Os espaços culturais do metrô

Ao longo de sua história, a Trensurb tem buscado incentivar ações culturais em suas dependências – e fora delas –, alterando a rotina da comunidade através das mais diferentes formas de expressão artística e dando espaço para novos ou já reconhecidos talentos. Atua, para isso, em parceria com outras instituições, promove e apoia a realização de atividades dentro e fora do metrô. Buscando divulgar os espaços disponíveis para a população em geral e, especificamente, para os artistas, bem como o processo necessário para se fazer uso desses locais, a Trensurb publica o regulamento dos espaços culturais das estações. O documento está disponível na página da empresa na internet.

“Somos procurados por artistas e produtores para parcerias e, dessa forma, entendemos que a comunicação fluirá melhor e oportunizará que mais pessoas conheçam e se interessem em participar”, afirma o gerente de Comunicação Integrada da Trensurb, Jânio Ayres.

Projetos de exposições, apresentações ou eventos artístico-culturais podem ser encaminhados à empresa, nos formatos definidos pelo regulamento, tanto por correspondência como online. Na avaliação, será considerada a adequação do projeto ao espaço físico das estações, respeitando-se critérios de segurança e operação. Os espaços disponíveis localizam-se em sete estações e seis municípios diferentes. Não serão aceitas propostas destinadas às plataformas das estações e ao interior dos trens. Os principais critérios de avaliação são: o ineditismo da proposta; a qualidade técnica, artística e poética; o grau de inovação do projeto e contemporaneidade da proposta; a clareza do memorial descritivo e do desenvolvimento da proposta; o grau de expectativa e interesse do público dos usuários; a atratividade do tema, sua diversidade; a perspectiva de contribuição ao enriquecimento sociocultural da comunidade; a adequação à cultura da instituição.

Conforme Jânio Ayres, “o conceito dos espaços culturais é o de potencializar os espaços públicos e quebrar a rotina dos usuários do metrô”. Para o gerente de comunicação da Trensurb, trata-se de um desafio, “pois as pessoas estão cada vez mais com pressa, focadas em seus interesses e desligadas do que acontece no seu entorno; e, ao mesmo tempo, paradoxalmente, conectadas. Ou seja, há uma enorme dificuldade de se retomar o espaço público como um espaço de convivência e de troca de experiência”. Ele acredita que “a arte, por ser universal, pode ser um canal entre as emoções de pessoas, trazendo para dentro da estação uma energia importante, vital para humanizar esses espaços”.

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