Internet das coisas e análise de dados do aeromóvel

Recentemente, profissionais que atuam no Centro de Desenvolvimento Operacional Aplicado à Tecnologia Aeromóvel, da Trensurb, desenvolveram um sistema que compila e apresenta graficamente dados captados por sensores presentes na linha que conecta a Estação Aeroporto do metrô ao Terminal 1 do Salgado Filho. O trabalho deles foi apresentado durante a 44ª reunião do Grupo Permanente de Autoajuda na área de Manutenção Metroferroviária, que tem como objetivo discutir, avaliar e viabilizar soluções técnicas conjuntas entre operadoras de todo o Brasil. O evento foi parte da 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, realizada em São Paulo entre 19 e 22 de setembro.

O projeto, intitulado Internet das coisas a baixo custo e linguagem Python aplicados na operação metroviária, foi desenvolvido pelo técnico em eletrônica Eduardo Sachser, o engenheiro mecânico Gustavo Knies e o engenheiro eletricista Davi Vital, contando com contribuições de diversos outros profissionais da Trensurb. Sua aplicação possibilita o armazenamento de informações coletadas pelos sensores do aeromóvel e, com o auxílio de um programa desenvolvido pelos profissionais, proporcionar a análise minuciosa desses dados.

Segundo Eduardo, a internet das coisas é a ideia de que objetos físicos, veículos, prédios, entre outros, tenham sensores inseridos em uma rede capaz de coletar e transmitir dados. “Esses sensores podem medir teu batimento cardíaco, número de passos, tudo isso se transformando em dados, indo para o teu celular, para a internet, sendo processados e gerando alguma informação”, explica ele.

Trabalhando diariamente com o aeromóvel, Eduardo e os colegas identificaram que os diversos sensores da linha coletavam inúmeros dados, porém essas informações eram utilizadas, em geral, apenas para visualização, não para estudo, apresentadas na tela do computador em momentos específicos durante o controle do sistema, sem a possibilidade de armazenamento. Portanto, o primeiro passo para proporcionar a análise foi garantir que os dados fossem armazenados. “Encontramos programas gratuitos ou baratos, que, apesar de pouco confiáveis para o controle do sistema, se mostravam muito eficientes coletando suas variáveis”, relata o técnico.

A partir daí, criou-se um software, através da linguagem de programação Python, que possibilita a análise dos dados de forma livre, de modo que essa avaliação possa ter aplicações no controle da manutenção do aeromóvel. “Esse sistema criado por nós permite colocar em gráficos aquele monte de dados coletados anteriormente, de tal forma que podemos solucionar problemas”, afirma Eduardo.

E o projeto já deu resultados: graças a ele, foi possível identificar e corrigir um problema em uma válvula da via do aeromóvel que ocasionava danos nas aletas dos veículos. A expectativa dos seus criadores é seguir adquirindo cada vez mais conhecimento a partir das informações coletadas, aplicando-o para evitar falhas ou corrigi-las o mais rápido possível.

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