Sesin

Setor de Sinalização atua todos os dias (e noites) na manutenção do sistema metroviário

Todos os dias, cerca de 200 mil pessoas utilizam o metrô gaúcho para deslocarem-se entre os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Contudo, muitas vezes, os usuários do metrô não imaginam a quantidade de profissionais que atuam durante a noite para que o serviço possa funcionar normalmente no próximo dia.
Os trabalhos, na maioria de manutenção preventiva e corretiva, são realizados durante todas as madrugadas, de segunda a segunda. Ao todo, mais de 100 funcionários trabalham à noite nos setores responsáveis por manutenção leve de trens, de rede aérea, de via permanente e de sinalização, além das áreas de segurança, de tráfego, nas estações, na limpeza e no centro de controle operacional.

O Setor de Sinalização

A equipe de manutenção noturna do Setor de Sinalização (Sesin) é composta por 21 empregados “fixos” e mais 17 que atuam em escala de revezamento, normalmente quatro profissionais por noite. Boa parte dos empregados são técnicos em eletrônica, eletrotécnica, mecânica ou telecomunicações, além dos assistentes de serviços de manutenção. Eles fazem a manutenção preventiva e corretiva dos sistemas sob responsabilidade do setor, que são:

· sinalização de segurança;

· telecontrole de tráfego e energia;

· bilhetagem automática;

· radiocomunicação;

· sonorização;

· sincronismo horário;

· telefonia;

· infraestrutura da rede corporativa de informática.

De acordo com o engenheiro de apoio técnico e chefe substituto do setor, Paulo Cezar Bombardelli, a manutenção preventiva noturna, quando feita de forma adequada, reduz os níveis de falhas nos equipamentos, garantindo que os sistemas tenham maior disponibilidade operacional. “Isso contribui de forma significativa para a regularidade, pontualidade e segurança no tráfego diário dos trens”, explica.

Sobre a manutenção corretiva que é realizada à noite, fora do horário de circulação dos trens, ele afirma que, feita de forma eficaz, as pequenas falhas que podem vir a ocorrer durante a operação comercial do sistema e que não puderem ser resolvidas durante o dia, são programadas para a execução noturna. “Tudo para que a disponibilidade operacional seja plena no início do dia seguinte”, pontua.

Paulo também lembra que os trabalhos de manutenção noturna do sistema metroviário possuem alguns riscos, como choques elétricos, quedas, cortes ou queimaduras. Contudo, ele salienta que, para proteger os empregados de qualquer tipo de acidente, são adotadas diversas normas de segurança na empresa. “As atualizações das normas de trabalho e de segurança, as orientações e os treinamentos frequentes são fundamentais, bem como a disponibilização e uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) adequados a todas as atividades desempenhadas pelos funcionários”, pontua.

Assim que ingressou na empresa, o supervisor do laboratório do Setor de Sinalização, Ricardo Dvorschi, trabalhou quase dois anos na manutenção noturna do setor. “Eu era supervisor, ia a campo, trabalhava junto com o pessoal da noite. Se tínhamos algum problema, eu ia junto para solucionar”, conta. Entretanto, apesar de gostar do serviço, o empregado encontrou algumas dificuldades em função dos horários. “Na época a mudança foi penosa. Não me acostumei e mudei para o horário diurno. Tem gente que diz que acostuma, que está há anos lá e que consegue trabalhar, mas depende muito do organismo”, diz. Ele afirma que a manutenção noturna “é fundamental, tanto a preventiva quanto a corretiva”, além de que “o trabalho noturno é mais tranquilo”.

“Temos no Sesin uma equipe que mescla empregados com mais de 25 anos de empresa e que agregam um grande conhecimento teórico e prático sobre os sistemas existentes, bem como empregados mais novos que oferecem uma nova energia na equipe. Gerenciar esses funcionários não é uma tarefa difícil, pois o espírito de profissionalismo e cooperação está presente em todos eles”, conclui Paulo.

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