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Gente nova nas estações

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Dênis Guilherme de Oliveira, 30 anos, é um dos 21 novos funcionários da Trensurb que estão participando do processo de integração na empresa: ele foi aprovado para o cargo de Assistente Operacional e vai trabalhar nas estações. Mora em São Leopoldo, é casado com Alessandra de Oliveira e tem uma filha de dois anos e oito meses, a Laura. Dênis não é novo no funcionalismo público. Ele era concursado da Secretaria Municipal de Água e Esgotos de São Leopoldo, onde trabalhou por cinco anos. Como bom morador da região metropolitana (é natural de Canoas), ele conta que o trem faz parte da sua vida desde sempre.

A empolgação com o novo emprego é visível nas atitudes de Dênis. Ele diz que é interessado em aprender e gosta de tomar a frente nas tarefas, de ter a liderança. Durante as atividades de integração, ele destacou que os funcionários que foram convidados a conversar com ele e seus colegas durante a primeira semana do processo lhe deixaram pensando bastante sobre o seu futuro na Trensurb: “Algumas pessoas que vieram conversar conosco têm 20, 25 anos de empresa e começaram nas estações, assim como eu. É muito legal saber que a empresa incentiva, valoriza e dá oportunidade para os funcionários de estudarem e crescerem aqui dentro“.

Como assistente operacional, Dênis já conquistou sua primeira usuária: Laura, sua filha, que andou pela primeira vez nos trens. “Ela ficou fascinada“, conta o mais novo funcionário da Trensurb.

Seja bem-vindo, Dênis!

Foto: Arquivo Trensurb

A vendedora que não cai do salto

Foto: Arquivo Trensurb

Foto: Arquivo Trensurb

Dizem que um bom vendedor tem que ter muita descontração e habilidade para lidar com o cliente que entra na loja. Isso não quer dizer que a pessoa não seja tímida fora do ambiente de trabalho. O vendedor é como um ator ou atriz, que quando sobe ao palco empresta seu corpo e seu conhecimento ao personagem que ali está, em nome da arte, seja ela a do teatro ou do comércio.

Foi o caso da vendedora Daiane da Silva, de 19 anos, que veio abordar a gente com a expectativa da profissão, mas que deixou um pouco da sua timidez aparecer diante do pedido de entrevista. Timidez e um pouco de vaidade – o susto da informação de que haveria uma foto ao final da entrevista contrastou com a ideia de pedir um tempo para calçar um sapato melhor. “Vai que eu apareça de corpo inteiro na foto?”, justifica.

Falando em sapatos, este é o ramo de atuação da Daiane. Há quatro meses ela começou a trabalhar em uma loja que fica perto da Estação Canoas/La Salle. Há dois meses ela foi transferida para a outra loja da mesma rede que fica dentro da Estação Santo Afonso, em Novo Hamburgo“Como eu moro em Canoas, antes eu só pegava o ônibus para ir até o trabalho. Hoje o trem facilita a minha vida”, conta.

O fato curioso é que muita gente nem imagina que exista uma loja de sapatos dentro de uma estação, relatou a vendedora.

“Por causa da chuva, o que mais procuram aqui na loja são botas. Mas sai bastante scarpin também, o pessoal mais novo compra pra sair na noite”.  E sim, ela já presenciou um dos pesadelos femininos: “Teve uma menina que estava indo para o trabalho e quebrou o salto no meio do caminho. Aí ela veio aqui e acabou comprando um sapato novo”.

Daiane já traça expectativas para o futuro: pretende prestar vestibular para administração em breve. Enquanto isso, ela segue em seu trabalho na loja de calçados, atendendo a todos com um sorriso no rosto e disfarçando a timidez que só apareceu diante do pedido de foto.