos em falha estejam rapidamente disponíveis para operação; manutenção preventiva noturna, com as atividades periódicas de revisão e foco em evitar ações corretivas; laboratório, responsável pelo conserto de equipamentos eletroeletrônicos do setor numa gama diversa de equipamentos, além de desenvolver soluções mais baratas para dispositivos fora de linha, como lâmpadas de sinaleiro (substituídas por LEDs); alterações e instalações de pontos de telefonia e de rede de computadores, bem como de manutenção em câmeras e monitores do sistema de CFTV, além de apoio técnico, programação e planejamento, distribuindo as atividades entre as equipes com suas prioridades. Simão Waschburger, técnico em eletrônica, atua há sete anos no Sesin. Para ele, é um ótimo local para quem atua na área técnica: “É muito bom, um desafio”.

Onde fica? No prédio da Gerência de Sistemas, no pátio de manutenção da empresa, no bairro Humaitá.

Sesin

Setor de Sinalização atua todos os dias (e noites) na manutenção do sistema metroviário

Todos os dias, cerca de 200 mil pessoas utilizam o metrô gaúcho para deslocarem-se entre os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Contudo, muitas vezes, os usuários do metrô não imaginam a quantidade de profissionais que atuam durante a noite para que o serviço possa funcionar normalmente no próximo dia.
Os trabalhos, na maioria de manutenção preventiva e corretiva, são realizados durante todas as madrugadas, de segunda a segunda. Ao todo, mais de 100 funcionários trabalham à noite nos setores responsáveis por manutenção leve de trens, de rede aérea, de via permanente e de sinalização, além das áreas de segurança, de tráfego, nas estações, na limpeza e no centro de controle operacional.

O Setor de Sinalização

A equipe de manutenção noturna do Setor de Sinalização (Sesin) é composta por 21 empregados “fixos” e mais 17 que atuam em escala de revezamento, normalmente quatro profissionais por noite. Boa parte dos empregados são técnicos em eletrônica, eletrotécnica, mecânica ou telecomunicações, além dos assistentes de serviços de manutenção. Eles fazem a manutenção preventiva e corretiva dos sistemas sob responsabilidade do setor, que são:

· sinalização de segurança;

· telecontrole de tráfego e energia;

· bilhetagem automática;

· radiocomunicação;

· sonorização;

· sincronismo horário;

· telefonia;

· infraestrutura da rede corporativa de informática.

De acordo com o engenheiro de apoio técnico e chefe substituto do setor, Paulo Cezar Bombardelli, a manutenção preventiva noturna, quando feita de forma adequada, reduz os níveis de falhas nos equipamentos, garantindo que os sistemas tenham maior disponibilidade operacional. “Isso contribui de forma significativa para a regularidade, pontualidade e segurança no tráfego diário dos trens”, explica.

Sobre a manutenção corretiva que é realizada à noite, fora do horário de circulação dos trens, ele afirma que, feita de forma eficaz, as pequenas falhas que podem vir a ocorrer durante a operação comercial do sistema e que não puderem ser resolvidas durante o dia, são programadas para a execução noturna. “Tudo para que a disponibilidade operacional seja plena no início do dia seguinte”, pontua.

Paulo também lembra que os trabalhos de manutenção noturna do sistema metroviário possuem alguns riscos, como choques elétricos, quedas, cortes ou queimaduras. Contudo, ele salienta que, para proteger os empregados de qualquer tipo de acidente, são adotadas diversas normas de segurança na empresa. “As atualizações das normas de trabalho e de segurança, as orientações e os treinamentos frequentes são fundamentais, bem como a disponibilização e uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) adequados a todas as atividades desempenhadas pelos funcionários”, pontua.

Assim que ingressou na empresa, o supervisor do laboratório do Setor de Sinalização, Ricardo Dvorschi, trabalhou quase dois anos na manutenção noturna do setor. “Eu era supervisor, ia a campo, trabalhava junto com o pessoal da noite. Se tínhamos algum problema, eu ia junto para solucionar”, conta. Entretanto, apesar de gostar do serviço, o empregado encontrou algumas dificuldades em função dos horários. “Na época a mudança foi penosa. Não me acostumei e mudei para o horário diurno. Tem gente que diz que acostuma, que está há anos lá e que consegue trabalhar, mas depende muito do organismo”, diz. Ele afirma que a manutenção noturna “é fundamental, tanto a preventiva quanto a corretiva”, além de que “o trabalho noturno é mais tranquilo”.

“Temos no Sesin uma equipe que mescla empregados com mais de 25 anos de empresa e que agregam um grande conhecimento teórico e prático sobre os sistemas existentes, bem como empregados mais novos que oferecem uma nova energia na equipe. Gerenciar esses funcionários não é uma tarefa difícil, pois o espírito de profissionalismo e cooperação está presente em todos eles”, conclui Paulo.