Sombras de Agosto, livro de suspense ambientado na Trensurb, é lançado

Ambientado nas dependências da Trensurb, Sombras de Agosto é o primeiro romance policial do escritor Leandro Haach, lançado no início do ano, e conta a história de um investigador no encalço de um assassino em série que comete seus crimes no Centro de Porto Alegre. Segundo Leandro, foram quatro anos de estudos para conseguir desenvolver o livro, entre pesquisas na área psicanalítica e policial, buscando entender como funciona a mente de um assassino e de um investigador.

Leonardo Werther é o protagonista da obra: um delegado de 50 anos com um passado cheio de traumas. A sua rotina é pegar o trem todos os dias de Novo Hamburgo até a Estação Mercado. Assim, a Trensurb se torna uma peça importante para a história, conectando personagens e trazendo a noção de mudança e movimento entre passado e futuro. O enredo conta com muito suspense, drama e reviravoltas, abordando ainda temas complexos, como o abandono. Tudo se passa em uma Porto Alegre fria e chuvosa, com cenários conhecidos dos gaúchos.

Natural de Porto Alegre, Leandro Haach é formado em Letras pela Unisinos. Possui dois livros publicados pela editora BesouroBox: Na direção das setas amarelas e Sombras de Agosto. Ele nos contou um pouco de suas inspirações e o porquê de ter escolhido a Trensurb como uma peça importante para a trama de seu mais recente livro.

Tu escreves há quanto tempo?

Leandro Haach – Estudei Letras e, portanto, sempre gostei de ler e escrever. Mas, de uns tempos pra cá, há cerca de uns três ou quatro anos, depois que lancei meu primeiro livro sobre a peregrinação que fiz no Caminho de Santiago de Compostela, resolvi que já era tempo de materializar o sonho de escrever as minhas próprias histórias.

Este é teu primeiro romance policial. O que te levou a escrever este gênero?

Leandro Haach – Sou apaixonado por narrativas policiais. Embora muitas pessoas subestimem o gênero como subliteratura, eu penso que as histórias de detetive são extremamente universais por colocarem temas como amor e morte no centro das tramas. Além disso, narrativas policiais podem ser uma excelente ferramenta para atrair novos leitores, para incutir neles o gosto pela leitura. Talvez as escolas deveriam explorar mais isso.

Tu te identificas mais com o protagonista ou com o vilão da história?

Leandro Haach – Acho que nossa tendência é sempre acreditar que representamos o bem, o herói da história, portanto é lá que estará a identidade daquilo que buscamos ser. Mas, se pararmos para pensar, entenderemos que evitamos a todo custo olhar para o nosso lado sombrio, todos somos dia e noite. Isso não quer dizer que iremos sair por aí assassinando alguém, contudo a humanidade está aí para provar que é capaz de realizar grandes gestos de altruísmo e lamentavelmente crimes atrozes.

Quais foram os desafios que tu encontraste para escrever esta história?

Leandro Haach – Primeiramente, foi um pouco complicado escrever sobre o universo da polícia. Embora tenha lido e recebido ajuda de um amigo, é difícil construir uma história quando você não habita aquele meio policial. Mas o maior desafio foi escrever sobre o tema do abandono, bem presente na trama do livro.

Por que escolher a Trensurb como um cenário importante para a trama?

Leandro Haach – Sou super fã da nossa Trensurb. Tive o privilégio de andar gratuitamente no metrô no dia da inauguração em 1985, guardo uma ótima lembrança. Além disso, cada vez que entro no trem fico admirando as tantas e tantas pessoas que por lá circulam diariamente, com suas angústias, alegrias, mas, na maioria das vezes, indo à luta imbuídas de sonhos. Tem um livro chamado O Tapete do Rei Salomão [de Barbara Vine], cuja trama está intimamente relacionada com a história das linhas de metrô de Londres. Então pensei que devemos exaltar o que é nosso. A própria simbiose formada entre o Museu do Trem e a Estação São Leopoldo representa uma simbiose que liga passado e futuro, preservados em um mesmo espaço geográfico. Enfim, a Trensurb incorporou-se à alma urbana gaúcha e tem muita história para contar.

Antologia Digital da Poesia Gaúcha: Ricardo Silvestrin

Por meio do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos (EMLsT), a Trensurb está desenvolvendo o projeto Antologia Digital da Poesia Gaúcha, buscando levar mais cultura ao cotidiano da comunidade. Nesta semana, o projeto lança vídeos apresentando três poemas de Ricardo Silvestrin, declamados pelo próprio autor. São eles: 79, modelo 80 e dois poemas sem título.  Clique aqui e acesse a playlist com os vídeos da Antologia no YouTube.

Nessa primeira fase, o projeto promove a veiculação quinzenal de vídeos curtos de poetas declamando poesias, nas redes sociais e nos monitores do Canal Você (presentes em trens e estações). A Antologia tem apoio da Academia Rio-Grandense de Letras, do Instituto Estadual do Livro e do Canal Você.

Poeta, escritor e músico, natural de Porto Alegre, Ricardo Silvestrin formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1985. No mesmo ano, publicou seu primeiro livro de poemas, Viagem dos olhos, pela editora Coolírica. Ganhou cinco vezes o Prêmio Açorianos de Literatura. Seu livro É tudo invenção (2004) foi selecionado para representar o Brasil na 41ª Feira de Literatura de Bolonha. Tem entre suas obras publicadas: Play: contos (2008), O videogame do rei (2009) e Seres Trock (2017). Como músico, em 2001, com os também poetas Alexandre Britto e Ronald Augusto, criou o grupo musical os poETs. E, em 2019, lançou o álbum Silvestream, com seu repertório solo de canções. De 2003 a 2009, foi colunista quinzenal no Segundo Caderno do jornal Zero Hora. De 2008 a 2011, deu aulas de roteiro e dramaturgia no curso de Realização Audiovisual da Unisinos. É colunista do site Musa Rara. Em 2020, criou o programa Um Bando de Gente em seu canal no YouTube.

Confira a seguir a entrevista que fizemos com ele a respeito da participação no projeto, sua trajetória na literatura e seu processo criativo.

Como avalias o projeto da Antologia Digital da Poesia Gaúcha? O que pensas de fazer parte dele?

Ricardo Silvestrin – Acho ótimo que a poesia esteja no lugar para o qual foi criada: junto das pessoas, do público, dos leitores.

Desde quando tu escreves? Como foi tua trajetória na literatura?

Ricardo Silvestrin – Desde os 15 anos. Lancei meu primeiro livro aos 22. De lá pra cá, já são mais de 20 livros.

O que motivou a escolha dos poemas para a Antologia, o que eles significam para ti?

Ricardo Silvestrin – Um fala sobre os goleiros e sua condição solitária e contraditória no jogo. É também um poema todo com versos de dez sílabas. O segundo é sobre o enredo estranho que passa na nossa cabeça durante o sonho. O 79, modelo 80 é sobre um velho Chevette. Todos são sobre coisas humanas, da vida.

Como é teu processo criativo?

Ricardo Silvestrin – Crio de várias maneiras, mas todas elas são abordagens estéticas com o discurso formal do poema. São pesquisas criativas.

Quais temas tu mais gostas de abordar em teus escritos

Ricardo Silvestrin – Não me guio por temas, mas por achar caminhos criativos. Também faço um diálogo com os poetas que leio, com os procedimentos formais deles.

Entrevista: 15 anos de Teatro Ideia Ação

Desde o início do mês, está em cartaz na Galeria Mario Quintana, na Estação Mercado da Trensurb, a exposição fotográfica Grupo TIA: 15 anos de Teatro Ideia Ação. A mostra traz registros da trajetória do grupo canoense, iniciada em agosto de 2004. Desde então, o TIA desenvolve um trabalho continuado que tem como proposta um teatro popular e de intervenção social, com a itinerância como característica marcante – todos os espetáculos são concebidos para ir ao encontro do público onde quer que ele esteja. A inauguração oficial da exposição, que permanece em cartaz até 29 de novembro, aconteceu na última quarta-feira (4), com a realização de uma performance do grupo na Galeria Mario Quintana, baseada no espetáculo Poesia em Movimento e no poema Perguntas de um trabalhador que lê, de Bertolt Brecht.

Conversamos com a atriz e produtora do TIA, Mariana Abreu, sobre a exposição, a parceria com a Trensurb e o grupo. Ela aproveitou para deixar uma mensagem a todos: “Vá ao teatro! Valorize os artistas! Valorize a cultura popular e os artistas locais!”.

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#MINUTOTRENSURB APRESENTA SETORES, SERVIÇOS E CURIOSIDADES DA EMPRESA AOS USUÁRIOS

No final do mês de janeiro foi lançada nas redes sociais da Trensurb a campanha #MinutoTrensurb, com o objetivo de apresentar para os usuários, através de pequenos vídeos, setores da empresa que são fundamentais para o funcionamento do metrô. A ideia da campanha surgiu de sugestões vindas dos próprios usuários pelas redes sociais e de funcionários da empresa. Continue reading →

Na luta pela cidadania

Foto: Arquivo Trensurb

Durante os últimos meses estamos contando histórias de pessoas que estão conectadas com a Trensurb de alguma forma. Como foi o caso do Lícaro e da Nailane que se conheceram nas viagens de trem, ou do Flávio, que trabalha no centro de controle operacional da empresa e cultiva as tradições gaúchas em cima de sua Harley Davidson.

Hoje é a vez do Bira, ou melhor dizendo, do Ubirajara Carvalho Toledo, 54 anos. Técnico industrial do Setor de Sinalização, ele trabalha na Trensurb há 28 anos.

Formado em Direito na Unilasalle, Bira tem em sua trajetória muito ativismo e luta no movimento social negro. Desde 1999 ele está engajado em contribuir com as comunidades rurais negras. Atualmente, Ubirajara é coordenador do Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombolas (IACOREQ), que busca desenvolver a cidadania nessas comunidades do Rio Grande do Sul.

O IACOREQ conta com aproximadamente 25 associados e profissionais de diversas áreas que trabalham voluntariamente.  Fundado em 18 de dezembro de 2001, ele foi o pioneiro na localização e cadastramento de quilombos no estado. “Nós somos apenas amplificadores das demandas dessas comunidades”, conta Bira.

Ano passado, Ubirajara fez parte da exposição Lanceiros Contemporâneos, organizada pelos Correios, e que esteve na Estação Mercado em março, destacando 20 personalidades por seu trabalho em prol das causas dos movimentos sociais afro-brasileiros.

Quais são as suas conexões?

trensurbconexoes

Mais do que conectar cidades, a Trensurb conecta pessoas. Muita gente pega o trem para poder ir ao trabalho, estudar, ver os amigos, namorar… e você? Quais são as suas conexões?

Através do Facebook, com o app Trensurb Conexões você pode mostrar quais as conexões que a Trensurb ajuda você a realizar no seu dia a dia.

– Como funciona?

Através do aplicativo, você escolhe seus amigos no Facebook, indica qual o trajeto entre estações existe entre vocês e o tipo de conexão. Seu amigo recebe a notificação, e após a aprovação dele, sua conexão aparece na linha do tempo.

– Desafios mensais

Cada mês o Trensurb Conexões terá um desafio a ser cumprido pelos usuários. Neste momento, o desafio do mês é montar o maior número de conexões de trabalho. Quem vencer o desafio ganha um passeio com mais três amigos na cabine do trem. A cada rodada, um desafio diferente.

Acesse e participe!