Uma trajetória de amadurecimento

José Eurico Reis Pinto tem 58 anos, é natural de Porto Alegre e trabalha há 33 anos na Trensurb. Começou em 11 de março de 1985, poucos dias após o início da operação comercial do metrô, em 4 de março. Reis, como é chamado pelos colegas, ingressou como agente de estação e, a partir de 1987, passou a atuar como operador de trens. Em 2010, foi aprovado no processo seletivo interno para trabalhar no Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa, onde atua até hoje.

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O cérebro do metrô

Para que os trens operem todos os dias, a Trensurb conta com um quadro funcional com mais de mil empregados que atuam em diversas áreas e garantem o bom funcionamento do metrô, o planejamento e a gestão da empresa. As 48 unidades organizacionais da Trensurb estão divididas entre três diretorias, duas superintendências, 14 gerências, 28 setores e um órgão de auditoria interna. Conheça o trabalho do Setor de Controle Operacional (Secot).

Quem faz? Atualmente a equipe do Secot possui 33 membros, todos controladores operacionais. Destes, 29 empregados trabalham em regime de escalas de revezamento dentro do Centro de Controle Operacional (CCO), sendo cinco supervisores. Além deles, existem ainda outros sete empregados em treinamento, sendo três no CCO.

O que faz? O Secot é responsável pelo Centro de Controle Operacional, que monitora todas as demandas provenientes da operação dos trens. Entre suas diversas atribuições é possível destacar as principais funções de controle: acesso às áreas operacionais, da operação do sistema de monitoramento dos trens, do tráfego de trens, de limpeza de trens, de entrada e saída de trens na via, de acesso às pessoas portadoras de deficiência, de tráfego dos usuários nas estações e plataformas de embarque e da programação da manutenção dos veículos.

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O novo CCO

O Centro de Controle Operacional (CCO) é o “cérebro” da Trensurb, responsável por monitorar todas as demandas relacionadas à operação do metrô, controlar os sistemas instalados na via e centralizar as informações deles provenientes.

Com a expansão da linha metroviária até Novo Hamburgo, foi necessária a implantação de equipamentos adicionais para permitir o comando do novo trecho pelo CCO, além da instalação de um novo software de telecontrole. Assim, deu-se início a um processo de modernização de todo o sistema de controle de tráfego e energia. Parte do contrato de expansão São Leopoldo-Novo Hamburgo firmado com o Consórcio Nova Via (CNV), o projeto começou a ser implantado de fato no segundo semestre de 2013. Agora, entra em fase de garantia e ajustes de software por parte do fornecedor – a unidade de automação ferroviária da alemã Siemens, que adquiriu a espanhola Invensys (empresa que havia sido contratada pelo CNV). O investimento total da Trensurb no projeto foi de R$ 19,65 milhões.

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Foto Luiz Soares (4)

De olho no futuro

Foto Luiz Soares (4)

“Hoje nós somos uma família metroviária”. É o que afirma Dóris Souza Coelho, 44 anos, sobre ela e o marido, Luciano Castro, que atua no Centro de Controle Operacional (CCO) da Trensurb. Dóris e Luciano são casados há 25 anos e se conheceram na faculdade de engenharia química da PUCRS. O casal também trabalhou junto na hoje extinta Companhia União de Seguros Gerais até o ano 2000. Em 2003, Luciano ingressou na Trensurb e logo disse para a esposa: “Quer ser minha colega de novo? A empresa é muito boa, o ambiente é muito bom e acredito que temos condições de crescer profissionalmente lá”. E foi o que Dóris fez.

Em 2006, ela prestou concurso e foi aprovada, sendo convocada em 2008. Trabalhou em diversas estações até que surgiu a oportunidade de passar ao cargo de assistente operacional padrão 2. Desde o início do mês, Dóris é responsável pela coordenação das atividades da Estação Niterói.

Ela destaca que já começou na empresa com o objetivo de ascender na profissão: um dia quer chegar ao CCO, como o marido. Ela destaca a importância de dar suporte aos colegas: “Receber os novos assistentes nas estações é uma grande responsabilidade. Passar o trabalho da maneira correta é de extrema importância porque influencia diretamente no resultado da estação”.