Estudante de engenharia mecânica demonstra nível seguro de ruído dos novos trens em seu TCC

Aluna de engenharia mecânica da UFRGS, Laura Casagrande Testa desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso sobre o nível de ruído interno dos novos trens da Trensurb. Ela analisou o ruído interno para avaliação do conforto dos passageiros e o nível de ruídos a que os operadores estão expostos nos trens série 200.

Com o apoio de empregados da Trensurb, no dia 14 de novembro de 2017, a acadêmica realizou uma viagem de ida e outra de volta entre as estações Mercado e Novo Hamburgo, fazendo a medição de ruídos. Para isso, foram utilizados dois decibelímetros – equipamentos que medem os níveis de pressão sonora, ou seja, a intensidade do som em determinados momentos – e um dosímetro – aparelho que mede a exposição de um indivíduo ao ruído durante um período estabelecido. Os decibelímetros foram posicionados no salão de usuários do carro motor B do trem, enquanto o dosímetro teve seu microfone fixado à lapela do operador.

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Um dos decibelímetros usados por Laura para medir o ruído no trem

A NBR 13068 é a norma técnica que fixa os níveis de ruídos admissíveis para carros de metrô. Ela estabelece o nível máximo de pressão sonora ponderada a 80 decibéis no salão de usuários. Nas medições efetuadas por Laura, apenas 1% das ocorrências registradas pelos decibelímetros ficaram acima do limite, com potencial de desconforto acústico. Os valores de pico observados ocorreram em momentos específicos em que o trem freou, partiu de uma estação ou abriu as portas, ou ainda devido a ruídos externos.

A NR-15, por sua vez, é a norma regulamentadora do Ministério Público do Trabalho que define atividades insalubres e determina, entre outras coisas, os limites de tolerância para ruídos a que um trabalhador é submetido. Foi nela que se baseou a avaliação da dose de ruído a que os operadores de trens estão expostos. A dose é um parâmetro que mede a exposição de um trabalhador ao ruído, expresso em porcentagem de energia sonora, tendo por referência o valor máximo da energia sonora diária admitida – de modo que valores abaixo dos 100% são considerados seguros. O critério de referência adotado foi o valor de 85 decibéis, que corresponde ao limite máximo definido pela NR-15 para um tempo de exposição de oito horas. As medições de Laura indicaram doses de até 22% para uma jornada de oito horas, não representando qualquer risco de dano a saúde dos operadores.

Segundo a estudante, “todos os testes deram bem abaixo do permitido pelas normas regulamentadoras, não causando nenhum dano a saúde, tanto dos usuários como do operador do trem”.

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