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Dançando entre os números

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Um SMS aproximou Renan de Oliveira, 25 anos, de um universo do qual seu pai já fez parte – ele trabalhou na antiga rede ferroviária que existia antes da Trensurb. A mensagem vinha de uma agência de estágios, informando a existência de uma vaga na área de contabilidade. Renan não pensou duas vezes: mandou seu currículo e cá está ele desde janeiro.

Experiência na área o Renan já tem: trabalhou na prefeitura de São Leopoldo com a compra das merendas escolares.” Acredito que todo mundo, como cidadão, deveria trabalhar em uma empresa pública ou de economia mista. A experiência te dá uma visão que como usuário tu não possui. A gente não vê como a engrenagem trabalha, não percebe os esforços de todo mundo para que tudo funcione bem”.

Depois que virou estagiário da Trensurb, ele também passou a ver os trens de outra maneira. “Do lado de fora eu não tinha noção, por exemplo, do trabalho de manutenção dos trilhos, da equipe de apoio, do centro de controle de operações. Hoje, quando eu vou pegar o trem, já sei que o pessoal está trabalhando nisso ou naquilo, consegue ver um fluxo maior, enxergar o todo”.

Nas horas vagas, Renan deixa os números de lado para encarar os ritmos da dança de salão. “É uma atividade que descontrai, alivia o estresse. Melhora a comunicação, a desinibição e ajuda a se soltar mais em algumas situações”, explica o estagiário. E se surgir uma oportunidade de se apresentar para o público interno da Trensurb com seu grupo de dança? “Isso depende da nossa evolução, ainda não somos nenhum pé de valsa, mas quando estivermos prontos, quem sabe?”