Disposta a fazer o bem

Isabel Cristina Padilha, 62 anos, natural de Porto Alegre e moradora da Zona Sul da capital, atua há seis anos como operadora de trens na Trensurb. Com seu jeito divertido, a metroviária criou muitos laços de amizade dentro da empresa e, por onde passa, é alvo de sorrisos e brincadeiras. Há 32 anos na Trensurb, ela trabalhou como agente metroviária nas estações durante 26 anos. O que mais a animava na função era o contato com o público. Agora, sente-se feliz ao pilotar o trem e prestar serviço às pessoas. “Na linha de bloqueio, as pessoas virem conversar comigo, ou pilotar o trem e avistar alguém, é algo que marca”, comenta.

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Uma viajante que aprendeu a dar valor ao seu tempo

Madalena Schwertner é natural de Cerro Largo, tem 65 anos e trabalha como operadora de trens no Setor de Tráfego (Setra) da Trensurb há 34 anos, sendo a empregada há mais tempo no setor. Na adolescência, Madalena e suas irmãs Maristela e Márcia mudaram-se para Porto Alegre para estudar. Em meio aos desafios na capital e à saudade de casa, as irmãs dividiam um apartamento com mais três amigas na época. Durante as férias da faculdade, voltavam para a casa da família para trabalhar no negócio do pai e cobrir as férias dos funcionários. Após se formar em administração de empresas e comércio exterior pela Unisinos, Madalena não quis voltar à cidade natal para trabalhar no comércio do pai. Resolveu prestar concursos públicos e, em pouco tempo, obteve sucesso ao ser chamada pela Trensurb.

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Uma trajetória de amadurecimento

José Eurico Reis Pinto tem 58 anos, é natural de Porto Alegre e trabalha há 33 anos na Trensurb. Começou em 11 de março de 1985, poucos dias após o início da operação comercial do metrô, em 4 de março. Reis, como é chamado pelos colegas, ingressou como agente de estação e, a partir de 1987, passou a atuar como operador de trens. Em 2010, foi aprovado no processo seletivo interno para trabalhar no Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa, onde atua até hoje.

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Coordenando a atividade-fim da empresa

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com cerca de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 49 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores, um órgão de auditoria interna e uma ouvidoria. Conheça o trabalho da Gerência de Operações (Geope).

Quem faz? A equipe da Geope é composta por quatro empregados: um gerente, dois assessores e um administrador. Também faz parte do setor um estagiário de nível superior.

O que faz? A Gerência de Operações é o órgão da empresa responsável pela orientação, coordenação e controle da execução das diretrizes estabelecidas pela Diretoria de Operações (Dirop) para as atividades centralizadas de controle operacional, de produção de transporte, venda de créditos de viagem, atendimento, informações e segurança dos usuários. Estão subordinadas à unidade os setores de Controle Operacional (Secot), Tráfego (Setra) e Operações (Seope).

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Tudo ótimo

“Tudo que eu tenho, devo à empresa”, afirma o operador de trens Lino Roberto Andrade dos Santos, de 56 anos. É expressando esse sentimento de gratidão que ele começa sua entrevista com nossa equipe. Natural e morador de Porto Alegre, Lino está há 33 anos na empresa, trabalhando com satisfação e alegria.

O metroviário conta que, antes de ingressar na Trensurb, teve experiências profissionais atuando em gráficas e como auxiliar administrativo. No tempo em que era proprietário de uma gráfica, em sociedade com seu cunhado, sua mãe soube que havia um processo seletivo para trabalhar na Trensurb e sugeriu que ele se inscrevesse. Após participar do processo, ser aprovado e contratado, iniciou sua trajetória na empresa trabalhando nas estações. Por três décadas, Lino seguiu atuando nas estações, porém ele afirma que só encontrou a função com a qual mais se identifica há três anos, quando passou a atuar como operador no Setor de Tráfego (Setra). “Trabalhei durante 30 anos nas estações e lá adquiri muitas experiências. Mas quando eu vim para o Setra foi quando me encontrei na empresa”, declara.

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Sempre sorridente

“Maquinista do trem 106, você é show, muito animado”. “Parabéns para o maquinista do trem 111, que tenha mais maquinistas alegres assim”. “O maquinista do trem 106 está neste exato momento fazendo a alegria dos coleguinhas ao narrar as estações de uma forma muito motivada”. Esses são apenas alguns dos comentários feitos nas redes sociais por usuários que pegam trens conduzidos por Vanderlei Dias Furtado. Quando perguntado sobre a forma animada com que anuncia as estações, Vanderlei faz pouco caso: “Eu não falo nada demais, só digo o nome das estações, mas o pessoal gosta. É o meu jeito”. É com esse jeito alegre e sempre sorridente que o metroviário que está há mais de 30 anos na Trensurb se porta durante toda a entrevista.

De ascendência humilde e batalhadora, o porto-alegrense cresceu em uma casa de madeira no bairro Jardim Ingá, Zona Norte da cidade. Vanderlei aprendeu a se virar sozinho desde cedo. Tinha três anos quando o pai faleceu e coube a sua mãe a tarefa de criar e educar o futuro operador de trens e suas duas irmãs. “Eu com 11, 12, 13 anos já fazia aquela correria: lavava carro, vendia comida em marmita… Meu primeiro emprego foi aos 14 anos de idade. Trabalhei para uma empresa de publicidade: via televisão e anotava o tempo de duração dos comerciais”, conta. Lembra ainda que passou por outras três empresas antes de ingressar na Trensurb, em 1986, como auxiliar de operações.

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