Entrevista: a expressão dos corpos na fotografia de Fernando Espinosa

Até 30 de março, está em cartaz na Galeria Xico Stockinger, na Estação Rodoviária da Trensurb, a mostra O Corpo Expressivo, do fotógrafo Fernando Espinosa. A exposição tem como inspiração as milhões de conotações que o corpo possui quando quer se expressar: afetos, dores, alegrias e amores, entre outros sentimentos. Mantida pela Trensurb em parceria com o Sesc-RS, a Galeria Xico Stockinger fica no túnel de acesso à plataforma da Estação Rodoviária do metrô. Ela pode ser acessada durante o horário de abertura da estação, das 5h às 23h20, mediante pagamento da tarifa unitária do metrô, de R$ 4,20.

Fernando Espinosa é um fotógrafo porto-alegrense, especializado em fotografia de cena. Médico veterinário, formado em 2007 pela UFRGS, descobriu sua vocação ao registrar apresentações de sua esposa e sua sogra, ambas bailarinas. Fascinado pela união das artes, aos poucos fez desse hobby uma profissão, na qual atua desde 2015.

Quer saber mais sobre a exposição e o trabalho dele? Confira a seguir nossa entrevista com o fotógrafo.

Quais foram as suas inspirações para as fotos?

A exposição O Corpo Expressivo apresenta uma coletânea de imagens de corpos dançando, em movimentos de expansão. São corpos que se entregam à dança e vão além dos movimentos “convencionais”.

Como é a experiência de fotografar dançarinos?

Eu dedico a minha arte fotográfica 100% ao registro de danças e artes cênicas. Sou fascinado pela junção dessas expressões artísticas em uma imagem que busca transmitir o movimento, mas também consegue congelar um instante que jamais irá se repetir.

Qual a expectativa quanto a expor em uma estação de trem? O que você espera que as pessoas sintam quando passarem pela exposição?

Estou bem empolgado com a exposição em um local não usual, onde as pessoas passam sem o objetivo de apreciar a arte fotográfica. Poder mostrar, através do meu trabalho, os registros da cena da dança em nossa cidade e estado me deixa especialmente satisfeito, pois a arte local por vezes não é tão apreciada como deveria. Temos em nossa cidade e estado uma gama de bailarinos, coreógrafos e escolas, muito bem-conceituados, que produzem trabalhos incríveis. Assim, creio que a exposição possa também cativar a população a valorizar mais a cena da dança gaúcha e porto-alegrense.

Pode falar um pouco mais sobre a tua trajetória como fotógrafo até aqui?

A minha trajetória na fotografia está intimamente ligada à dança. Pois a dança me levou à fotografia. Tornei-me cada vez mais encantado por essa arte e, por estar sempre presente às apresentações da minha esposa, minha sogra e minha cunhada, comecei a registrar através da fotografia suas performances nos palcos. Aos poucos, os amigos que a dança nos trouxe começaram a gostar das fotos e os inevitáveis pedidos de cliques se estenderam a esses amigos.  Abdiquei das outras áreas da fotografia para me dedicar exclusivamente aos espetáculos. A união das artes me fascina. Conseguir registrar aquele movimento, aquela pose, que acontece em centésimos de segundo, e que nunca mais se repetirá, é incrível. É muito gratificante. Continuo estudando. Continuo buscando ser melhor fotógrafo. Entender melhor a luz, a dança, o movimento, as expressões artísticas e como posso eternizar os espetáculos da melhor forma.

Conheça mais do trabalho de Fernando Espinosa acessando seu site.

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