Esteio: 61 anos de emancipação e 31 de metrô

No dia 28 de fevereiro, é comemorado o aniversário do município de Esteio. Há 61 anos era consolidada a emancipação da cidade, antes pertencente a São Leopoldo. As origens de Esteio estão ligadas às ferrovias que ajudaram a desenvolver toda a Região Metropolitana de Porto Alegre. Hoje em dia, a linha férrea não funciona mais, porém a Trensurb opera há 31 anos no município ligando-o a outras cinco cidades. Atualmente, a população é de 81.378 habitantes e possui a área total de 32,5 km². Das 23 estações do metrô gaúcho (incluindo a do aeromóvel), a estação Esteio foi a sexta que mais teve acessos de usuários em 2015, com 3.541.075 passageiros.

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Foto: Arquivo pessoal

Conectada com o Esporte

Foto: Arquivo pessoal

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A Camila se conecta com o seu sonho de ser campeã olímpica através da Trensurb. Conheça a sua história:

A rotina da Camila Zeferino é bem atípica, se comparada a dos jovens de 17 anos, sua idade. Isso porque ela divide seu tempo entre os estudos em Esteio, onde mora, e o judô em Porto Alegre, onde treina há dois anos.

Tudo começou no condomínio onde mora. “Eu já tinha feito balé e capoeira antes. Aí aqui começaram a dar aulas de judô. Fui assistir um dia, depois outro, até que acabei gostando e nunca mais saí”, conta. No início, sua mãe não gostava muito da ideia de ver a filha no tatame. “Hoje ela é a minha maior apoiadora”, diz a atleta.

O resultado da dedicação ao esporte se reflete nas premiações: Camila já perdeu a conta de troféus e medalhas conquistados, mas ressalta dentre eles o prêmio de vice-campeã no campeonato brasileiro de judô da sua categoria. E sonha com mais: “Acho que a meta de todo atleta é conquistar uma medalha olímpica”.

Na busca pelo lugar mais alto do pódio, Camila divide sua rotina diária entre estudar de manhã, e de tarde pegar o trem rumo a Estação Aeroporto, onde ainda pega um ônibus até o Grêmio Náutico União, aonde treina. “Quando as aulas acabaram no condomínio, o União ofereceu toda a estrutura para que eu continuasse treinando e participando das competições”.

Camila está no último ano do Ensino Médio, mas não decidiu para qual curso irá prestar vestibular. Enquanto isso, ela segue treinando e conquistando mais medalhas nos tatames do mundo.

E você? Quais as conexões que nós te ajudamos a fazer? Use o app Trensurb Conexões para nos mostrar!

Foto: Arquivo Trensurb

O Natal chegou mais cedo na Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

 

Entre uma viagem e outra de trem você já deve ter pensado em algum momento no Natal. Principalmente nas compras, nos presentes, na ceia… Mas já parou para aproveitar as coisas boas que a data pode proporcionar, como um momento de lazer ao ouvir uma apresentação musical ou uma peça de teatro?

 

Para trazer um pouco da magia do Natal aos usuários, prefeituras e comunidades dos municípios de CanoasEsteioSão Leopoldo e Novo Hamburgo, com o apoio da Trensurb, organizaram diversas iniciativas culturais que irão acontecer nos trens e nas estações. São espetáculos de dança, música e teatro. Confira a nossa programação, faça uma pausa antes de ir para casa e aprecie:

– 10/12

17h30 – Folia dos Reis – Estação Mathias Velho.

19h – Estação da Música, com apresentação do Coral Amigos da Câmara, iniciando na Estação Santo Afonso, com deslocamento de trem até a Estação Rio dos Sinos.

– 11/12

17h30 – Folia dos Reis – Estação Canoas/LaSalle

– 12/12

20h30 – Esteio em Canto – Estação Esteio

– 13/12

19h30 – Apresentação de teclado de Rejane Rothemann – Estação São Leopoldo

20h30 – Coral e orquestra da escola Liberato – Estação São Leopoldo

– 14/12

10h30 – Estação da Música, com apresentação do Coral Amigos da Câmara, iniciando na Estação Santo Afonso, com deslocamento de trem até a Estação Rio dos Sinos.

 

Foto: Arquivo Trensurb

Ampliando a acessibilidade nas estações

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Com o objetivo de melhorar cada vez mais o atendimento e ampliar a acessibilidade dos usuários nas estações, a Trensurb lançou um edital de licitação para contratar uma empresa que será responsável por realizar mudanças nas estações Rodoviária e Farrapos/IPA.

Na Estação Rodoviária, as melhorias envolvem a inclusão de plataforma para acesso de pessoas em cadeiras de rodas, elevadores (um de acesso à plataforma e outro para acesso a estação pela entrada na esquina da Rua da Conceição com a Avenida Júlio de Castilhos), pisos podotáteis e comunicação visual.

Já na Estação Farrapos/IPA, as intervenções envolvem pintura da estação, pisos podotáteis, comunicação visual, instalação de novo forro no saguão de usuários, substituição das esquadrias, impermeabilização da cobertura sobre a plataforma de embarque e desembarque, reforma dos banheiros de usuários para adequá-los à NBR 9050 – que exige a acessibilidade universal nos espaços urbanos -, instalação de elevador ligando o saguão à plataforma e nova iluminação no saguão e plataforma.

Além disso, a empresa ficará responsável pela instalação de um elevador na Estação Esteio, ligando a plataforma de embarque à bilheteria.

Com isso, a Trensurb reforça seu compromisso de trabalhar cada vez mais em prol de um serviço de transporte eficiente e de qualidade para todos os usuários. :)

Foto: Arquivo Trensurb

Um quiosque entre cidades, um coração entre paixões

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Quem desce na Estação Luís Pasteur acaba sempre cruzando pelo quiosque do Osvaldo Santos. Isso porque a loja fica na passarela, em frente à entrada da estação. Conhecida ou desconhecida, a pessoa logo é atendida com animação e sorriso no rosto pelo vendedor. É pelo balcão que ele as idas e vindas das pessoas que circulam pelos carros da Trensurb e acompanha o dia a dia de duas cidades ao mesmo tempo – curiosamente seu quiosque fica na divisa das cidades de Sapucaia do Sul e Esteio. “Quando tem feriado em Sapucaia, sou obrigado a trabalhar porque não é feriado em Esteio e vice-versa”, brinca.  Mas esta não é a única dualidade na vida dele.

Osvaldo morava em Capão da Canoa, onde trabalhava em um supermercado. Há cerca de um ano e meio seu pai, dono do quiosque, teve um problema cardíaco, o que o levou a repassar o negócio para o filho. Quer dizer, nem tanto: “Hoje eu trabalho aqui para meu pai. De vez em quando ele me pergunta como está o movimento, quer saber como andam as coisas… Ele fica em cima mesmo”, conta. O vendedor deixou a brisa da praia e veio com a mulher e a filha para Sapucaia. “Da praia eu não tenho saudades. Sinto falta mesmo é dos amigos que ficaram por lá. Agora a saudade a gente mata pelo Facebook”, explica.

No lugar dos amigos que ficaram no litoral, surgiram os amigos que circulam diariamente na estação. É possível perceber isso pelos muitos cumprimentos que Osvaldo recebeu durante a entrevista. “Às vezes as pessoas estão com a cara amarrada, tão de mal com a vida, e tudo que querem ouvir é um ‘bom dia’. Aí você vai criando o hábito que antes não existia, e elas vão ficando mais leves”, conta.

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Para o vendedor, pontualidade é a alma do negócio. “Tem gente que sai de casa em cima da hora, atrasado para pegar o trem, contanto que vai chegar aqui e fazer um lanche ou tomar um cafezinho antes de embarcar. Pra essa pessoa eu não posso falhar. Eu tenho que me garantir aqui para ela poder garantir o dela”, explica Osvaldo, que trabalha das seis da manhã às seis da tarde.

Além de o quiosque estar na divisa de duas cidades, o seu coração é dividido entre duas paixões: o comércio e a arbitragem. “Eu atuo como árbitro de campo desde jovem. Meu sonho era ser jogador de futebol, mas eu sofri um acidente onde quase perdi a perna. Depois de recuperado, os joelhos estouraram. Aí me encontrei na arbitragem. É lindo ir para uma cidade do interior para apitar um jogo, porque não tem briga, não tem xingamento. O espetáculo é o jogo e a arbitragem. Agora, chegando quase aos 45 anos, eu estou fazendo o curso para virar árbitro de futebol de salão”.

Se Osvaldo tivesse que escolher entre os cartões do campo e os produtos do quiosque, ele não pensa duas vezes: “Eu ficaria com os dois. Por que eu gosto dos dois. Eu aprendi com minha mãe que a gente tem que fazer as coisas como se fosse a primeira, a única e a última vez. Este é o segredo para se fazer um bom trabalho, além de fazer o que se gosta”.