A Trensurb não para, nem no Réveillon

O ano aproxima-se do fim. Chega o momento de refletir sobre os acontecimentos dos últimos 12 meses, fazer o balanço dos pontos positivos e negativos e também de se preparar para as festas. Há quem goste de pular sete ondas na virada de ano, quem se arrume com as melhores roupas para ficar sentado na sala e quem prefira o arroz com uva passa na ceia natalina. Mas a grande maioria concorda: é tempo de celebrar.

Para os metroviários, não é diferente. Porém, como parte dos setores operacionais da Trensurb funciona ininterruptamente, é necessário que se faça uma escala de empregados para manter o funcionamento durante as noites de 24 e 31 de dezembro. Mas isso não faz com que que as festividades passem em branco.

O controlador operacional Eduardo José de Lima conta que já passou tantas noites de Natal e Ano-Novo na empresa que nem saberia contar quantas foram, mas diz que isso lhe rendeu boas histórias. “No Natal, por conta da grade horária dos trens, eles param à meia-noite sempre na Estação Sapucaia. Lembro que, em uma dessas vezes, quando trabalhava nas estações, vi que o piloto parou o trem e os usuários desceram para se cumprimentarem e desejar boas festas, depois seguiram viagem”, relata.

Darnei Santos é técnico de manutenção e, no ano passado, foi escalado para seu quinto plantão de Ano-Novo desde que entrou na empresa, em 2008. Ele lembra de uma ocasião em que ele e um colega organizaram a própria ceia de modo que ficasse mais próxima de uma comemoração em casa. “Nós trouxemos frutas, carne, refrigerante e montamos uma ceia que foi bem interessante”, conta. “É bem legal a integração que temos entre os colegas”, afirma. Há um ano, o também técnico Jean Goulart fez seu primeiro plantão da noite de 31 de dezembro. Em tom de brincadeira, ele fala sobre passar a virada de ano com os colegas: “Em casa, às vezes tem um vizinho que incomoda, alguma coisa assim, aqui no serviço estamos entre amigos, então é mais tranquilo”. O técnico Fábio Gross, há mais de 30 anos na Trensurb, fez seu sexto plantão no último Réveillon. Ele diz que não vê problema em passar esse tipo de data na empresa: “Tem gente que diz que é chato, mas chato é passar o ano desempregado”.

Há quem costume guardar registros desses momentos entre colegas, como é o caso de Lorilene Dal’Ago, que já foi operadora de trens e atualmente é controladora operacional. “No Setor de Tráfego [unidade que reúne os operadores de trem e seus supervisores], geralmente uma ou duas pessoas compram as coisas e todo o pessoal divide as despesas. Aí vem um colega e guarda os alimentos, depois vai pilotar, outro prepara a comida quando sai do turno e assim nos revezamos para fazer a nossa ceia”, relata.

Esse espírito colaborativo, o comprometimento de cada um em fazer a sua parte e a boa convivência entre os colegas é que tornam possíveis histórias como essas. Esperamos que esses valores perdurem durante o ano todo e que tenhamos todos boas festas, sejam elas em casa com a família ou na empresa com os colegas. Feliz 2018!

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