Conheça o slam: prática que leva poesia a ambientes não convencionais estará presente na Feira do Livro de Porto Alegre

Talvez desconhecido pela maioria, o slam é a prática de declamar poesia sem o auxílio de acompanhamento musical. Surgido em Chicago, em 1984, o movimento ganhou muitos adeptos por conseguir tirar a poesia dos livros e dos ambientes tranquilos e colocá-la nas ruas, próxima de quem quisesse ouvi-la.

O rapper e slammer (nome dado aos praticantes do slam) Vinícius Brasil é um dos diversos apaixonados pelo formato. Segundo ele, escrever poesias é sua válvula de escape. “Os sonhos são indispensáveis para seguirmos em frente, pois eles me mantêm vivo”, declara.

Denis Navarro, que também é slammer, vê nessa arte uma forma de libertação. “Quando tu acabas de recitar, tu voltas pra dentro do teu corpo e está todo mundo te olhando e gritando. Não tem como explicar”.

Vinícius pontua que a poesia, fora do seu local comum, tem o poder de, nas palavras dele, “tirar as pessoas do caos do dia a dia e colocá-las em um momento onde só a poesia importa”. Navarro lembra que o fato de não ter música torna o momento mais íntimo. “Quem dita o ritmo é a voz da pessoa e não um aparelho. Isso faz com que público e artista fiquem mais próximos”.

Neste sábado (3), a população terá a chance de conhecer o slam mais de perto, pois o projeto Redes de Leitura – Bibliotecas Comunitárias de Porto Alegre levará diversos slammers a uma intervenção na Feira do Livro de Porto Alegre, encerrando a aula pública “O Direito Humanizador do Acesso à Leitura”. O evento acontece a partir das 10h, no Teatro Carlos Urbim, e conta com a participação de mulheres que participam de movimentos e ações ligados à democratização da leitura.

Moradores da região metropolitana podem aproveitar o trem para participar do evento e conhecer uma forma de cultura diferente, além de caminhar pela tradicional Feira do Livro.

Redes de Leitura – Bibliotecas Comunitárias de Porto Alegre

Por meio do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, biblioteca localizada na plataforma da Estação Mercado do metrô, a Trensurb faz parte do projeto Redes de Leitura desde 2017. Criado em 2008, o projeto busca promover a leitura como um direito social por meio do fortalecimento coletivo de bibliotecas comunitárias e instituições sociais. No momento, oito bibliotecas comunitárias fazem parte do Redes de Leitura. Para saber mais sobre o projeto e conhecer cada biblioteca, acesse a página no Facebook.

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