Na escola ou nos trilhos, guiando pessoas

André Gilberto Bouffet Prado, de 35 anos, nascido e morador de Canoas, é operador de trens na Trensurb desde dezembro de 2010. André iniciou sua carreira profissional com 17 anos, na indústria. Em 2006, passou no concurso para trabalhar como agente metroviário no metrô gaúcho. Em 2010, participou de seleção interna para fazer parte do Setor de Tráfego (Setra), tornando-se então operador.

Formado em matemática, André fez estágios em uma escola do ensino fundamental e uma do ensino médio, ambas em Canoas, no ano de 2007. Após a formatura, optou por continuar na Trensurb em vez de seguir carreira na nova profissão. Ele explica sua escolha: “Na época o professor não estava tão valorizado, como ainda não é. As pessoas não têm a cultura de valorizar a profissão de docente. E como tinham muitos problemas, até mesmo de violência contra professores, acabei desgostando um pouco da situação e deixando de lado”. Sobre a possibilidade de voltar a lecionar, o operador afirma: “No momento não penso ainda, mas não sou taxativo, não descarto”.

No tempo livre, André gosta de ir a festas, caminhar e tomar chimarrão em parques com a namorada, experimentar diversas culinárias e passar o tempo com a família e amigos. Às terças-feiras, costuma jogar futebol com os colegas de Trensurb. Futebol, aliás, é uma das coisas de que mais gosta: é colorado, tem o hábito de escutar os jogos no rádio e gosta de “secar” o Grêmio. André também gosta de filmes e séries, principalmente de ação e de super-heróis. Entre seus filmes preferidos estão O Gladiador e O Sexto Sentido. Acompanha séries como The Walking Dead, Demolidor e The Flash. Viajar também faz parte de seus hobbies. Já esteve em Maceió, Porto de Galinhas, Rio de Janeiro e até mesmo na Argentina, além de já ter praticado rafting em Três Coroas e Nova Roma do Sul. Um lugar que ainda deseja conhecer é Machu Picchu, no Peru.

Quando fala sobre a função que exerce na empresa, André é claro: “A parte que eu mais gosto é pilotar”. O operador destaca ainda a união dos colegas do Setor de Tráfego: “As pessoas quase na sua totalidade se conhecem e têm pelo menos algum convívio. Difere um pouco de outros setores. Como a gente se concentra muito em duas partes, Mercado e pátio, a gente consegue conviver e trocar muitas experiências de vida”. André pensa ainda em voltar a estudar, fazer pós-graduação em gestão pública ou algo do gênero, voltado para empresas estatais. Enquanto isso não ocorre, o professor de matemática vai guiando os trens com a fórmula da boa viagem.

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