Mobilidade em debate – parte 3: expansão da Trensurb, mobilidade integrada e financiamento

Recentemente, a Trensurb recebeu em sua sede um seminário realizado em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). Intitulado “Desafios para o Avanço da Mobilidade sobre Trilhos na Região Metropolitana de Porto Alegre”, o evento contou com a presença de especialistas, gestores públicos e autoridades, buscando debater o futuro dos trilhos na mobilidade urbana e apresentar aos gestores os benefícios da expansão da rede metroferroviária. Nesta série de três publicações, trazemos os principais pontos apresentados no seminário, em seus painéis e pelos gestores presentes. Após destacarmos as manifestações das autoridades e gestores participantes e os temas tratados no primeiro painel do evento, trazemos um resumo do segundo painel, que trouxe apresentações: de estudos da Trensurb para expansão dos serviços; da importância da mobilidade integrada; de programas de financiamento do governo federal.

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O novo CCO

O Centro de Controle Operacional (CCO) é o “cérebro” da Trensurb, responsável por monitorar todas as demandas relacionadas à operação do metrô, controlar os sistemas instalados na via e centralizar as informações deles provenientes.

Com a expansão da linha metroviária até Novo Hamburgo, foi necessária a implantação de equipamentos adicionais para permitir o comando do novo trecho pelo CCO, além da instalação de um novo software de telecontrole. Assim, deu-se início a um processo de modernização de todo o sistema de controle de tráfego e energia. Parte do contrato de expansão São Leopoldo-Novo Hamburgo firmado com o Consórcio Nova Via (CNV), o projeto começou a ser implantado de fato no segundo semestre de 2013. Agora, entra em fase de garantia e ajustes de software por parte do fornecedor – a unidade de automação ferroviária da alemã Siemens, que adquiriu a espanhola Invensys (empresa que havia sido contratada pelo CNV). O investimento total da Trensurb no projeto foi de R$ 19,65 milhões.

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Foto: Prefeitura de Sapiranga

A caminho de Sapiranga

Foto: Prefeitura de Sapiranga

Foto: Prefeitura de Sapiranga

A Trensurb está trabalhando para chegar até a “cidade das rosas”. Semana que vem, no dia 17, a empresa participará de uma audiência pública em Sapiranga para tratar dos estudos para a expansão do metrô até lá.

A região fazia parte do quinto distrito de São Leopoldo. A colonização pelos imigrantes alemães iniciou com a chegada dos mesmos no Vale dos Sinos, em 1824. A cidade é conhecida por ter a rosa como um de seus símbolos.

Em novembro, a Festa das Rosas mobiliza a cidade em um evento realizado no Parque do Imigrante. Outro atrativo é o Morro Ferrabraz, bastante procurado pelos aventureiros que se dispõem a cruzar os céus em uma asa delta.

Foto: Prefeitura de Sapiranga

Foto: Prefeitura de Sapiranga

*Curiosidade:

Uma curiosidade sobre Sapiranga é que existem mais de 40 mil bicicletas em circulação, mais da metade da população da cidade (74.985 habitantes, segundo o Censo 2010).

O estudo de viabilidade da expansão até Sapiranga está sendo executado pela empresa Oficina Engenheiros Consultores Associados e deve ser concluído em até oito meses. É a partir desse estudo que serão determinadas as características de uma possível linha, incluindo seu traçado e a possibilidade de utilização de outras tecnologias diferentes do metrô, como o VLT ou o Aeromovel.

Foto: Arquivo Trensurb

Operação das novas estações de trem começa em novembro

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Para quem estava ansioso pelo início das operações das novas estações da Trensurb em Novo Hamburgo, o início das operações assistidas acontece em novembro. São 4,4 km de via elevada interligado as três novas estações – Industrial, Fenac e Novo Hamburgo – às 19 já existentes na Linha 1.

A operação assistida consiste no acompanhamento e avaliação do funcionamento do trem nas novas estações por parte da empresa responsável pelas obras. O objetivo é identificar e eliminar possíveis falhas e realizar ajustes mecânicos para que haja o funcionamento pleno. Este período de operação dura três meses, onde não ocorrerá a cobrança de tarifa para circulação no trecho avaliado. Haverá também uma tabela de horários diferenciada para esta etapa da expansão, que será definida em breve.

Quem aí está ansioso(a) para andar pelas novas estações?