Incendeia tua Aldeia: poesia e artes visuais (+ música)

Está em cartaz no Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, na Estação Mercado, a exposição coletiva Incendeia tua Aldeia. Ela traz versos do poeta e músico hamburguense Nenung, acompanhados de ilustrações das artistas visuais Adauany Zimovski, Chana de Moura, Louise Kanefuku, Marília Bianchini e Lilian Maus, que ampliam a leitura da poesia reflexiva. A exposição faz parte de um projeto multimídia, viabilizado através de financiamento colaborativo, que inclui um livro e um disco, integrando poesia, música e arte gráfica.

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Olhares diversos em destaque

Já estão expostas na Galeria Mario Quintana, na Estação Mercado, as fotos vencedoras da ação cultural de fotografia amadora comemorativa aos 33 anos da Trensurb e aos 12 anos da galeria – ambos completados neste mês. Na última segunda-feira (19),  na própria Galeria Mario Quintana, o diretor-presidente da Trensurb, David Borille, recebeu os autores das fotografias e entregou certificados de reconhecimento a eles. Dos vencedores da categoria usuários, estiveram presentes Adilar Signori, Otávio Rogério dos Reis Ramos, Luiz Eduardo Fontoura, Marco Vinicius Martins e Thomas Fernandes Santana. Na categoria colaboradores, compareceram Djessi Carvalho, Antônio Ricardo Quintana e Michele da Silva Ferreira.

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Ex-estagiário da Trensurb ganha prêmio no Salão Internacional de Desenho para Imprensa

Ex-estagiário da Gerência de Comunicação Integrada da Trensurb, o artista Pablo Aguiar ganhou o prêmio de melhor história em quadrinhos do 25º Salão Internacional de Desenho para Imprensa – promovido pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. O trabalho premiado conta a história da batalhadora Rita, que trabalha com reciclagem e ajudou a fundar o primeiro galpão de reciclagem de Alvorada. A HQ faz parte de uma série desenvolvida a partir de entrevistas que Pablo fez com moradores do município para o jornal local A Semana. A ideia dessa série surgiu a partir da vontade do ilustrador de conhecer melhor o lugar onde vive. “Eu fiz um intercâmbio, conheci vários lugares e, quando eu voltei, voltei com vontade de conhecer a minha cidade, que eu não conhecia”, conta Pablo. Ele acredita que Alvorada é uma cidade pouco valorizada, há poucos livros sobre a história local e, em geral, apenas coisas ruins são propagadas sobre o lugar onde mora. “Eu queria fazer algo para minha cidade. Lá nós não valorizamos o patrimônio histórico. Comecei a conhecer o lugar onde eu vivia através das pessoas. Comecei a gostar do lugar onde eu vivia e sentir esperança. Foi um grande aprendizado”, declara. 23 das histórias do projeto, desenvolvido durante um ano, foram compiladas no livro Alvorada em Quadrinhos. “Cada história levava duas semanas para ser produzida, então eram duas semanas que eu estava vivendo aquele universo, foi tudo bem intenso”, relata o artista.

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Entrevista: Usina do Trabalho do Ator no Festival Palco Giratório e na Estação Mercado

O 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA traz ao Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, de 4 de maio a 30 de junho, uma nova exposição fotográfica que comemora os 25 anos de atividades da Usina do Trabalho do Ator (UTA). O grupo de teatro e pesquisa realiza trabalhos de criação e pedagogia em Porto Alegre, no Brasil e no exterior desde 1992. As imagens reunidas na mostra Usina do Trabalho do Ator: 25 Anos de Performatividade em Imagem convocam o olhar a muitas formas de ver, a diversas experiências de vida e culturas, mas, sobretudo, ao protagonismo do corpo em cena. As imagens expostas na Estação Mercado são uma extensão da exposição principal no Café Sesc Centro, em Porto Alegre.

Convidamos os integrantes da Usina e o curador da mostra a nos falar sobre a exposição e sobre o trabalho do grupo. Confira o que eles tiveram a nos dizer.

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Galeria Mario Quintana completa 11 anos

Em 21 de março de 2006, a Trensurb batizou o túnel de acesso às plataformas da Estação Mercado com o nome de Galeria Mario Quintana. Desde a cerimônia de inauguração, no ano do centenário do poeta, mais de 100 exposições estiveram em exibição no espaço ao longo desses 11 anos, destacando o trabalho de diversos fotógrafos e artistas, consagrados ou iniciantes.

Já expuseram suas obras na galeria fotógrafos como Cristiano Estrela, Luis Ventura, Eurico Salis, Eduardo Liotti, Ricardo Stricher, Jean Schwarz, Elson Sempé, Jorge Aguiar, Tadeu Vilani, Caio Vilela, Leandro Selister e Marco Nedeff, além de artistas plásticos como Vital Lordelo, Fabiano Gummo e Pablo Aguiar.

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Entrevista: Vila dos Ferroviários em Porto Alegre – uma experiência documental

Até 30 de setembro, a Biblioteca Livros sobre Trilhos, na plataforma da Estação Mercado, recebe a exposição fotográfica Vila dos Ferroviários em Porto Alegre – uma experiência documental, que traz fragmentos de pesquisa desenvolvida no curso de tecnologia em fotografia da Ulbra Canoas.

O objetivo do trabalho foi desenvolver uma descrição da vila por meio da fotoetnografia, buscando provocar o debate em torno das memórias do local e do patrimônio cultural dos habitantes. Os painéis na Biblioteca apresentam parte da pesquisa, contando com imagens do Grêmio Esportivo Ferrinho, da vila e seus moradores. O espaço cultural que abriga a mostra funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h.

Leia a seguir uma entrevista com a professora que coordenou o trabalho de pesquisa e fotografia, Alice Bemvenuti.

Quando surgiu o interesse pela Vila dos Ferroviários?

Em 2009. Procurei o senhor Hélio [Bueno] para conhecer o Grêmio Esportivo Ferrinho, pois havia uma indicação de que ele era uma pessoa muito importante para a história ferroviária. Em 2012, eu comecei a pesquisa com o grupo da Ulbra e, desde então, a pesquisa é feita anualmente e, a cada ano, a pesquisa foca determinado tema, pois são diversos assuntos que podem ser abordados.

O que os alunos pensam sobre a pesquisa?

Quando os alunos começam, não sabem nada sobre a ferrovia, é tudo novidade. Conforme anda a pesquisa, eles começam a se dar conta que possuem até familiares ferroviários e, assim, acabam agregando ainda mais ao trabalho, trazendo, muitas vezes, informações de pessoas próximas que foram ou que são ferroviários.

Qual a importância da pesquisa para a sociedade e para os ferroviários?

Hoje, penso que com a exposição inauguramos um acesso à memória que, talvez, a Trensurb e a sociedade careçam e, com a mostra estando aqui, porventura seja suprida essa carência, sendo importante para a Trensurb, para a população e, inclusive, para o Grêmio Esportivo Ferrinho, nosso principal apoiador.

Qual o teu pensamento sobre a exposição feita dentro das dependências da Trensurb?

Acho uma iniciativa muito legal. Penso que seja fundamental, tudo de bom. Acredito que a exposição vá gerar diversos frutos e, quem sabe, possamos pensar em algo mais permanente sobre a história do mundo ferroviário dentro dos espaços da Trensurb.

O que tu pensa sobre a relação da Trensurb com a cultura?

A Trensurb tem avançado a passos largos quando o assunto é ocupação de espaços culturais e tem feito isso com muita competência. Eu tive a oportunidade me aproximar da empresa enquanto estive como diretora do Museu do Trem, de 2009 a 2012, e percebi o valor que a entidade dá para ações desse tipo.