Antologia Digital da Poesia Gaúcha: Eliane Marques

Por meio do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos (EMLsT), a Trensurb está desenvolvendo o projeto Antologia Digital da Poesia Gaúcha, buscando levar mais cultura ao cotidiano da comunidade. Nesta semana, o projeto lança vídeos apresentando três poemas de Eliane Marques – todos eles sem título –, declamados pela própria autora. Clique aqui e acesse a playlist com os vídeos da Antologia no YouTube.

Nessa primeira fase, o projeto promove a veiculação quinzenal de vídeos curtos de poetas declamando poesias, nas redes sociais e nos monitores do Canal Você (presentes em trens e estações). A Antologia tem apoio da Academia Rio-Grandense de Letras, do Instituto Estadual do Livro e do Canal Você.

Poeta, ensaísta, psicanalista e tradutora, Eliane Marques publicou os poemários o poço das marianas (Escola de Poesia, 2021), e se alguém o pano (Prêmio Açorianos na categoria Poema, Escola de Poesia, 2016), Relicário (Grupo Cero, 2009) e as traduções Pregão de Marimorena, da poeta afro-uruguaia Virginia Brindis de Salas (Figura de Linguagem, 2021) e O trágico em Psicanálise, da psicanalista argentina Marcela Villavella (Psicolibro, 2012). Mantém uma coluna sobre cultura e sociedade no jornal Zero Hora. Tem poemas publicados nas revistas Cult e Piauí, entre outras importantes publicações do Brasil. Coordena a editora Escola de Poesia e o projeto Orisun oro que visa à tradução e à publicação de livros de mulheres poetas afro-latino-caribenhas no Brasil.  É docente na Après Coup Porto Alegre Psicanálise e Poesia, onde coedita a revista de psicanálise e cultura Anna O. Trabalhou como roteirista, produtora executiva e diretora do documentário Wole Soyinka – A forja de Ogum, entre outros trabalhos artísticos. Nascida em Sant’Ana do Livramento, na fronteira entre Brasil e Uruguai, graduou-se em Pedagogia e Direito, é mestre em Direito Público, especialista em “Constituição, Política e Economia”, além de trabalhar como Auditora Pública Externa do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. Confira a seguir a entrevista que fizemos com ela a respeito da participação no projeto, sua trajetória na literatura e processo criativo.

Como avalias o projeto da Antologia Digital da Poesia Gaúcha? O que pensas de fazer parte dele?

Eliane Marques – Quanto à forma, o projeto é inovador e contemporâneo, respondendo às demandas deste tempo com os instrumentais tecnológicos que ele disponibiliza.  Sinto-me honrada de integrá-lo junto com outras e outros poetas.

Desde quando tu escreves? Como foi tua trajetória na literatura?

Eliane Marques – Comecei a escrever na idade adulta. Na infância, fiz apenas versinhos, como muitas crianças fazem. Publiquei os poemários Relicário (2009), e se alguém o pano (Prêmio Açorianos de Literatura, 2016) e o poço das marianas (2021). Como tradutora publiquei Pregão de Marimorena, da poeta afro-uruguaia Virginia Brindis de Salas, e Cabeças de Ifé, da poeta afro-cubana Georgina Herrera (no prelo), esse último no âmbito do projeto Orisun oro.

O que motivou a escolha dos poemas para a Antologia? O que eles significam para ti?

Eliane Marques – Escolhi poemas dos meus dois últimos livros que coubessem na proposta da Antologia. Prefiro que as leitoras/leitores digam do significado dos poemas para cada uma/um. Como poeta, prefiro me mantar afastada de qualquer autoridade sobre os poemas.

Como é teu processo criativo?

Eliane Marques – Os meus poemas são criados como se fossem algo concreto, eles vão se montando ou desmontando conforme eu os escrevo. Não escrevo a partir de ideias ou imagens ou sons pré-concebidos e nem objetivo deixar qualquer mensagem.

Quais temas tu mais gostas de abordar em teus escritos?

Eliane Marques – Não trabalho com temas pré-definidos, os temas vão se apresentando no ato de escrever.

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