Entrevista: cultura hip hop na luta contra o assédio

A Trensurb e o Comitê Gaúcho Impulsor ElesPorElas (HeForShe) desenvolvem, durante os próximos meses, a campanha ‘Fim da linha para a violência contra a mulher’, primeiro projeto coletivo do Comitê a provocar o tema pelo fim da violência contra mulheres em espaços de transportes públicos. Além de materiais gráficos divulgados no metrô, a campanha contará com intervenções artísticas com o uso grafite e de batalhas de rap que ocorrerão em estações selecionadas. Essas intervenções serão promovidas pelo Coletivo Hip Hop Linha do Trem, integrante da Casa da Cultura Hip Hop de Esteio. O Coletivo foi criado no segundo semestre de 2017, buscando promover o diálogo e a articulação em rede das cidades e dos jovens da cultura hip hop das regiões ligadas pela Trensurb. Foi um dos participantes do Linha do Trem, Rafael Diogo dos Santos – o MC Rafa, do grupo de rap Rafuagi –, que levou à secretária executiva do Comitê Impulsor ElesPorElas no estado, Karen Lose, a ideia de criar um projeto em que o hip hop, através da atuação do Coletivo, tivesse protagonismo na luta pelo fim da violência contra a mulher.

Leia a seguir nossa entrevista com Rafa Rafuagi, que falou sobre o Coletivo, a cena da cultura hip hop gaúcha e o protagonismo da mulher nesse espaço.

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Entrevista: a obra lúdica e expressiva de Marcelo Pax

Desde julho, o Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, da Trensurb, está com as paredes mais expressivas. A exposição O Monstro Urbano, criação do artista visual Marcelo Pax, chegou ao espaço cultural localizado na plataforma de embarque da Estação Mercado como parte da programação da 5ª Semana do Rock, do Sesc Centro (Porto Alegre). A mostra pode ser visitada até 31 de agosto, das 10h às 19h – horário de funcionamento do Livros sobre Trilhos.

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Entrevista: a expressiva obra de Alexandre Maia e Pádua

Desde o início do mês de março, a Biblioteca Livros sobre Trilhos da Trensurb está mais colorida. A exposição de grafites e ilustrações Entre Linhas e Painéis, do artista plástico fluminense Alexandre Maia e Pádua, está em cartaz no espaço cultural. A mostra pode ser apreciada das 10h às 20h até o dia 28 de maio.

Ficou interessado em conhecer melhor a obra de Alexandre? Confira abaixo a entrevista que fizemos com o artista, formado em Design pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de Porto Alegre.

Como é desenvolvido o seu trabalho e quais são os materiais mais utilizados nas suas produções?

Busco constantemente estender meu trabalho a diferentes formatos e aplicações. Estou sempre tentando adaptá-lo a novas superfícies e materiais, buscando o uso de novas técnicas. Inicialmente trabalhava com Posca, um marcador de tinta acrílica a base de água. Sequencialmente fui somando tinta acrílica em pincel e Spray 94 MTN em paredes, telas e papéis, normalmente de alta gramatura. Atualmente, tento fazer uso desses materiais simultaneamente, até mesmo em uma única arte quando possível. O resultado disso é a possibilidade de se trabalhar em diferentes formatos e dimensões, assim como em pequenas ilustrações em A4 ou grafites com metros de extensão.

Quando surgiu seu interesse pela arte? E quando começou de fato a produzir as ilustrações?

No meu caso, esse interesse começou a ganhar forma e vida no fim da minha faculdade. Naquele momento eu vivia em Porto Alegre e cursava Design na ESPM. Ao meu lado, conviviam outros alunos com o mesmo interesse que eu, e estes foram fundamentais na formação da ideia de dar sequência ao que se produzia em arte. Bruno Góes, Gui Torisan, Vital Lordelo e Rafael Kim, além de Ivanhoé Lewandowski e Val Payeras, somaram-se entre outros ao que hoje vejo ser um grupo de pessoas fundamentais naquela base artística.

Como é a sensação de expor ao público do metrô, que é bem numeroso (na Estação Mercado, passam cerca de 60 mil pessoas por dia) e diversificado?

O fato de os painéis ficarem junto à biblioteca me agradou muito, por ser um ambiente onde as pessoas que estão em seu caminho comum, como passageiros da estação, têm a chance de buscar e receber informação, cultura e lazer. Fazer parte disso deixaria qualquer um lisonjeado. Acho que esta é a exposição mais linda que já fiz, pois é a primeira vez que tenho o meu trabalho exposto em painéis tão grandes em uma estação de metrô. Podem-se ver os detalhes com exatidão!

Você já teve trabalhos expostos em galerias ou participou de algum tipo de projeto artístico?

Sim, já tive a oportunidade de participar de outras iniciativas, como bienais e concursos, sendo algumas delas em outros países (mostras coletivas VII Arte Laguna, Art Meeting Barcelona, XII Carrousel Du Louvre, entre outras). Houve um evento realizado pela Prefeitura de Niterói (RJ) em 2014 para o qual fui convidado a participar junto de outros artistas. O projeto consistia em pintar pontos de ônibus espalhados pela cidade.

Percebemos que os animais são figuras recorrentes em seus trabalhos. Por que você decide representá-los?

O amor e interesse aos animais e à natureza como um todo me acompanham desde criança. Fui criado em um lugar afastado dos grandes centros e tive a oportunidade de passar minha infância vivendo em um sítio no bairro Itaipu, localizado no município de Niterói. Todavia, ao representar animais atualmente em minha arte, tento implicar em dizer que estes simbolizam não somente sua própria figura, mas também suas características mais notáveis traduzidas em forma de sentimento. Ou seja, quando desenho um cavalo, por exemplo, eu também quero falar sobre força, luta, perseverança e trabalho.

Seu traço nos lembra muito os músculos humanos. Há um motivo específico para isso?

Os traços de qualquer artista acabam por se modificar e evoluir com o tempo. E eu não me considero diferente disso. Sinto em mim uma constante busca por uma linguagem própria e uma identidade que possa se modificar de forma lógica e conectada comigo mesmo. Sobre a linha dos meus atuais trabalhos, eu explico: sou filho de médico e acabei tendo acesso aos livros do meu pai. Atualmente tenho andado para cima e para baixo com um deles, que é The Illustrations from the Works of Andreas Vesalius of Brussels. Trata-se de um livro repleto de ilustrações magnificas sobre o corpo humano. Esse tipo de leitura somada às influencias que recebo das artes que vejo nas ruas, desde em grafite às galerias, acrescentando os sentimentos que venho tendo no dia a dia, é o resultado do meu atual trabalho.

Vimos na sua página do Facebook a sequência de ilustrações de um cavalo atingido por flechas e uma lança. Ao fim, já caído no chão, surge, voando, um cavalo azul, que representaria o espírito. De onde vem sua inspiração para esse tipo de trabalho, tão forte e expressivo?

Do cotidiano. Das influências que eu sofro, sejam elas artísticas ou não. E, como dito anteriormente, isso se inicia desde cedo, desde criança. Ao expor um cavalo lutando por sua vida, proponho ao espectador entender que a luta e a perseverança fazem parte do nosso dia a dia. Seja no trabalho, seja na vida amorosa ou mesmo num simples ato de embarcar em uma estação de metrô. No fim, o cotidiano nada mais é que o processo de recomeço de algo.

Outras obras de Alexandre podem ser conferidas no Behance do artista.

Foto: Arquivo Trensurb

Estação Canoas mais colorida

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Se você circulou pela Estação Mercado no mês passado, pôde observar na Galeria Mario Quintana a exposição “Vida Paralela”, que reunia imagens de grafites feitos em muros e trabalhos em papel do artista plástico Amaro Abreu. Agora ele empresta sua arte para levar mais cor e vida para a Estação Canoas/LaSalle.

A intervenção fez parte do 1º Canoas Multicultural, realização da prefeitura municipal que coordenou atividades em diversos pontos da cidade. Além de Amaro, outros oito artistas de rua foram convidados a fazer seus traços no muro da Estação. “Cada um traz sua cultura e com isso temos uma grande diversidade artística nesse trabalho”, destaca o artista. Ele ainda ressalta que os desenhos ajudam a descontrair a rotina de quem passa pela Avenida Victor Barreto.

Nós já falamos do Amaro Abreu e da exposição Vida Paralela. Clique aqui para ler.

 

Foto: Arquivo Trensurb

Vida Paralela – Nova exposição na Galeria Mario Quintana

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Entre os diversos detalhes da vida que não são percebidos, estão os que ainda não foram provados pela ciência. Mas nem por isso, o artista plástico Amaro Abreu, de 24 anos, deixou de exprimir suas percepções, que resultaram na exposição “Vida Paralela”, que pode ser conferida na Galeria Mario Quintana da Trensurb.

Ao passar pelo túnel de acesso às plataformas de embarque da Estação Mercado, em Porto Alegre, os usuários da Trensurb poderão conferir os traços em grafite do artista, bem como trabalhos feitos em papel, com aquarela e nanquim.

De acordo com Amaro, “trata-se de um mundo harmônico, onde plantas orgânicas são irmãs de criaturas com cabeças em forma de círculos perfeitos e monstros de olhar manso, um universo paralelo, quem sabe abrigado dentro de cada um e camuflado pela presa nossa de cada dia”.

Os interessados podem apreciar a exposição, mediante o pagamento da passagem unitária do metrô, no valor de R$1,70, já que a Galeria fica no espaço interno da estação. A bela exposição ficará disponível até o final do mês de outubro.

Foto: Arquivo Trensurb

A arte pede passagem na Estação Petrobrás

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Em breve, quem circular pela Estação Petrobrás poderá olhar para o teto e ver muito mais do que um sistema de iluminação. Os mais de 400 metros quadrados do teto do nível superior da estação será espaço para uma galeria de arte pública. Já foram instalados os 55 refletores que darão luminosidade para os grafites feitos no espaço.

Além da instalação da galeria, outras modificações estão sendo feitas na estação, como a utilização de iluminação com LED nas áreas de acesso às passarelas, bilheteria e. Já na próxima semana começam a lavagem externa e pintura da fachada da estação.

Também estão previstas as criações de painéis e molduras de mosaico na plataforma de embarque e desembarque e em 12 totens ao longo da avenida, assim como a aplicação de papel de parede e adesivagem na bilheteria e paredes do nível superior.

O projeto, patrocinado pela Petrobras, é executado pela empresa VerdePerto Comunicação e tem previsão de término em outubro.