Foto: Arquivo pessoal

Conectada com o Esporte

Foto: Arquivo pessoal

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A Camila se conecta com o seu sonho de ser campeã olímpica através da Trensurb. Conheça a sua história:

A rotina da Camila Zeferino é bem atípica, se comparada a dos jovens de 17 anos, sua idade. Isso porque ela divide seu tempo entre os estudos em Esteio, onde mora, e o judô em Porto Alegre, onde treina há dois anos.

Tudo começou no condomínio onde mora. “Eu já tinha feito balé e capoeira antes. Aí aqui começaram a dar aulas de judô. Fui assistir um dia, depois outro, até que acabei gostando e nunca mais saí”, conta. No início, sua mãe não gostava muito da ideia de ver a filha no tatame. “Hoje ela é a minha maior apoiadora”, diz a atleta.

O resultado da dedicação ao esporte se reflete nas premiações: Camila já perdeu a conta de troféus e medalhas conquistados, mas ressalta dentre eles o prêmio de vice-campeã no campeonato brasileiro de judô da sua categoria. E sonha com mais: “Acho que a meta de todo atleta é conquistar uma medalha olímpica”.

Na busca pelo lugar mais alto do pódio, Camila divide sua rotina diária entre estudar de manhã, e de tarde pegar o trem rumo a Estação Aeroporto, onde ainda pega um ônibus até o Grêmio Náutico União, aonde treina. “Quando as aulas acabaram no condomínio, o União ofereceu toda a estrutura para que eu continuasse treinando e participando das competições”.

Camila está no último ano do Ensino Médio, mas não decidiu para qual curso irá prestar vestibular. Enquanto isso, ela segue treinando e conquistando mais medalhas nos tatames do mundo.

E você? Quais as conexões que nós te ajudamos a fazer? Use o app Trensurb Conexões para nos mostrar!

Foto: Arquivo Trensurb

Operação das novas estações de trem começa em novembro

Foto: Arquivo Trensurb

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Para quem estava ansioso pelo início das operações das novas estações da Trensurb em Novo Hamburgo, o início das operações assistidas acontece em novembro. São 4,4 km de via elevada interligado as três novas estações – Industrial, Fenac e Novo Hamburgo – às 19 já existentes na Linha 1.

A operação assistida consiste no acompanhamento e avaliação do funcionamento do trem nas novas estações por parte da empresa responsável pelas obras. O objetivo é identificar e eliminar possíveis falhas e realizar ajustes mecânicos para que haja o funcionamento pleno. Este período de operação dura três meses, onde não ocorrerá a cobrança de tarifa para circulação no trecho avaliado. Haverá também uma tabela de horários diferenciada para esta etapa da expansão, que será definida em breve.

Quem aí está ansioso(a) para andar pelas novas estações?

 

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De Porto Alegre à Sapiranga de trem: uma realidade próxima

Foto: Arquivo Trensurb

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A Trensurb, mais do que conectar cidades através do trem, conecta muitas pessoas com suas viagens diárias. Neste ano, muitos projetos que visam ampliar estas conexões estão saindo do papel: o Aeromovel facilita o acesso de quem tem o Aeroporto como destino, e a ampliação das estações até o centro de Novo Hamburgo. E este é só o começo!

Semana passada, a Assembleia Legislativa criou uma Frente Parlamentar em favor da extensão da Trensurb até as cidades de Taquara e Sapiranga. O objetivo dos deputados é trabalhar junto à Trensurb e com prefeitos, vereadores e representantes das comunidades para que o projeto saia do papel e ganhe forma.

Nos próximos dias será assinado o acordo para realizar o estudo de viabilidade técnica para ampliar a Linha 1 do metrô até Sapiranga. A empresa responsável irá analisar itens como acessibilidade, equilíbrio entre mobilidade e proteção ambiental, circulação e trânsito, demanda de transporte e revitalização econômica das áreas atingidas, dentre outros.

Isto significa que, em breve, novas conexões irão surgir, não só no trem, mas também na vida de todos os usuários.

 

foto braga

Um quiosque de histórias

foto braga - trensurb

Fim de tarde de uma sexta-feira. O Kiosque do Braga, na Estação Aeroporto, segue na ativa até às 19h. O balcão de salgados, quase vazio, era um reflexo das boas vendas do dia. Há quase dez anos, José Vicente Boeira Braga chega na plataforma pouco antes das seis da manhã para atender os primeiros passageiros que chegam até ele atrás de um café quente para despertar, um salgado ou para um bate-papo.

Aliás, bate-papo é o que não falta. “A grande maioria das pessoas acaba circulando por aqui todo dia no mesmo horário. A gente acaba convivendo, fazendo vínculos, ouvindo os problemas das pessoas…”, diz Braga. A prova disso veio em seguida, atendendo uma cliente. “Fala guria! Que tu anda tão pensativa, meu Deus?” questiona à passageira, que diz estar gripada. “Também! Não tem comido mais pão de queijo, aí se gripa fácil. Tu sabe que o pão de queijo ajuda na saúde” responde o comerciante.

foto braga 1 - trensurb

Braga diz que agora, durante o inverno, o que mais sai no seu quiosque é o tradicional cafezinho, na maioria das vezes acompanhado de uma história:

Já vi acontecer de tudo aqui na plataforma. Teve uma vez que eu vi um casal sair do trem brigando, e a mulher, baixinha, tentava bater na cara do marido, um cara alto. Dia desses um senhor desceu aqui, passou mal e caiu nos trilhos. O pessoal da Trensurb resgatou ele intacto. Estava se recuperando de uma cirurgia, ficou zonzo e foi parar lá embaixo”. “Teve aquele dia que o rapaz perdeu a carteira aqui na estação e estava bem desesperado”, complementa uma das clientes que estava por perto, tentando comprar um pão de queijo, mas não encontrava o dinheiro dentro da bolsa. “Aqui a gente fica até com vontade de dizer para as pessoas ‘organiza essa bolsa’, mas se segura para manter a clientela”, diz Braga, que arranca uma gargalhada da cliente.

Eu até brinco de vez em quando que a qualquer momento vou trocar o letreiro de ‘Kiosque do Braga’ para ‘Divã do Braga’, de tanta coisa que eu ouço aqui. Eu tenho uma cliente que é psicóloga, e eu já encaminhei pra ela muitos pacientes que vinham aqui (risos). É uma coisa cativante, por que tu consegue ajudar as pessoas de alguma forma”, afirma. “Ele percebe o que a pessoa está querendo ouvir e fala. Se alguém precisa desabafar ele ouve, se alguém precisa de uma palavra de carinho ele diz”, conta sua esposa. “A gente faz muita amizade aqui. Já recebi convite pra formatura, batizado… Tem gente que desce aqui na Estação Aeroporto só pra pegar um lanche comigo. São relações que a gente constrói ao longo do tempo”, explica o vendedor.

foto braga

Braga mora em Porto Alegre. Em função do horário e das mercadorias e lanches que precisa levar para o quiosque, vai de carro até a Estação Aeroporto. Mas costuma utilizar os trens para ir até o Centro: “O trem é uma maravilha em todos os sentidos. Agora com a construção do Aeromovel a expectativa de movimento é grande”.  O que temos certeza é que não só de clientes, mas de outras histórias e conexões com novas pessoas que por ali vão circular. Concorda, seu Braga?