Amanda Barros (7)

Por dentro do Laboratório do Sesin

Todos os dias, dezenas de milhares de pessoas utilizam o metrô para se deslocar no eixo norte da Região Metropolitana de Porto Alegre. Contudo, os usuários do serviço não imaginam o número de profissionais que atuam diariamente para que os trens se mantenham funcionando e as eventuais falhas sejam corrigidas o mais depressa possível. O Setor de Sinalização (Sesin) é um dos braços essenciais para esse funcionamento, sendo responsável pela sinalização de segurança, o controle de tráfego e energia, a radiocomunicação, a sonorização dos trens e estações, o sincronismo dos relógios, a telefonia e a infraestrutura da rede corporativa de informática da Trensurb.

É no laboratório do Sesin onde vão parar os equipamentos eletrônicos que apresentam falhas. O supervisor Ricardo Dvorschi explica que a rotina no espaço é intensa e que os sete técnicos em eletrônica do laboratório sempre estão atarefados, trabalhando em conjunto com os demais colegas de setor: “Nós temos uma equipe de plantão, uma equipe de manutenção preventiva que trabalha exclusivamente à noite e o apoio técnico, que dá um suporte para todos nós. Ao total, cerca de 50 pessoas. Aqui no laboratório é onde são feitos os consertos e nós suprimos tanto as demandas da manutenção preventiva quanto do plantão, que fazem as substituições”.

Além de consertar o que apresenta falhas, a equipe técnica do laboratório também é responsável por encontrar soluções mais econômicas, tudo feito com muito tempo de pesquisa e responsabilidade. “O nosso nobreak, por exemplo, tem um alarme totalmente confeccionado por nós, então todo esse equipamento teve custo zero. Peças do estoque e de boa qualidade foram reutilizadas para criar o equipamento”, conta Dvorschi. Os nobreaks têm a função de manter o sistema de sinalização de segurança do metrô funcionando quando há interrupção no fornecimento de energia. Outro exemplo de economia são as lâmpadas de trecho, conforme explica o supervisor: “Essa lâmpada é importada da Espanha. O custo de uma nova seria cerca de R$ 19 mil. Aqui conseguimos estender a utilidade dela, trocando fusíveis que custam centavos”.

A rapidez em encontrar soluções é outro aspecto importante do trabalho no laboratório. O técnico em eletrônica Rui Gustavo Meira, entre outras funções, elabora diagramas e manuais que são como “esqueletos” das peças e dos circuitos eletrônicos. “Eu testo todas as ligações que podem ir de um pino a um resistor, ou a alimentação, e vou desenhando essas ligações”. Com esse mapeamento, é possível entender como a peça funciona e tornar muito mais ágil o conserto.

Além de suprir todas as demandas do sistema de sinalização, o laboratório do Sesin ainda é responsável pelo conserto de materiais internos de uso da empresa, como equipamentos de telefonia, micro-ondas e projetores, o que facilita processos que trariam gastos financeiros e de tempo caso fossem levados para um laboratório externo. “Todo trabalho do Sesin aqui é importante para manter o trem, que é o nosso produto final, funcionando”, afirma Dvorschi.

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